As dificuldades enfrentadas pela Williams na Fórmula 1 estão longe de ter fim. Pelo menos é o que diz o chefe da equipe, James Vowles, que destacou que “não há solução a curto prazo” para os problemas do FW48. Além disso, estimou que o time ainda precisa de quatro anos para alcançar quem está no topo do grid.

Os contratempos da Williams ficaram evidentes antes mesmo do início da temporada, quando a equipe perdeu os primeiros testes com o carro de 2026 em Barcelona, devido a atrasos no projeto. Embora tenha conseguido acumular uma boa quilometragem durante a pré-temporada no Bahrein, o time sofreu com o rendimento na primeira corrida do ano e saiu zerado do GP da Austrália.

O principal obstáculo enfrentado pela Williams neste começo de ano é o sobrepeso do carro, que foi reprovado nos primeiros testes de colisão da FIA e precisou ser reforçado. Com isso, a equipe atrasou a entrega do FW48 e ainda foi para Melbourne com um carro que precisa perder cerca de 28 kg. De acordo com Vowles, o problema de peso até pode ser resolvido nas próximas etapas, mas uma solução para alcançar as equipes do topo ainda vai demorar.

“Não há uma solução a curto prazo. Mas, na verdade, essa é uma das razões pelas quais vim para F1. Nunca há uma solução a curto prazo. São milhares e milhares de pequenos detalhes que precisam ser acertados e não fizemos isso, simples assim. O que se vê de fora é que isso se deve ao fato de termos perdido Barcelona, mas há muitos outros detalhes por trás”, declarou Vowles em entrevista ao portal espanhol SoyMotor, antes do GP da China.

“Há uma série de elementos nos quais fomos até o limite e, como resultado, levará algum tempo para nos recuperarmos. Temos um programa muito intenso nos próximos seis meses para conseguirmos fazer isso, mas não é algo que se faz em uma semana. Acredito que veremos um primeiro passo à frente, mas não é um trabalho de uma semana”, acrescentou.

Williams se programa para avanços na F1, mas reforça que isso “não é trabalho de uma semana” (Foto: AFP)

Por fim, Vowles cravou sua estimativa para que a equipe tenha evoluções e possa brigar mais na frente do grid. O que não aconteceu no GP da Austrália, primeira etapa da temporada, no qual Alexander Albon terminou em 12º e Carlos Sainz, em 15º.

“Quero dizer que a realidade que vemos agora, na minha opinião, pelo que acabo de ver, é que nos faltam quatro anos para alcançarmos o nível de algumas dessas equipes de ponta e o que conquistaram. É um longo caminho”, completou.

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GP da China de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Classificação Sprint04:3006:3008:3009:30
Corrida Sprint00:0002:0004:0005:00
Classificação04:0006:0008:0009:00
Corrida04:0006:0008:0009:00

*Horário de Brasília

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