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google_ad_height = 280;Tazio Nuvolari. Maurice Trintignant. Bruce McLaren. Graham Hill. Jochen Rindt.
E, agora, Fernando Alonso.
Neste domingo, dia 17 de junho de 2018, o espanhol conseguiu uma marca para poucos na história do automobilismo: vencer as 24 Horas de Le Mans e ter, também, ao menos uma vitória no mítico GP de Mônaco no currículo. A vitória do piloto em La Sarthe, a bordo de um TS050 Hybrid da Toyota, veio ao lado de Sésbastien Buemi e Kazui Nakajima. Um resultado marcante também para a marca japonesa, aliás. Mas, você já leu sobre tudo isso no GRANDE PRÊMIO, certo?
Estamos aqui por algo ainda maior: a Tríplice Coroa do automobilismo mundial.
(F1 2018; GP DO CANADÁ; MONTREAL; FERNANDO ALONSO; MCLAREN)

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Alonso já deixou claro (há algum tempo, aliás) que este é o grande objetivo da parte final da carreira do espanhol. Em meados dos anos 2000, Fernando era uma das grandes promessas da Fórmula 1. Com uma equipe Renault praticamente imbatível, ele conquistou um bicampeonato mundial. Veio o convite para correr pela McLaren em 2007 e, naqueles tempos, parecia que o então jovem espanhol tinha tudo para marcar o nome ao lado de recordistas como Alain Prost, Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. Porém, uma série de infortúnios e erros passou a marcar a carreira do bicampeão.
Hoje, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel lutam para ver quem será o maior piloto da atual geração – e cada um tem quatro títulos no bolso. Alonso, obviamente, perdeu espaço, ainda que seja reconhecido como um dos melhores do grid.
A Tríplice Coroa passou a ser, então, um objetivo factível. Não por ser mais fácil – na verdade, até hoje apenas um homem conseguiu tal feito em toda a história: Graham Hill. O inglês venceu La Sarthe em 1972, venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 1966 e ainda faturou o GP de Mônaco em 63, 64, 65, 66, 68 e 69. De “bônus”, Hill ainda tem dois títulos da F1: 62 e 68.
Graham entrou para a história justamente por ser completo. Tirando a marca de vitórias que tinha em Mônaco, o bicampeão não entra nas listas de recordes da F1, mas tem o nome na história justamente pela tríplice coroa. E é onde Alonso quer chegar.

