A Fórmula 1 está trabalhando para solucionar os problemas que surgiram com o novo regulamento e estuda a possibilidade de introduzir novidades já na próxima etapa em Miami. No entanto, de acordo com Alan Permane, é preciso cautela ao adotar as medidas, e o ideal é que elas sejam introduzidas aos poucos para que não haja impacto negativo no espetáculo.
Com a chegada do novo regulamento de motores, que têm cerca de 50% de influência da parte elétrica, também surgiram novos problemas na Fórmula 1. Dentre eles, está a perda de potência dos carros durante as classificações e corridas, que, além de impedir que o carro seja levado ao limite, coloca em risco a segurança dos pilotos.
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Depois de ter de desviar do carro de Franco Colapinto, que ficou lento durante o GP do Japão, Oliver Bearman sofreu um forte acidente, e a F1 programou reuniões para trabalhar em possíveis soluções. No entanto, para o chefe da Racing Bulls, os próximos fins de semana de corrida não são ideais para testar mudanças bruscas e, por isso, as alterações precisam ocorrer de forma gradual.
“Miami será um fim de semana sprint, então teremos pouco tempo para testes. Então, é bem possível que experimentemos algumas das opções que são um pouco mais simples e menos arriscadas, e depois experimentemos outras em Montreal. Depois vamos para Mônaco, onde é quase impossível testar qualquer coisa”, explicou Permane. Então, Barcelona pode ser a primeira vez em que tentaremos algo maior. Não diria que são necessariamente duas atualizações. Diria que devemos manter a mente aberta e fazer um processo contínuo. É preciso cuidado para não impactar o espetáculo”, disse o chefe da Racing Bulls.
“Uma maneira de reduzir a velocidade de aproximação é, obviamente, remover coisas como o Modo Boost, além de reduzir a energia extra que está disponível para os pilotos quando eles estão a menos de um segundo do carro da frente. Isso sem dúvida reduzirá as velocidades de aproximação, mas também provavelmente reduzirá as ultrapassagens. Portanto, precisamos ter cuidado para encontrar o equilíbrio certo”, seguiu o chefe da Racing Bulls.
De acordo com Permane, uma das possibilidades em estudo é reduzir a influência da parte elétrica. Porém, isso poderia tornar os carros consideravelmente mais lentos, o que também seria um problema para a categoria.
“Sei que ninguém gosta da ideia de ‘lift and coast’, mas a maneira de eliminar isso é nos fornecer muito menos energia, o que tornará os carros mais lentos. Não acho que alguém queira tornar os carros significativamente mais lentos”, seguiu. “Certamente não queremos que as curvas que são de alta velocidade, realmente desafiadoras e no limite, fiquem fáceis demais. Então acho que precisamos ter cuidado com isso. E sei que a FIA está tendo cuidado com isso”, finalizou o chefe da Racing Bulls.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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