Por que Hamilton já é visto como elemento chave do mercado de pilotos da F1 2027
Em último ano de contrato com a Ferrari e ansioso por uma volta por cima na Fórmula 1, Lewis Hamilton está prestes a encarar uma temporada decisiva para o futuro na categoria
Ex-diretor-técnico da Aston Martin e com passagem anterior pela Red Bull, Dan Fallows apontou Lewis Hamilton como peça-chave no mercado de pilotos da Fórmula 1 para 2027. Embora não duvide de uma reviravolta do heptacampeão com a Ferrari, o aerodinamicista fez uma comparação com Fernando Alonso e até cogitou uma aposentadoria do britânico caso não tenha um carro realmente competitivo em 2026.
Depois de mais de uma década de parceria com a Mercedes e seis títulos mundiais conquistados por lá, o veterano de 41 anos decidiu embarcar em uma aventura com a escuderia de Maranello a partir de 2025. Ainda que as expectativas fossem altas, o dono do #44 sofreu para encontrar desempenho com a SF-25 e sequer foi ao pódio ao longo das 24 corridas, terminando o Mundial de Pilotos na sexta posição, com 156 pontos.
Com esperanças de dar a volta por cima em 2026, quando a F1 passa a competir sob um novo regulamento, Hamilton tem buscado se preparar tanto fisicamente quanto mentalmente para os desafios que terá pela frente. Entretanto, caso a situação da Ferrari não melhore muito, Fallows realmente questionou se o companheiro de Charles Leclerc manterá o desejo de permanecer na categoria.
“Eu apontaria Lewis Hamilton como a peça-chave do mercado de pilotos. É fácil colocá-lo na mesma categoria de Fernando Alonso, no sentido de que é alguém que claramente ainda é muito, muito capaz, embora tenha tido algumas dificuldades no ano passado”, começou o engenheiro em participação no podcast James Allen on F1.

“É alguém que definitivamente consegue elevar o nível de performance quando precisa. A questão, para mim, é: ele tem o mesmo desejo? Tem a mesma vontade de continuar o máximo de tempo possível, se não estiver em um carro 100% competitivo?”, pontuou.
“Já Fernando dirige muitos outros carros, continua extremamente motivado, tem o próprio circuito de kart e tudo mais. Não tenho certeza se Lewis é tão comprometido com o automobilismo como um todo. Isso pode soar como uma crítica dura — ele é extremamente comprometido com a F1, não há dúvida disso. Mas não o vejo como alguém que necessariamente continuaria apenas por amor ao esporte. Ele quer ser competitivo, quer estar em um carro capaz de lutar por vitórias”, sublinhou.
Caso Hamilton realmente decida arrumar as malas e deixar a categoria, a Ferrari já está preparando alguém para substituí-lo: Oliver Bearman. Produto do programa de desenvolvimento de pilotos do time de Maranello, o britânico de 20 anos teve uma temporada forte com a Haas em 2025, principalmente na reta final, quando o fraco VF-25 recebeu atualizações importantes.
Se esse movimento realmente se concretizar, então a equipe de Ayao Komatsu é que ficaria com uma vaga em aberto — algo que, dado o histórico, não chamaria a atenção dos pilotos de ponta. Porém, caso Leclerc e Hamilton fiquem insatisfeitos com um novo fracasso e decidam sair ao mesmo tempo, o cenário muda completamente, pois a esquadra de Frédéric Vasseur teria uma vaga extra a ser preenchida, o que pode, sim, movimentar o mercado.

“Então, se ele se aposentar, provavelmente anunciará isso bem cedo, dando à Ferrari a chance de trazer um novo piloto, e isso vai desencadear uma série de movimentos. Ollie Bearman é um nome óbvio para ocupar essa vaga, mas pode haver outros”, opinou Fallows.
Até aqui, contudo, foi Max Verstappen que provou ser a principal peça nesse tabuleiro da F1. Uma possível saída do tetracampeão da Red Bull forçaria os taurinos a terem de procurar um substituto à altura ou, pelo menos, tão experiente quanto o neerlandês, já que a escuderia dos energéticos não pode confiar a importante tarefa de liderar o projeto nas mãos de Isack Hadjar, Liam Lawson ou Arvid Lindblad.
Olhando para fora dos muros de Milton Keynes, porém, não faltarão candidatos.
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