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Alonso venceu em Mônaco em 2006 e 2007, quando estava no auge. Em Le Mans, a vitória veio na primeira tentativa. Em um momento no qual a corrida francesa se vê esvaziada de grandes marcas em sua principal categoria, a LMP1, o espanhol soube costurar o melhor acordo possível para participar da corrida. Depois, foi só entrar em campo a sabida competência dele e, claro, do resto do time – afinal, uma prova de 24 horas não se vence sozinha.
Foi bem diferente do que fez Hill. O pai de Damon participou de Le Mans diversas vezes – foram dez no total. Nas primeiras seis, entre 58 e 63, o inglês não terminou a prova. Em 64, com uma Ferrari, bateu na trave: foi segundo. Depois de participar em 65 e 66, o piloto só retornaria em 1972, quando, ao lado de Henri Pescarolo, finalmente venceu a prova pilotando um Matra-Simca MS670. Foi 14 anos depois da estreia na prova francesa.
Para Alonso, vai se desenhando essa dificuldade nas 500 Milhas de Indianápolis. Última parte que falta da Tríplice Coroa para o espanhol e, hoje, a prova mais disputada das três. São 33 carros participando todos os anos e não é exagero falar que quase todos possuem chance de vencer – afinal, além de um carro rápido e ter habilidade, estratégia certa e sorte contam bastante.
Alonso sabe disso: ele disputou a Indy 500 em 2017 e chegou a liderar a prova, mas abandonou com uma quebra do motor Honda do carro da equipe Andretti preparado em parceria com a McLaren. Prova que foi vencida por outro ex-F1, Takuma Sato, que nunca foi um grande nome daquela categoria.
Mas talvez o primeiro passo para Fernando seja saber quando ele irá correr a Indy 500 novamente. Ele abriu mão da prova em 2018 – afinal, o objetivo era mesmo Le Mans – mas o assunto deve voltar para a pauta em 2019. Ele pode abrir mão de Mônaco para correr nos EUA, como fez ano passado. Ou ainda (como dizem alguns), deixar a F1 de lado para competir (e, podemos dizer, ser feliz) na Indy durante toda a temporada.
Ele pode fazer isso até pela própria McLaren, aliás. O time de Woking já viu que as 500 Milhas podem ainda ajudar muito em sua imagem, principalmente numa época de seca na Fórmula 1. Além disso, a prova no Brickyard já faz parte da história da equipe inglesa. Seria uma volta ao passado.
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Dessa forma, Alonso poderia, pelo resto da sua carreira, tentar a vitória em Indianápolis. Além de voltar a disputar vitórias, algo que havia ficado em um passado distante, mas que está sendo revivido com a conquista francesa. Agora, mesmo que tudo dê certo e o leite chegue para o espanhol logo na segunda tentativa em Indianápolis, ele não superaria uma marca de Hill: a de vencer logo na estreia.
Pois é, Graham levou o caneco para casa logo na primeira corrida em Indy. Era 1966 e, no ano anterior, Colin Chapman e Jim Clark tinham feito história com a primeira vitória de um carro de motor traseiro, o Lotus 38, na Indy 500. Hill correu com um Lola-Ford da Mecom Racing Team, de John Mecom Jr. E dá pra dizer que o inglês teve sorte: Jackie Stewart, companheiro de time e que liderou 40 voltas, abandonou por problemas na pressão do óleo. Jim Clark, com um Lotus laranja patrocinado pela STP, liderou por outras 66, mas rodou por duas vezes e acabou em segundo.
Graham, que havia largado em 24º e, depois, diria que “não ultrapassou ninguém o dia inteiro”, liderou apenas dez voltas e acabou com a vitória. Na época, a Lotus chegou a reclamar, dizendo que Clark estava uma volta à frente, mas a polêmica não foi para frente.
Hill ainda correria por mais duas vezes no Brickyard, ambas já pela Lotus. A última, em 68, foi com o famoso Lotus com turbina de avião, conceito que seria depois (também sem sucesso) tentando na F1.

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Graham Hill morreria em 1975, com 46 anos, em um acidente aéreo ao lado de outros cinco integrantes da equipe dele na F1, e Embassy-Hill, incluindo o jovem piloto Tony Brise. De certa forma, o piloto nos deixou numa época na qual a conquista não tinha o mesmo peso de hoje. Era tempos nos quais os pilotos eram mais trabalhadores do que estrelas, correndo o maior número de provas possível pelo amor ao esporte e, claro, pelo dinheiro. Uma época na qual a dedicação de quase uma vida inteira à F1 não fazia sentido.
Tudo isso apenas reforça o feito que Alonso busca – e até mesmo aquele que ele já tem, com duas “pernas” da Tríplice Coroa. Não é por menos que, da geração atual, apenas Juan Pablo Montoya está perto de consegui-la: o colombiano venceu as 500 Milhas em 2000 e 2015, além de ficar no topo do pódio de Mônaco em 2003. De qualquer forma, Montoya não parece que tenha interesse em vencer em Le Mans, sem falar que faltaria a ele o “desempate”: o título da F1.
Antes de Montoya e Alonso, o último piloto a chegar perto da marca foi Rindt, em 1970. Mario Andretti, Emerson Fittipaldi e Jacques Villeneuve até que venceram as 500 Milhas e foram campeões da F1, mas não venceram em Mônaco.
Vamos ver o que virá a seguir nesta busca do espanhol. Não sei se Fernando Alonso irá conseguir, mas será divertido acompanhar. E, se conseguir, será histórico assistir.
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