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Dürksen fecha F2 2025 com vitória graúda e prova que vai ser pedra no sapato de Câmara
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Dürksen fecha F2 2025 com vitória graúda e prova que vai ser pedra no sapato de Câmara

Joshua Dürksen brilhou em muitos momentos com a pequena AIX e vai correr na Invicta, que vem de dois títulos consecutivos de pilotos, no ano que vem. Um desafio e tanto para Rafael Câmara, que vai precisar de paciência para superar um companheiro talentoso e experiente em uma categoria muito acirrada

Luana Marino

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Definitivamente, Rafael Câmara vai ter uma bela pedra no sapato chamada Joshua Dürksen no ano de estreia na Fórmula 2 com a Invicta. Tudo bem que o paraguaio parece realmente gostar do traçado de Abu Dhabi, onde também venceu a corrida 2 da rodada do ano passado, mas a vitória graúda no encerramento da temporada 2025 só ajudou a comprovar como o nono lugar na classificação final da tabela não traduz o que, de fato, ele é capaz de oferecer em pista.

De certa forma, pode-se dizer que parte dessa posição discreta, longe da briga pelo título, é também em função do carro da pequena AIX, pois por mais que a F2 tenha um chassi padrão assim como nas demais categorias de base, é notável como as equipes mais estruturadas conseguem sobressair em desenvolvimento ao longo do ano. Mas é justamente em carros assim que a pilotagem prevalece.

Foi dessa forma, por exemplo, que Taylor Barnard se destacou na F2 no ano passado antes de aceitar (e acertar!) a troca pela Fórmula E. O britânico, aliás, formava dupla das mais interessantes com Dürksen na AIX, e a decisão de enveredar pela rota dos carros elétricos cedo abriu passagem para o brilho solo do talentoso paraguaio.

Em 2024, Dürksen cresceu no terço final com corridas mais regulares nos pontos e duas vitórias. Foi um dos destaques e chegou a 2025 sonhando com a possibilidade de até brigar pelo título, ainda mais quando venceu a sprint da rodada da Austrália, que abriu a temporada. Acontece que faltou principalmente ritmo de classificação para colocar o carro em posições melhores no grid e brigar por pontos de forma mais consistente, sem falar na desclassificação por infração técnica que o fez perder o pódio no Bahrein e os abandonos seguidos na rodada de Mônaco.

Joshua Dürksen brilhou em muitos momentos com a pequena AIX (Foto: F2)

A pilotagem, contudo, foi premiada com vaga na Invicta, a equipe que melhor entendeu a atual geração de carros da F2 e que vem de dois títulos, com Gabriel Bortoleto em 2024 e Leonardo Fornaroli este ano. Não há, portanto, como não crescer os olhos e imaginar o que Joshua realmente será capaz de fazer, uma vez que tem nas costas a bagagem de duas temporadas para somar.

É por isso que Câmara precisa estar atento, e é bom também que a torcida dose a expectativa sobre o brasileiro. A F2 é muito diferente da F3, os carros são mais pesados, portanto exigem um maior preparo físico, a aerodinâmica é diferente e a concorrência é mais acirrada. Rafael será novato, ainda que seja indiscutivelmente outra joia da atual base do automobilismo mundial.

Essa dupla, aliás, tem tudo para roubar a cena, se tanto Câmara quanto Dürksen realmente desempenharem o que se era deles. Depois de um campeonato tão morno, com um campeão que foi muito contestável pelo título na F3 sem nenhuma vitória sequer, tudo o que a F2 deseja é ter dois pilotos que esbanjem talento e também carisma — algo que, convenhamos, os sul-americanos têm de sobra!

A Fórmula 2 volta de 10 a 12 de dezembro, com os testes coletivos de pós-temporada em Abu Dhabi.

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