google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

GP de Mônaco, 500 Milhas de Indianápolis e 24 Horas de Le Mans. A Tríplice Coroa do Automobilismo é uma miragem, o eldorado das quatro rodas que multidões de pilotos tentaram desfraldar, mas quase todos falharam. É nisso que está se metendo Fernando Alonso, que foi confirmado como piloto de uma parceria entre McLaren e Andretti na edição 2017 da Indy 500 e afirmou para quem quisesse ouvir que quer, sim, alcançar o inalcançável num dia desses é o objetivo. 

Primeiro é importante elencar os pilotos que conseguiram conquistar os três eventos que compreendem a Tríplice Coroa do Automobilismo: Graham Hill. E é só isso mesmo, só o patriarca do clã Hill, o único piloto a colocar as três vitórias mais importantes do automobilismo sob o seu cinto.

Era 11 de junho de 1972 quando Graham Hill completou a vitória em Le Mans e se tornou vencedor da mais tradicional prova de longa duração do mundo. Por si só uma conquista notável, evidentemente, mas Hill, já aos 43 anos de idade, tinha um leque de resultados que nenhum outro piloto no mundo poderia equiparar. Bicampeão mundial de F1 – em 1962 e 1968 -, cinco vezes vencedor do GP de Mônaco – em 1963, 1964, 1965, 1968 e 1969 – e ganhador da Indy 500 – em 1966 -, Hill conseguiu alcançar o pote de ouro. 

Inglês, Graham Hill foi capaz, em junho de 1972, a fazer o que o Rei Arthur e quase todos os cavaleiros da Ordem da Távola Redonda jamais fizeram: tocar o Santo Graal.

Nos muitos anos depois disso, não foram poucos os pilotos que tentaram acumular os três maiores feitos do automobilismo. Mas simplesmente não foi possível. A dificuldade quase mítica de ter os maiores eventos do mundo aos seus pés foi ganhando mais e mais páginas de crendices. Chegou ao Século XXI como um colosso, praticamente mais um dos trabalhos que Euristeu impôs certo de que causaria a morte de Hércules.

Graham Hill é o único a ver o Santo Graal (Graham Hill, o único (Foto: Bettmann))

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

O que é uma Tríplice Coroa?

A expressão Tríplice Coroa foi criada há muitos anos, mais de um século, para ser preciso. Já com efeito esportivo, determinava o peso dos eventos mais importantes do turfe. Um conjunto de três provas em diferentes distâncias, que servem para exigir diferentes atributos de um cavalo. A mais antiga 'Triple Crown' é a da Inglaterra – com as provas 2000 Guineas Stakes, Epsom Derby e St. Leger Stakes. E não é comum que um cavalo vença as três. Mas quer ter uma ideia de como isso é antigo? O cavalo West Australian e o jockey Frank Butler, em 1853, foram os primeiros vencedores dos três eventos britânicos. 

Óbvio que se estendeu. Nos Estados Unidos, tornou-se uma febre. E ganhou grandes histórias hollywoodianas. O cavalo Seabiscuit, por exemplo, ganhou o filme 'Têmpera de Vencedor', com Shirley Temple, em 1949; depois, em 2003, virou uma nova história, protagonizada pelo Homem Aranha Tobey Maguire e por Jeff Bridges. Filme indicado ao Oscar, inclusive. Outro puro-sangue, Secretariat, também ganhou sua película, em 2010, estrelada por Diane Lane, John Malkovich e grande elenco.

A alta popularidade do turfe no Século IX e primeiros anos da centúria seguinte fez, lógico, com que a expressão se alastrasse para outros cantos. Uma Tríplice Coroa no tênis é vencer os torneios de simples, duplas e duplas mistas num Grand Slam; no ciclismo, é ganhar o Tour de France, o Giro d'Italia e o Mundial de Ciclismo de Estrada; no golfe se trata de ganhar três dos quatro Majors num mesmo ano; enquanto no beisebol é um feito individual: quando um mesmo jogador consegue terminar a temporada como o que teve a média de rebatidas, corridas impulsionadas e home runs – para os rebatedores -, ou mais vitórias, strikeouts e média de corridas cedidas – para os arremessadores.

Apareceu no Brasil quando o Cruzeiro, em 2003, foi campeão do Campeonato Estadual, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, as três competições nacionais de maior prestígio no futebol. 

Em suma, a Tríplice Coroa significa muita coisa em muitos esportes. É mais alcançável em alguns, quase impossível em outros, mas é presente. 

