James Vowles não acredita que reduzir a duração das corridas seja o caminho para atrair o público mais jovem à Fórmula 1. Para o chefe da Williams, o DNA da categoria está justamente na narrativa longa das provas, e a solução para aumentar o alcance passa por novas formas de entrega do conteúdo — em especial, plataformas de streaming.

O debate sobre o aumento das corridas sprint ganha protagonismo no paddock da F1. Embora o CEO da categoria, Stefano Domenicali, já tenha sinalizado interesse em aumentar esse formato nos próximos anos, pilotos e dirigentes de equipes se dividem quanto ao assunto. O chefe da Williams se posicionou contra a ampliação do formato.

“Há uma coisa interessante que a F1 debate, que é: devemos tornar as corridas mais curtas, ou ter mais provas sprint? Já sou mais velho, mas diria, de modo geral, que não”, declarou Vowles.

“O produto é o que é. Na verdade, o que o torna realmente bom? Veja Zandvoort, Alex [Albon] foi quem disse da melhor forma: ‘Acabei de ver todo mundo ao meu redor bater’. Foi totalmente imprevisível o que aconteceu do início ao fim, mas você tinha de assistir à 1h40 de corrida para ver o resultado”, apontou.

Stefano Domenicali defende expansão das corridas sprint na F1 (Foto: AFP)

O próprio Vowles já se mostrou favorável a reduzir o formato das etapas, mas sem mexer na duração das prova. Segundo ele, o foco deve estar na maneira como a F1 chega ao público — e vê o futuro da categoria no streaming.

“A audiência é o que deveria dominar esse debate. Meu ponto é que não precisa necessariamente ser mais curto, mas sim que o consumo esteja cada vez mais distante da TV. Portanto, precisamos pensar de forma diferente a forma que transmitimos”, destacou.

“Iria mais na direção de Apple, Amazon Prime, e assim por diante. Em outras palavras, buscar uma plataforma disponível mundialmente e em formato de streaming. E encontraria uma forma de concatenar isso para uma versão curta, que depois se expanda para a versão longa, se for necessário”, comentou.

O dirigente da Williams, contudo, reconheceu que a transição tem desafios. Os maiores, segundo o britânico, seriam os valores e modelos dos contratos atuais.

“Temos de pensar com muito cuidado sobre como monetizar isso da maneira apropriada para não termos um prejuízo enorme. Nossos acordos de transmissão estão em prazos completamente diferentes ao redor do mundo. Por exemplo, os Estados Unidos estão com contrato vencendo agora, mas na Inglaterra não acaba até daqui a três anos. Então, alinhar isso vai ser um pouco mais complicado do que parece”, concluiu.

F1 retorna neste fim de semana, de 3 a 5 de outubro, no Circuito de Marina Bay, palco do GP de Singapura. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP de Singapura de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 106:3008:3010:3011:30
Treino livre 210:0012:0014:0015:00
Treino livre 306:3008:3010:3011:30
Classificação10:0012:0014:0015:00
Corrida9:0011:0013:0014:00

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