A F1 vai ganhar uma nacionalidade nova em 2016: Rio Haryanto, novato que fará sua estreia pela Manor, será o primeiro piloto da Indonésia a disputar um GP de F1.

O ‘Maldonado indonésio’ chega à categoria contando com o apoio do governo local, que injeta mais de R$ 66 milhões na escuderia inglesa. Pouco mais de um terço do dinheiro sai da petrolífera pública Pertamina, com o restante partindo do Ministério do Esporte e da Juventude.

Graças, portanto, a esforços federais, a Indonésia vai se tornar o 38º país a ter um piloto no grid do Mundial de F1 — o quinto do continente asiático, e o primeiro ‘debutante’ desde a Rússia de Vitaly Petrov e Daniil Kvyat.

Mas você sabe qual é o país que teve o maior número de pilotos na F1? A que mais vezes teve sua bandeira no pódio? A do hino mais executado? Levantamos estes dados para vocês:

37 países já colocaram pilotos no grid

mais de 100 pilotos: Estados Unidos (152) e Reino Unido (141)
50 a 99: Itália (82) e França (69)
20 a 49: Alemanha (46), Brasil (30), Suíça (22) e Argentina (22)
10 a 19: Bélgica (19), África do Sul (17), Japão (17), Holanda (15), Áustria (14), Espanha (13), Austrália (13), Canadá (11) e Suécia (10)
2 a 9: Nova Zelândia (8), Finlândia (8), México (6), Irlanda (4), Dinamarca (4), Uruguai (3), Portugal (3), Venezuela (3), Rodésia (3), Mônaco (2), Colômbia (2), Índia (2), Rússia (2)
1: Tailândia, Liechtenstein, Chile, República Tcheca, Malásia, Hungria e Polônia

Uma observação importante a se fazer é que o número de pilotos dos Estados Unidos dispara porque também são contabilizados aqueles que disputavam apenas as 500 Milhas de Indianápolis nos 11 anos em que a prova fez parte do Mundial de F1 (de 1950 a 1960). Outra é que, oficialmente, não há distinção entre os países que compõem o Reino Unido

Em número de largadas

mais de 900: Reino Unido
mais de 700: França, Itália, Brasil, Alemanha
mais de 500: Austrália, Finlândia, Áustria
400 a 499: Estados Unidos, Japão
300 a 399: Suíça, Bélgica, Espanha, Suécia
200 a 299: Holanda, Canadá, Argentina
100 a 199: México, Nova Zelândia, África do Sul, Colômbia, Venezuela
50 a 99: Rússia, Polônia, Portugal, Irlanda, Índia, Dinamarca
20 a 49: Chile, Mônaco, Hungria
1 a 19: Tailândia, Malásia, Liechtenstein, Rodésia (atual Zimbábue), Uruguai, República Tcheca

Apenas quatro destes países jamais tiveram pilotos terminando uma prova dentro da zona de pontuação: Liechtenstein, Malásia, República Tcheca e Uruguai

Em 2015, Felipe Nasr se tornou o 30º brasileiro a disputar um GP de F1 registrando a melhor estreia do país na categoria: um quinto lugar (Em 2015, Felipe Nasr se tornou o 30º brasileiro a disputar um GP de F1 registrando a melhor estreia de todas: um quinto lugar (Foto: Getty Images))

28 países tiveram suas bandeiras hasteadas no pódio

mais de 500 pódios: Reino Unido
mais de 300: Alemanha e França
200 a 299: Brasil e Itália
100 a 199: Finlândia, Estados Unidos, Áustria e Austrália
50 a 99: Espanha, Argentina e Nova Zelândia
20 a 49: Bélgica, Suécia, África do Sul, Suíça, Canadá e Colômbia
2 a 19: Polônia, México, Japão, Holanda e Rússia
1: Mônaco, Rodésia, Portugal, Venezuela e Dinamarca

Destes…

…apenas oito conseguiram dobradinhas: Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, França, Argentina e Nova Zelândia;
…e apenas três conseguiram ter três pilotos no pódio em um mesmo GP: Reino Unido, Itália e França. A última vez que isso aconteceu foi no GP de San Marino de 1983, com Patrick Tambay, Alain Prost e René Arnoux

Patrick Tambay, de Ferrari, comandou um pódio totalmente francês no GP de San Marino de 1983. Foi a última vez que três bandeiras iguais foram hasteadas em um pódio na F1 (Patrick Tambay no GP de San Marino de 1983)

23 nacionalidades já lideraram corridas

mais de 500 provas lideradas: Reino Unido
mais de 300: Alemanha
200 a 299: Brasil e França
100 a 199: Finlândia, Itália e Estados Unidos
50 a 99: Áustria, Austrália, Espanha e Argentina
20 a 49: Canadá, Suécia, Colômbia, Nova Zelândia, Bélgica, Suíça e África do Sul
2 a 19: México e Polônia
1: Rodésia, Japão e Venezuela

 

21 países diferentes venceram GPs

mais de 200 vitórias: Reino Unido
100 a 199: Alemanha e Brasil
50 a 99: França
40 a 49: Finlândia, Itália e Áustria
30 a 39: Argentina, Austrália, Estados Unidos e Espanha
10 a 19: Canadá, Nova Zelândia, Suécia, Bélgica e África do Sul
2 a 9: Suíça, Colômbia e México
1: Polônia e Venezuela

 

A vitória de Jenson Button no GP da Austrália de 2009 foi a de número 200 do Reino Unido na F1 (A vitória de Jenson Button no GP da Austrália de 2009 foi a de número 200 do Reino Unido na F1)
20 países diferentes viram pilotos largando na pole

 

mais de 200 poles: Reino Unido
100 a 199: Alemanha e Brasil
50 a 99: França
40 a 49: Finlândia, Itália e Áustria
30 a 39: Estados Unidos, Argentina e Austrália
20 a 29: Espanha
10 a 19: Suécia, Canadá, Bélgica, Colômbia
2 a 9: Suíça, Nova Zelândia e África do Sul
1: Polônia e Venezuela
(O México, de Pedro Rodríguez, é o único país que tem vitórias na F1, mas que nunca teve um piloto largando na pole (Foto: Scuderia Hermanos Rodríguez))

14 nações foram berço de campeões mundiais de F1

 

Reino Unido: 16 títulos, 10 campeões (Mike Hawthorn, Graham Hill, Jim Clark, John Surtees, Jackie Stewart, James Hunt, Nigel Mansell, Damon Hill, Lewis Hamilton e Jenson Button)
Alemanha: 11 títulos, 2 campeões (Michael Schumacher e Sebastian Vettel)
Brasil: 8 títulos, 3 campeões (Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna)
Argentina: 5 títulos, 1 campeão (Juan Manuel Fangio)
Austrália: 4 títulos, 2 campeões (Jack Brabham e Alan Jones)
Áustria: 4 títulos, 2 campeões (Jochen Rindt e Niki Lauda)
França: 4 títulos, 1 campeão (Alain Prost)
Finlândia: 4 títulos, 3 campeões (Keke Rosberg, Mika Häkkinen e Kimi Räikkönen)
Itália: 3 títulos, 2 campeões (Giuseppe Farina e Alberto Ascari)
Estados Unidos: 2 títulos, 2 campeões (Phil Hill e Mario Andretti)
Espanha: 2 títulos, 1 campeão (Fernando Alonso)
Nova Zelândia: 1 título (Denny Hulme)
África do Sul: 1 título (Jody Scheckter)
Canadá: 1 título (Jacques Villeneuve)

(Michael Schumacher comemora o título em Magny-Cours)

Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.