Ainda se recuperando de grave acidente na Indy em 2018, Robert Wickens testou carro de turismo (Vídeo: Reprodução/IMSA)

Depois de ter fechado com Ben Hodgkinson, chefe de engenharia da Mercedes, a Red Bull anunciou na manhã desta quinta-feira (6), a contratação de mais profissionais da rival para a nova divisão de unidades de potência na Fórmula 1.

Steve Blewett vai ser o diretor de produção da unidade de potência da Red Bull. Omid Mostaghimi será o chefe do setor eletrônico do trem de força e do sistema de recuperação de energia; Pip Clode vai atuar como chefe de projeto mecânico do sistema de recuperação de energia, enquanto Steve Brodie vai ser o líder do grupo de operações do motor de combustão interna.

Todos os quatro são funcionários vindos do Mercedes-Benz High Performance Powertrains, que tem sua base sediada em Brixworth, na Inglaterra, e que responde pela construção e desenvolvimento dos motores que dominam a F1 desde o começo da era híbrida, a partir de 2014.

Red Bull vai perder a Honda no fim da temporada 2021 (Foto: Red Bull Content Pool)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

Por conta dessa movimentação no mercado, Helmut Marko, consultor da Red Bull, afirmou que a rival está desesperada após as contratações taurinas e que até novas propostas salariais foram feitas para os funcionários.

“Red Bull é uma equipe apaixonada pelo esporte a motor. É tudo em uma casa. A Mercedes ofereceu duplicar salário para as pessoas que contratamos para eles ficarem”, afirmou o consultor ao Motorsport-Magazin.

A Red Bull vai cuidar dos próprios motores até a nova geração de 2025. A equipe vai assumir o projeto da Honda e, com a tecnologia dos japoneses, pretende preparar as próprias unidades de potência. A montadora japonesa, por outro lado, vai deixar a Fórmula 1 no fim desta temporada. Com isso, forçou a criação de um novo departamento na fábrica de Milton Keynes, na Inglaterra, a Red Bull Powertrains Limited. A medida vale também para a AlphaTauri, que passa a partir de 2022 a usar os motores desenvolvidos pela Red Bull.