Atualmente a Red Bull é impulsionada pelos motores Honda — rebatizados de Red Bull Powertrains —, mas a equipe dos energéticos esteve próxima de utilizar a unidade de potência da grande rival Mercedes. Segundo o consultor Helmut Marko, antes de deixar a Renault para passar a contar com o equipamento japonês, os austríacos fizeram um acordo prévio com Niki Lauda, que na época era presidente não executivo dos alemães. A parceria, no entanto, foi barrada pelo chefe Toto Wolff.
A Red Bull teve um casamento de muito sucesso com os motores Renault e venceu o Mundial de Pilotos e de Construtores de forma consecutiva entre 2010 e 2013. Porém, com a mudança do regulamento e a chegada dos motores híbridos em 2014, o equipamento dos franceses não era competitivo e o domínio passou a ser da Mercedes.
A falta de performance dos motores Renault impediu a Red Bull de disputar o título e o time dos energéticos se viu obrigado a encontrar um novo fornecedor. Porém, antes de fechar com a Honda para 2019, Marko revelou que a equipe tentou um acordo com a Mercedes.
“Em 2014, quando as novas regras de motores entraram em vigor, nosso fornecedor de motores, infelizmente, não conseguiu fabricar um equipamento competitivo. Havia uma rivalidade muito grande com a Mercedes, e também nosso chefe [Dietrich Mateschitz] não era um grande fã”, revelou o consultor da Red Bull.

“Eu disse, ‘escute, desse jeito não podemos mais motivar as pessoas, porque todo mundo sabe que com esse motor você não pode vencer’. Então tínhamos um acordo com a Mercedes, um acordo de aperto de mão com [Niki] Lauda, que não foi apoiado pelo Toto [Wolff], então o acordo não aconteceu”, continuou Marko.
Sem sucesso com a Mercedes, a Red Bull se viu obrigada a recorrer à Honda. Na época, os japoneses também não eram uma potência no fornecimento de motores e teve uma parceria muito turbulenta com a McLaren. Marko, no entanto, disse que tinha “informações privilegiadas” sobre o projeto e optou por dar um voto de confiança ao novo fornecedor.
“Fomos para a Honda. A Honda, naquele momento, não conseguiu ser competitiva com a McLaren, mas eu tinha algumas informações privilegiadas sobre o que eles estavam planejando fazer, então dissemos: ‘Sim, vamos em frente. Assumimos esse risco’”, continuou.
“Sabia que não era um risco pois sabia o quanto eles tinham gasto em dinamômetros. Eles estavam falando sério sobre isso. Então trocamos o motor. Naquele momento foi, como [Fernando] Alonso disse, estilo ou potência de F2, ou algo assim, uma decisão corajosa. Nós sempre tomamos decisões corajosas. Então um pouco sem risco, sem diversão”, finalizou o consultor da Red Bull.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de setembro em Baku, no GP do Azerbaijão, 17º da temporada 2024.
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