Laurent Mekies, chefe da Red Bull, revelou que a equipe sequer tem tocado no assunto aposentadoria com Max Verstappen. O dirigente ressaltou que o tetracampeão é apaixonado pela Fórmula 1 e que quer ajudar a categoria a tomar o rumo certo. O francês também reforçou que não estão pensando no mercado de pilotos deste ano, porque o neerlandês vai permanecer se tiverem um carro rápido.

O neerlandês tem sido um dos mais vocais nas críticas feitas ao novo regulamento, principalmente em relação à parte elétrica das unidades de potência, que agora tem uma influência de aproximadamente 50%. Como resultado, os pilotos precisam constantemente adotar manobras contraintuitivas para recuperar energia, como o lift and coast e o super clipping, por exemplo.

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Insatisfeito com a direção seguida pelo Mundial, Verstappen nunca escondeu que já pensa em deixar a categoria ao final do ano. Nos últimos meses, inclusive, o neerlandês tem mergulhado no mundo do endurance, com participações em etapas da Nürburgring Langstrecken-Series (NLS) e presença confirmada nas 24 Horas de Nürburgring, que acontecem em maio. Além disso, já admitiu interesse em disputar as 24 Horas de Le Mans no futuro.

A Red Bull, por outro lado, sequer aparenta estar preocupada com a possibilidade de perder o nome mais vitorioso da história da equipe, apesar de terem um carro pouco competitivo e enfrentado problemas de confiabilidade neste início de temporada 2026 — ocupam apenas a sexta posição no Mundial de Construtores.

Red Bull minimizou possibilidade de Max Verstappen deixar a F1 (Foto: AFP)

“No momento, não estamos discutindo a possibilidade de aposentadoria com Max. Estamos analisando detalhadamente como tornar nosso carro mais rápido. Ele é apaixonado pela F1 e quer contribuir para que a categoria siga na direção certa. E, por isso, expressa claramente as mudanças que acredita serem necessárias para darmos o nosso melhor na classificação e termos boas corridas”, declarou Mekies.

“Temos as ferramentas para alterar o regulamento de forma que, nas classificações, os pilotos voltem a andar no limite, mantendo todos os aspectos positivos que vemos nas corridas. Se fizermos isso, tenho plena confiança de que Max continuará a ver o que todos nós vemos: que no grid ainda estão os 22 melhores pilotos do mundo e os carros mais rápidos do planeta”, salientou.

Com o adiamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita devido aos conflitos no Oriente Médio, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a F1 e as equipes agendaram algumas reuniões para discutir mudanças nas regras. Embora Stefano Domenicali, CEO da categoria, aponte que as discussões estão indo “no caminho certo”, o portal italiano AutoRacer informou que existe um certo impasse.

“Se vocês viessem a Milton Keynes, veriam a paixão que existe por trás de cada porta. E entenderiam por que não pensamos no mercado de pilotos em 2027. Nós pensamos em ter um carro rápido. E se tivermos um modelo competitivo, não haverá qualquer discussão sobre o que Max fará no ano que vem”, completou o chefe da Red Bull.

A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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