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Wheldon justifica saída dos EUA e escolha por automobilismo europeu: “Profissionalismo”

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Wheldon justifica saída dos EUA e escolha por automobilismo europeu: “Profissionalismo”

Sebastian Wheldon indicou que escolha pela Europa passou por profissionalismo e competitividade das categorias de base

Daniel Balsa

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Nascido nos Estados Unidos, Sebastian Wheldon apontou o profissionalismo e a competitividade do automobilismo europeu como fatores decisivos para escolher correr no continente natal de seu pai, Dan Wheldon, britânico campeão da Indy e bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, que faleceu em 2011.

Apoiado pela Andretti desde os tempos do kart, Wheldon disputou em 2025 a F4 Italiana, a E4, a F4 do Oriente Médio e a Fórmula Trophy. Para 2026, a expectativa é seguir na Europa, especialmente na Itália. No horizonte mais distante, o objetivo é chegar à Fórmula 1.

“O nível e o ambiente aqui são muito, muito mais intensos. Tudo é feito de forma mais profissional”, disse Wheldon. “Nos Estados Unidos, diria que é um pouco menos competitivo. Normalmente, apenas uns cinco pilotos brigam pelo título. Aqui, há muito mais gente disputando o campeonato. Quanto mais competitivo, melhor, porque isso te torna um piloto melhor”, continuou.

“A F1 está de olho em alguns pilotos da base aqui, então isso é bem legal. No geral, tudo parece mais profissional aqui na Itália”, completou Wheldon.

Sebastian Wheldon (Foto: USF Juniors)

O carro-chefe da temporada 2025 de Wheldon foi a F4 Italiana, campeonato no qual terminou na terceira posição. O título ficou com seu companheiro de Prema, Kean Nakamura-Berta. A forte concorrência interna na equipe foi destacada pelo piloto — no GP de Macau, o troco veio na classificação, com pole para o norte-americano.

“Todos os meus companheiros de equipe são extremamente talentosos. Dá para aprender com eles em todas as sessões, observar coisas que talvez você esteja fazendo errado e corrigir isso, o que é muito útil”, comentou.

Wheldon também fez questão de agradecer o apoio da Andretti, iniciado ainda sob o comando de Michael Andretti e mantido por Dan Towriss, que assumiu a operação no fim de 2024 e lidera a estrutura que levou a Cadillac à F1.

“A Andretti sempre esteve comigo, eles se sentem como uma família. Dan Towriss sempre nos ajudou da forma que pôde. Eu me sinto muito conectado, especialmente com a equipe, conhecendo todos os pilotos e podendo receber conselhos de alguns pilotos da Indy. É muito legal e sou muito grato por fazer parte disso”, afirmou.

“Ter o nome Andretti por trás de mim significa muito. Preciso manter meu nível alto e continuar provando meu valor, mas é um privilégio enorme fazer parte dessa equipe”, completou.

Por fim, ao ser questionado se preferiria vencer o GP de Mônaco de F1 ou as 500 Milhas de Indianápolis, Wheldon hesitou, mas não deixou a pergunta sem resposta.

“Ah, é muito difícil! Que tal os dois?”, brincou Wheldon. “Provavelmente Mônaco. Só dirigir por Monte Carlo já é algo especial demais, mas as 500 Milhas também estão lá em cima”, concluiu.

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