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Foi a elevação de 2.250m? O crescimento da Red Bull no final de temporada? Um possível relaxamento dos pilotos da Mercedes após conquistar o tetra de construtores e Hamilton encaminhar o tetra de pilotos? Uma queda de desempenho das unidades de potência da Mercedes na altitude frente às da Renault e Ferrari? Os motivos podem ter sido os mais diversos, mas o fato é que o Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, viu neste sábado (28) uma das classificações mais disputadas de 2017 – com Ferrari, Mercedes e Red Bul em posição de buscar a pole.

E o primeiro lugar no grid para o GP do México acabou ficando com Sebastian Vettel, a primeira pole do alemão (e de ninguém que se chama Lewis Hamilton) desde o trágico (para os tifosi) GP de Singapura. Foi apenas a quarta pole do piloto do carro #5 este ano, contra 11 de Lewis Hamilton.

De certa forma, o grande adversário de Vettel  no GP do México, até agora, nem foi Hamilton. Mesmo com o habitual grande desempenhos das Flechas de Prata, foi Max Verstappen que se colocou como o outro favorito à primeira posição. O holandês chegou a ter a melhor volta do Q2 e liderou boa parte do Q3, mas o piloto da Ferrari reagiu na hora certa e fez o melhor tempo, impedindo a primeira pole da carreira de Max.

Vettel e Hamilton se cumprimentam após a classificação, ao lado de Damon Hill

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No entanto, não podemos falar que Sebastian reagiu no melhor momento do ano. O alemão tinha uma disputa acirrada pelo título até o GP da Singapura, no qual fez a pole – e se envolveu no fatídico acidente com o companheiro Kimi Räikkönen e o próprio Verstappen. Desde então, 2017 se resumiu a uma grande maré de azar para Seb. Mesmo que a pole deste sábado finalmente acabe com o inferno astral do alemão, fica difícil reverter a disputa pelo título ao seu favor.

É que, como você já deve saber a essa altura, Lewis depende apenas dele. Largando (ao menos pelo grid provisório) em terceiro neste domingo, ele pode chegar até em quinto para ser o campeão. E mesmo que algo aconteça, o inglês ainda vai precisar apenas de um quinto lugar no Brasil ou em Abu Dhabi.

A Ferrari e Vettel podem ter despertado para o campeonato, mas é justamente em seus últimos suspiros. 

Será que estamos tendo uma prévia do desempenho da Renault em 2018?

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Agora, este GP do México está servindo para mostrar algumas das armas dos pilotos e equipes para 2018. A Red Bull evoluiu bastante e Verstappen parece ter encontrado o meio termo entre o temperamento forte e a velocidade pura. Até mesmo a McLaren, quando o motor permite, está andando mais para frente – assim como a Renault.

Aliás, a Renault merece um parágrafo à parte. Ajudados pelo desempenho das unidades de potência francesas na altitude ou não, os carros amarelos de Nico Hulkenberg e Carlos Sainz estão, pela segunda prova seguida, no ritmo da Force India – se colocando justamente entre os carros rosas. Hulk, inclusive, fez um tempo muito próximo ao de Riccardo, de Red Bull. Será que os franceses terão bala na agulha para serem a quarta força, no mínimo, no próximo ano?

Triste é ver a Williams, que deve entrar na próxima temporada como apenas a sexta equipe.

Mas, antes, precisamos fechar 2017 – o que pode acontecer neste domingo (28). Resta saber se Hamilton irá lutar pela vitória, como não se cansa de falar, ou se irá correr com o regulamento para terminar ao menos em quinto, sem sobressaltos.

Não me parece que Lewis será o cara que tentará um marcante tetracampeonato com a ajuda do regulamento. Vamos ver… 

fechar

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