Por que a Fórmula 1 corre na Arábia Saudita? É uma pergunta simples de responder: porque o governo saudita está disposto a pagar todo o dinheiro que tiver de pagar para assegurar o evento e contratos longos, como o atual, em curso durante uma década inteira. Mas entender o cerne da questão não faz com que se esqueça ou perdoe qualquer coisa que aconteça.

Na edição de 2022, um míssil estourou em refinaria de petróleo ao lado da pista. Naturalmente seria grave, mas fica ainda pior quando contextualizado. A Arábia Saudita é um país em guerra há anos e, um mês antes, a F1 desistiu de correr na Rússia por ser, veja, um país em guerra. Qual o sentido?

Além da questão de segurança geral, ética e moral, há a segurança física ligada ao esporte. A pista saudita quase não ficou pronta para a corrida do ano passado e, quando terminou, uma surpresa: era extremamente perigosa. Uma batida violenta de Mick Schumacher podia ter sido catastrófica e outras permearam a prova. Nada há de bom sobre essa corrida. Continuar diz o quê?

Pedro Henrique Marum apresenta o TT GP e conta com os comentários de Renato Ribeiro, Guilherme Bloisi e João Pedro Nascimento.

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