A Honda tem uma decisão importante pela frente para montar a equipe oficial da MotoGP 2027. De um lado está Diogo Moreira, brasileiro de 22 anos, campeão mundial na Moto2 em 2025 e que faz a temporada de estreia na classe rainha pela LCR. Do outro, David Alonso, colombiano de 20 anos que disputa a Moto2 pela Aspar e campeão mundial na Moto3.
Os dois já têm contratos com a HRC para 2027. A dúvida, portanto, não é sobre a permanência dos dois no projeto, mas sobre quem terá a oportunidade de correr na equipe oficial ao lado do campeão mundial de 2021 Fabio Quartararo.
No Lado a Lado desta semana, o GRANDE PREMIUM compara os currículos dos dois jovens pilotos:
Diogo Moreira x David Alonso
| Diogo Moreira | David Alonso | |
|---|---|---|
| País | Brasil | Colômbia |
| Idade | 22 anos | 20 anos |
| Base | Motocross brasileiro; migrou para a Europa em 2017 | Motociclismo espanhol |
| Equipes no Mundial de Motovelocidade | MSi (Moto3), Italtrans (Moto2), LCR (MotoGP) | Aspar (Moto3 e Moto2) |
| Principais títulos | Novato do ano na Moto3 (2022) (Moto3) e Moto2 (2024). Campeão mundial na Moto2 (2025). | 85GP, European Talent Cup (2020), Red Bull Rookies Cup (2021), campeão mundial na Moto3 (2025) |
A disputa coloca frente a frente dois dos principais talentos surgidos nas categorias de acesso nos últimos anos, mas com trajetórias bastante diferentes. Moreira construiu a candidatura com uma ascensão consistente até conquistar o título da Moto2 em 2025 e chegar à MotoGP já pronto para competir. Alonso, por outro lado, acumulou títulos desde as categorias de base e teve uma passagem particularmente dominante pela Moto3.

Os números mostram uma diferença importante. Alonso chega à disputa com um currículo mais recheado nas categorias inferiores. Antes de chegar ao Mundial, o colombiano foi campeão da classe 85GP em 2018, da European Talent Cup em 2020 e da Red Bull Rookies Cup em 2021. Depois, terminou em terceiro na Moto3 em seu primeiro ano completo no Mundial, em 2023, antes de dominar a categoria em 2024.
A temporada de 2024 foi particularmente marcante. Alonso venceu 14 corridas, recorde de triunfos em uma única temporada da Moto3, e conquistou o primeiro título mundial da carreira com quatro etapas de antecedência. O campeonato também fez dele o primeiro colombiano campeão mundial no Mundial de Motovelocidade.
Moreira teve um caminho diferente. O brasileiro começou no motocross em São Paulo e se mudou para a Espanha em 2017 para desenvolver a carreira no asfalto. Em 2021, terminou a Red Bull Rookies Cup em sexto, com quatro pódios, e no ano seguinte estreou no Mundial de Motovelocidade pela MSi, na Moto3. Foi oitavo na temporada e conquistou o prêmio de novato do ano.

Depois de mais uma temporada na Moto3, em que conseguiu três pódios e venceu na Indonésia pela primeira vez no Mundial, o brasileiro subiu para a Moto2 em 2024. Terminou o campeonato em 14º lugar, mas novamente foi eleito novato do ano na classe intermediária. A evolução explodiu em 2025: com quatro vitórias e nove pódios, o brasileiro conquistou o título na última etapa e se tornou o primeiro campeão mundial brasileiro da história do Mundial de Motovelocidade.
Após o triunfo, assinou com a HRC para fazer parte do projeto da Honda na MotoGP e conquistou uma vaga na LCR, equipe satélite da marca japonesa. Em 2026, faz uma temporada consistente, aparecendo com frequência entre os dez primeiros em muitos fins de semana. Atualmente, ocupa a 14ª posição no Mundial de Pilotos, com 64 pontos marcados.
A escolha, portanto, coloca dois argumentos diferentes na mesa. Alonso oferece um currículo de base mais vitorioso, um título dominante na Moto3 e um teto bastante alto dentro do campeonato. Já Moreira tem ao lado o posto de campeão mais recente da dupla e a experiência dentro da estrutura da Honda e, claro, na MotoGP.

A MotoGP volta a acelerar de 11 a 13 de setembro no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, 14ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.