A Citroën reformulou a estrutura de comando da equipe na Fórmula E. Beth Paretta, que ocupava o cargo de diretora-geral, foi promovida a chefe da equipe, enquanto Frédéric Espinos foi contratado para assumir as funções de diretor de competição e chefe-adjunto.
A mudança acontece após a primeira temporada da Citroën na Fórmula E e já era esperada depois da morte repentina de Cyril Blais, em julho. A nova estrutura será responsável por conduzir a equipe na entrada da categoria em uma nova era técnica, com os carros Gen4 fazendo a estreia na temporada 2026/27.
Paretta passa a comandar o projeto após uma transição que gerou ruídos no paddock. A estadunidense ocupava o cargo de vice-presidente de competições da Fórmula E até o fim de 2025, antes de assumir o posto de diretora-geral da equipe em maio deste ano. A proximidade entre o período em que desempenhou as funções gerou desconforto, especialmente porque a missão era preparar a equipe para ser vendida — já que, atualmente, a licença da Citroën pertence oficialmente à própria categoria.
A trajetória de Paretta inclui ainda posições de liderança na indústria automotiva e no automobilismo, além da criação da Paretta Autosport, equipe fundada em 2021 para disputar a Indy. O projeto ganhou destaque pela forte presença feminina na estrutura que participou das 500 Milhas de Indianápolis. A dirigente também passou por empresas como Volkswagen, Aston Martin e Fiat Chrysler Automobiles, onde chegou a comandar simultaneamente uma marca de performance e o portfólio global de automobilismo do grupo.
“Para a Citroën Racing, o sucesso dependerá da nossa capacidade de aproveitar plenamente essa oportunidade desde o início. Estamos bem preparados, podemos contar com a força e a experiência da Stellantis Motorsport e com uma marca totalmente comprometida com o programa. Nosso objetivo é transformar todas essas vantagens em competitividade imediata e desempenhos sólidos na pista”, disse Paretta.
“A Fórmula E também é importante do ponto de vista estratégico para a Citroën, porque oferece a oportunidade de ampliar os limites das tecnologias elétricas por meio da competição e, no futuro, contribuir para melhorar as futuras Citroën de série”, complementou.

Ao lado de Paretta estará Espinos, que chega à Citroën depois de quatro temporadas na estrutura da Abt, que foi parceira da Lola Yamaha nos últimos dois anos e, anteriormente, da Cupra — atual Cupra Kiro.
O francês tem uma trajetória ainda mais longa na Fórmula E e, assim como Paretta, também trabalhou diretamente na organização do campeonato, atuando como diretor esportivo entre 2018 e 2022. Antes disso, foi o representante da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) designado para trabalhar com a categoria elétrica desde a sua criação.
A chegada de Espinos, portanto, reforça a experiência específica da Citroën dentro da Fórmula E justamente no momento em que a categoria entra na era Gen4.
“Estou muito orgulhoso de me juntar à equipe em um momento tão importante do desenvolvimento. É um projeto que reúne muitos elementos para ter sucesso: uma marca com um verdadeiro legado nas competições, uma equipe experiente, dois pilotos de altíssimo nível e uma grande ambição às vésperas da Gen4”, disse.

“Estou muito feliz por poder colocar minha experiência na Fórmula E a serviço desse grupo e trabalhar ao lado de Beth e de toda a equipe. Temos muito trabalho pela frente, mas o objetivo é claro: chegar preparados desde o início da temporada”, completou.
A temporada 2026/27 da Fórmula E começa em dezembro, nos dias 18 e 19, com a rodada dupla do eP de Jedá. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.