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F4 Brasil abre mão de etapa de Goiânia da Stock Car por falta de homologação da FIA
F4 Brasil fica fora de etapa de Goiânia, marcada para os dias 16 e 17 de maio, por falta de homologação da FIA. Categoria vai para o Velocitta em julho
A F4 Brasil não fará mais parte da programação da Stock Car na etapa de Goiânia, agendada para os dias 16 e 17 de maio. A Vicar, promotora das categorias, anunciou que a mudança se deve à falta de tempo hábil para que o Autódromo Internacional Ayrton Senna obtenha a homologação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Com a decisão, a então segunda etapa da temporada 2026 da F4 Brasil, prevista para Goiânia, foi realocada para o dia 26 de julho, no autódromo do Velocitta, em Mogi Guaçu (SP). Antes disso, a categoria compete em Cuiabá (MT), no dia 20 de junho — prova que inicialmente estava programada como a terceira rodada do campeonato.
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Vale lembrar que o traçado de Goiânia precisou passar por um novo reasfaltamento após receber a MotoGP em março deste ano. Além de problemas com alagamentos antes do fim de semana de corrida, em decorrência das fortes chuvas na capital goiana, o asfalto acabou danificado pelas motos, com partes se soltando durante as atividades. A situação levou a organização a encurtar, de última hora, a corrida principal no autódromo Ayrton Senna.
Apesar do contratempo envolvendo a MotoGP, a F4 Brasil volta a enfrentar uma situação semelhante à ocorrida em Brasília, quando o autódromo Nelson Piquet foi reinaugurado após 11 anos fechado. Em novembro do ano passado, o circuito do Distrito Federal também não obteve a homologação da FIA.

À época, Luis Ernesto Morales, diretor da Comissão de Circuitos da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), explicou ao GRANDE PRÊMIO:
“É mais uma precaução para não atropelar o processo e evitar que algo fique faltando, o que exigiria uma administração extra depois. É preciso verificar e checar cada detalhe: o nivelamento das áreas de escape, que foram recém-executadas e concluídas na semana passada, então precisa estar perfeito. Um carro de fórmula não pode encontrar nenhum desnível, senão pode capotar. O espaçamento das defensas também deve estar perfeitamente ajustado”, disse.
“É uma série de detalhes que, no turismo, não trazem problema nenhum, mas para liberar o uso para carros de fórmula, tomo esse cuidado adicional para garantir que 100% das questões de segurança esteja dentro dos padrões, para não termos qualquer tipo de problema. Não é que esteja faltando algo — é só garantir que tudo estará 100% para solicitar a homologação definitiva, sem risco de imprevistos. Como as coisas acabam ficando muito em cima da hora — o que é normal — vai se fazendo, ajustando, finalizando os detalhes. Falta um trechinho do pit-walk, que precisa ter a altura correta. São detalhes”, completou.
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