George Russell, Max Verstappen e Isack Hadjar discordaram da ideia de suspender Franco Colapinto por uma corrida após o acidente que tirou Lando Norris e Pierre Gasly do GP do Azerbaijão, disputado neste sábado (26). Os três pilotos do pódio consideraram a punição sugerida pelo britânico da McLaren severa demais e apontaram as condições da relargada como fatores importantes para o incidente.

Na relargada após o primeiro safety-car, causado na volta 31 por Alexander Albon, Colapinto errou o ponto de frenagem da curva 1 e atingiu Gasly. Norris, que fazia o contorno ao lado do francês, também foi acertado. Os três abandonaram.

Colapinto abalroou Gasly e Norris na relargada do GP do Azerbaijão (Vídeo: Reprodução / ESPN)

Após a prova, o atual campeão disse que pilotagens como a do argentino “não merecem estar na F1” e defendeu que acidentes com consequências tão graves sejam punidos com suspensão de uma corrida. Durante a coletiva de imprensa dos três primeiros colocados, o GRANDE PRÊMIO questionou Russell, Verstappen e Hadjar sobre o posicionamento do britânico.

Russell foi o primeiro a discordar da avaliação do companheiro de grid. O piloto da Mercedes destacou que não enxergou no incidente uma atitude deliberadamente perigosa por parte de Colapinto e argumentou que suspensões deveriam ser reservadas para situações em que o piloto age de maneira intencionalmente imprudente.

“Acho que isso é muito severo. Pessoalmente, acredito que em relargadas com safety-car, com pneus frios, um pequeno erro pode ter grandes consequências, e pelo que vi hoje, foi o que pareceu”, afirmou.

“Foi um pequeno erro que teve uma grande consequência. Pessoalmente, acho que suspensões deveriam ser aplicadas a pilotos que intencionalmente fazem algo muito perigoso e imprudente. Dessa vez, acho que foi uma infelicidade”, completou.

Russell, Verstappen e Hadjar apontaram atenuantes para batida em Baku (Foto: FIA)

Verstappen seguiu linha semelhante, mas destacou também a reação depois do acidente. O neerlandês afirmou que, diante de um erro de julgamento seguido pelo reconhecimento da responsabilidade e por um pedido de desculpas, não vê motivo para uma punição tão pesada.

“Acho que, desde que o piloto que causou o acidente esteja ciente do que fez e peça desculpas, tudo bem. Isso acontece”, explicou.

“Um pequeno erro ou uma falha de julgamento, você acaba travando as rodas. Ele estava por dentro, com pouca aderência… Claro que é uma pena que envolva tantos carros, mas infelizmente acontece. Não é nada legal para quem acaba envolvido, mas, como George disse, acho que uma suspensão provavelmente é um pouco demais”, finalizou.

Hadjar acrescentou outro elemento à discussão: as condições da pista. O piloto da Red Bull explicou que a aderência fora da linha ideal era particularmente ruim e que a baixa velocidade durante o período de safety-car torna ainda mais difícil manter os pneus na temperatura adequada.

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Norris pediu suspensão de pilotos por incidentes como o provocado por Colapinto (Foto: Reprodução/F1)

“Do meu ponto de vista, a pista não estava em boas condições. Quando saíamos da linha ideal, ficava muito irregular. Também é difícil gerar calor atrás do safety-car, a velocidade é bem baixa”, ponderou.

“Então, às vezes você acaba exagerando e isso tem consequências muito graves. Por isso, acho que a suspensão da corrida é uma punição muito severa”, concluiu.

A Fórmula 1 retorna às atividades já neste fim de semana, com o GP do Bahrein. Apesar do nome, a 16ª etapa da temporada será disputada no Circuito de Sepang, na Malásia.