Secretariat virou filme (Secretariat virou filme (Foto: AP))

No automobilismo
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

A realidade da Tríplice Coroa no automobilismo não é assim tão diferente do turfe em termos básicos. São três corridas em campeonatos diferentes e, sobretudo, com estilos e exigências inteiramente distintas. O controle nas ruas travadas de Mônaco, a velocidade e compreensão das linhas de direção de um superoval como Indianápolis e as diferenças enormes de uma pista diversa como Sarthe durante 24 horas. Alguém que pleiteia a conquista do Graal dos carros precisa ser completo.

Mas mesmo dentro do automobilismo existem variações – ou, mais corretamente, subdivisões. Na Indy de Alonso, a Indy 500, as 500 Milhas de Pocono e uma outra corrida, que se modifica conforme o tempo, configuram uma própria tríade de eventos. Mas seu reconhecimento como Tríplice Coroa não é contínuo, mas acionado e desligado conforme a categoria acha que deve. No Endurance, porém, há algo mais fixo: as 24 Horas de Le Mans, as 24 Horas de Daytona e as 24 Horas de Sebring; assim como a Nascar em Daytona, Talladega e Charlotte. E algumas outras.

Mas a Tríplice Coroa reconhecida, a suprema, é aquela que tem Le Mans, Indy e Mônaco – que há quem aceite substituir a última pelo título mundial de F1. Se apenas Hill conseguiu arrebatar as três conquistas, é impressionante de pequeno o número de gente que tem sequer duas. Tazio Nuvolario, uma das lendas do pré-guerra, venceu o GP monegasco em 1932 e Le Mans no ano seguinte; Maurice Trintignant também ganhou em Mônaco [1955 e 1958] e Le Mans [1954]. Faltou, para ambos, Indianápolis. Bruce McLaren e Jochen Rindt estão nesta mesma categoria, dos que ficou fora da história pelo Brickyard.

Já AJ Foyt, um dos maiores vencedores de todos os tempos das 500 Milhas de Indianápolis, venceu também as 24 Horas de Le Mans, em 1967, mas jamais conquistou o Principado. Enquanto Juan Pablo Montoya, único ainda em atividade a estar nesta lista, venceu duas vezes em Indy e uma única em Mônaco.

Há outros casos um tanto quanto especiais dos pilotos que estão na lista da Tríplice Coroa, mas venceram apenas um dos três eventos. Jim Clark, Mario Andretti, Emerson Fittipaldi e Jacques Villeneuve venceram apenas em Indy, mas são campeões mundiais de F1. Mike Hawthorne e Phil Hill, por outro lado, tomaram Le Mans de assalto e nunca comemoraram em Mônaco – mas também carregam consigo um título mundial de F1.

Juan Pablo Montoya é o único piloto com carreira ativa na lista da Tríplice Coroa (Juan Pablo Montoya é o piloto ativo da lista (Foto: IndyCar))

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Fora Montoya, como referido, não há ninguém ainda atuando como piloto profissional que tenha duas conquistas da tríade santa do automobilismo. O que não quer dizer grande coisa, como o próprio Alonso deixa claro. 

“Já venci o GP de Mônaco duas vezes, e uma das minhas ambições é vencer a Tríplice Coroa, algo que apenas um piloto conquistou na história do esporte a motor: Graham Hill. É um desafio duríssimo, mas estou pronto para isso. Não sei quando vou correr em Le Mans, mas um dia vou tentar. Tenho apenas 35 anos. Tenho muito tempo para isso.”

Alonso indica que sua viagem a Indianápolis não será a única. Se não vencer agora, tentará novamente, assim como tentará vencer em Le Mans. Um dos pilotos mais talentosos de sua geração, Fernando não está contente em ser apenas um grande nome da F1: quer ser um grande nome do mundo. E quem é que vai dizer para Fernando Alonso que não é possível?

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n<e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&&(c=e[n].offsetWidth);return c>80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)<0?n+="px":n,cc.style.display="",s2.width=n,window.frameElement&&(s1.height=c2.offsetHeight+5+"px"),t=500,s1.width="100%"}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById("crt_ftr"),c2=document.getElementById("crt_ftr"),s1=c1.style;s1.position="fixed",s1.bottom="-4px",s1.left="0px",window.frameElement&&(s1.height="0"),c2.style.textAlign="center",s1.zIndex="60000";var cc=document.getElementById("crt_cls"),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display="none"};var t=0;rs(0);

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth < 970) ? 302357 : 302359;
document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);