Christian Lundgaard venceu a segunda na temporada 2026 da Indy no GP de Road America do último fim de semana, mesmo após cair para a última colocação na primeira volta. Evidentemente, o dinamarquês aproveitou muito bem as bandeiras amarelas e se colocou na condição de disputar a vitória na fase final da corrida com boas ultrapassagens no pelotão e, posteriormente, realizar uma sequência de voltas rápidas antes da última parada nos boxes.

Ainda assim, o piloto da McLaren largou apenas na 12ª colocação. Aproveitando o triunfo do #7, o GRANDE PREMIUM relembrou as últimas dez vezes que o vencedor iniciou fora do top-10. Confira!

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Christian Lundgaard (Foto: IndyCar)

Christian Lundgaard (12° no grid) – GP de Road America de 2026

Lundgaard tocou em Scott Dixon na freada da primeira curva e danificou a asa dianteira. Como teve de fazer um pit-stop para reparos, não só caiu para a última posição, como quase ficou uma volta atrás do líder. No entanto, conseguiu se recuperar com as bandeiras amarelas, escalou o pelotão e fez a estratégia perfeita no fim, colocando pneus macios novos no stint final. Como Marcus Armstrong quebrou a três voltas do fim, sequer houve briga pela primeira colocação.

Will Power (22° no grid) – GP de Iowa 2 de 2024

Will Power largou apenas na 22ª posição na segunda corrida da rodada dupla de Iowa de 2024 e passou boa parte da prova andando no tráfego e economizando combustível. Como a Penske optou por realizar os pit-stops em uma janela diferente dos líderes, o bicampeão estender os stints, aproveitando também as bandeiras amarelas. Na última rodada de pit-stops, o então piloto do #12 conseguiu superar Álex Palou e conquistar a 43ª vitória da carreira.

Scott Dixon (11° no grid) – GP de Laguna Seca de 2023

Dixon caiu para a 11ª colocação no grid por conta de uma punição por troca de motor no GP de Laguna Seca de 2023. Como de costume o hexacampeão conseguiu aproveitar o caos da etapa — foram oito bandeiras amarelas e até o safety-car teve de abastecer —, conseguiu economizar combustível de maneira eficaz, além de executar a tática perfeita para assumir a liderança no final da prova e vencer.

Scott Dixon ousou na estratégia para vencer GP de St. Louis de 2023 (Foto: World Wide Technology Raceway)

Scott Dixon (16° no grid) – GP de St. Louis de 2023

Partindo somente da 16ª colocação, Dixon optou por uma tática ousada de três paradas no GP de St. Louis de 2023, enquanto a maioria dos pilotos fez cinco pit-stops. Mestre na economia de combustível, o neozelandês assumiu a liderança por volta da metade da prova e administrou a vantagem na sequência, liderando 123 das 260 voltas em Gateway.

Scott Dixon (15° no grid) – GP de Indianápolis 2 de 2023

Nem mesmo o 15° lugar no grid e um incidente na largada foram capazes de parar o hexacampeão na segunda prova disputada no circuito misto de Indianápolis de 2023. Enquanto tentava se recuperar, o piloto do #9 economizou combustível e pneus de maneira magistral e foi ganhando posições conforme os rivais realizavam os pit-stops. Nas últimas voltas, travou um duelo particular com Graham Rahal — que estava em uma estratégia oposta —, e conseguiu se manter a frente do #15 até a bandeira quadriculada.

Josef Newgarden (17° no grid) – 500 Milhas de Indianápolis de 2023

O ano de 2023 teve uma das edições mais dramáticas das 500 Milhas de Indianápolis. A prova contou com diversas mudanças na liderança, diversas batidas e nada menos que três bandeiras vermelhas nas últimas voltas. Josef Newgarden largou em 17°, conseguiu aproveitar o caos e segurar Marcus Ericsson para vencer a maior corrida da Indy pela primeira vez na carreira.

GP de Laguna Seca foi única vitória de Álex Palou em 2022 (Foto: Indycar)

Álex Palou (11°) – GP de Laguna Seca de 2022

A temporada 2022 foi atípica para Palou, que se envolveu em disputas contratuais envolvendo a McLaren e a Ganassi. Inclusive, a única vitória no ano foi justamente no GP de Laguna Seca de 2022, a última do campeonato. Palou iria largar na quinta posição, mas caiu para 11° por conta de uma punição, que não foi suficente para impedi-lo de vencer com mais de 30s de vantagem para Newgarden.

Scott Dixon (14°) – GP de Nashville de 2022

Uma das corridas mais caóticas de 2022, a prova no circuito de rua em Nashville teve um pouco de tudo: imprevisibilidade, acidentes, longas paralisações e estratégias alternativas, o que obviamente não poderia favorecer ninguém menos que Dixon, que partiu da 14ª posição. O hexacampeão evitou riscos desnecessários, administrou pneus e combustível para vencer com somente 0s1 de diferença para Scott McLaughlin.

Will Power (16°) – GP de Detroit de 2022

Disputado pela última vez no traçado de Belle Isle, o GP de Detroit de 2022 teve vitória de Power, que largou apenas na 16ª colocação. Apesar de não ter o carro mais rápido, o australiano fez bom proveito da estratégia e aproveitou o momento certo para atacar Alexander Rossi e assumir a liderança da prova.

Colton Herta (14º no grid) – GP de Indianápolis 1 de 2022

Embora tenha largado apenas em 14° lugar, Colton Herta não demorou para escalar o pelotão na chuva, mostrando que tinha o melhor carro da prova. Após as primeiras paradas, o estadunidense assumiu a liderança e confirmou o bom ritmo da Andretti de cara para o vento, liderando 50 das 85 voltas.

A Indy entra em um fim de semana de folga e retorna entre os dias 3 e 5 de julho, com o GP de Mid-Ohio, na cidade de Lexington. A 11ª etapa da temporada 2027 tem cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.