A McLaren segue como cliente da Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1 e, após os testes coletivos realizados em Barcelona, Oscar Piastri destacou a importância do trabalho conjunto com a empresa alemã, além da necessidade de compreender melhor o projeto do carro. Ciente do impacto que a unidade de potência pode ter no campeonato, o australiano disse que “toda informação é útil” e, embora tenha havido algum aprendizado, destacou a necessidade de tirar o máximo proveito do componente.
A Fórmula 1 passará por uma grande reformulação em 2026, com a introdução de um novo regulamento para chassis e motores. Os carros serão menores, mais leves e contarão com uma aerodinâmica redesenhada. Já as unidades de potência utilizarão combustíveis sustentáveis e terão 50% da potência proveniente da parte elétrica. Com isso, além de lidar com um gerenciamento de energia mais complexo, os pilotos terão durante as corridas modos de boost, ultrapassagem e recarga à disposição.
Nos testes coletivos da última semana, em Barcelona, a McLaren foi uma das equipes com menos tempo de pista, completando apenas 283 voltas. Embora isso possa impactar negativamente o entendimento do MCL40, Piastri explicou que o cronograma adotado também foi importante para fornecer dados à Mercedes sobre o funcionamento do motor.
“Ainda há muito o que aprender, especialmente no que diz respeito às unidades de potência e como tirar o máximo proveito dela para ir mais rápido, mas acho que entendemos alguns dos problemas e limitações, e algumas das coisas que são diferentes em relação ao ano passado, tanto na unidade de potência quanto no carro. Agora tem muito menos downforce do que tínhamos no ano passado, então é uma questão de se acostumar e estamos muito focados nisso”, disse Piastri.

“O principal objetivo da Mercedes é entender a unidade de potência, e estamos tentando ajudá-los. Qualquer informação que eles consigam obter de mim e do Lando é muito útil. Então, muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, mas cada um tem prioridades ligeiramente diferentes, e eles estão tentando fazer com que todos nós trabalhemos o mais rápido possível”, finalizou Piastri.
Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.
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