A Fórmula 1 terá um novo regulamento de motores e chassis em 2026, e as polêmicas em torno das novas regras já começam a surgir. Rumores indicam que Mercedes e Red Bull descobriram uma brecha relacionada ao limite da taxa de compressão, o que poderia resultar em uma vantagem considerável de desempenho. No entanto, a equipe alemã manteve conversas com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e recebeu garantias de que o desenvolvimento do motor está em conformidade com o regulamento.

A informação é do portal The Race desta terça-feira (23). Para as novas unidades de potência que estão por vir, as regras determinam que a taxa de compressão em um cilindro não pode ser superior a 16:1, o que representa uma redução em relação ao limite de 18:1 previsto no regulamento anterior. Como as equipes têm ciência dos ganhos potenciais associados ao aumento dessa taxa, especula-se que alguns projetos estejam explorando esse limite máximo, ainda que permanecendo dentro das regras.

Informações apontam que a Mercedes e a Red Bull encontraram uma forma de permitir uma taxa de compressão superior àquela imposta pelo regulamento de 2026. A taxa de compressão de um motor de Fórmula 1 é definida pela relação entre o volume máximo do cilindro — quando o pistão está no ponto mais baixo — e o volume mínimo — quando o pistão está no ponto mais alto.

A Fórmula 1 inicia uma nova era na temporada 2026 (Foto: F1)

Isso seria possível porque, de acordo com o regulamento, a taxa de compressão é medida apenas quando o motor não está na temperatura ideal de funcionamento na pista. Há indícios de que componentes mais complexos estejam sendo utilizados para se expandirem deliberadamente em altas temperaturas, reduzindo o volume da câmara de combustão no ponto morto superior e, assim, aumentando efetivamente a taxa de compressão durante o funcionamento do motor.

Em termos mais simples, trata-se de ganhos potenciais estimados em 15 cavalos de potência — cerca de 0s3 por volta. Segundo o The Race, Ferrari, Audi e Aston Martin/Honda enviaram uma carta conjunta à FIA solicitando esclarecimentos sobre alguns dos principais aspectos envolvidos. As preocupações dizem respeito tanto ao impacto imediato no desempenho quanto às perspectivas de longo prazo para recuperar eventual terreno perdido.

Ainda de acordo com a publicação, a FIA reforçou que não há ambiguidade no regulamento, uma vez que está claramente estabelecido que as verificações são realizadas à temperatura ambiente. Dessa forma, não haverá qualquer intervenção desde que os procedimentos de verificação da taxa de compressão nessas condições sejam devidamente cumpridos.

Além disso, a Mercedes manteve diálogo com a FIA ao longo de todo o processo de elaboração das regras. Assim, não há indícios de que a equipe tenha tentado aprovar soluções fora do regulamento, tendo recebido garantias de que a interpretação aplicada está plenamente alinhada com o texto redigido pela entidade que rege o esporte.

Fórmula 1 já tem polêmica sobre regulamento de motores de 2026 (Foto: F1)

A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.

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