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A F1 tentou consertar o que não estava quebrado e agora tem um pepino nas mãos para resolver antes da próxima corrida, daqui a duas semanas, no Bahrein. A reação precisará ser rápida — rápida como não é de praxe da categoria.
A minha primeira impressão: foi demais. Isso, claro, ao final do Q1.
Ao final do Q3, a impressão foi completamente oposta. Foi constrangedor.
Vamos lá. A frase de Toto Wolff à Sky Sports: “Sou o primeiro a falar que não devemos ficar criticando a F1 na TV, mas foi um lixo”. Se os fãs não estavam pedindo isso, por quê? “Quem vende os ingressos estava, e precisamos ouvi-los.”
Christian Horner disse que a F1 precisa se desculpar com os fãs e voltar imediatamente ao que era feito no ano passado.
Na TV inglesa, Martin Brundle brincou ainda durante o Q3: “Lembra daquela ideia maluca de classificação que criaram em 2016 e durou só uma corrida?”

Poucos ficaram empolgados com o novo treino classificatório da F1, pelo qual Lewis Hamilton foi pole (Hamilton)
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Não achei um lixo completo. Antes de este novo formato ser confirmado, as equipes haviam proposto se usar esta nova ideia no Q1 e no Q2 e manter só o Q3 como era. Elas previram que exatamente isso aconteceria: na fase final, as equipes já estariam confortáveis em suas posições e prefeririam não gastar mais pneus.
Essa ‘acomodação’ começou no fim do Q2, com a Force India garantindo a quinta fila e optando por ficar nos boxes. No Q3, só a Mercedes deu duas voltas lançadas.
O que eu faria? Seguiria o que as equipes haviam sugerido na última semana de testes. Assim, o Q3 teria, nos minutos finais, oito carros na pista tentando garantir a melhor posição possível.
O que eu acho que vai acontecer agora? O constrangimento do final do treino vai fazer o formato do ano passado ser adotado já para a próxima corrida. É o meu palpite.
Essa é a F1. É dificílimo para os dirigentes conseguirem introduzir uma mudança. Quando o fazem, acaba sendo de sopetão e sem tempo hábil para se ouvir os avisos. De fato, os engenheiros avisaram que seriam assim…