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Quando Nico Rosberg anunciou sua aposentadoria, pegou muitos de surpresa, inclusive dentro da Mercedes. Apenas cinco dias após a conquista de seu título o alemão estava se retirando da F1 já no final de 2016, o que deixou a equipe tricampeã com uma difícil missão de encontrar o seu substituto.
Muitos nomes chegaram a ventilar no noticiário, e entre eles era o de Fernando Alonso. No entanto, muito se sabe da forte rivalidade que o espanhol teve com Lewis Hamilton quando os dois dividiram a McLaren em 2007.
Toto Wolff, chefe da escuderia prateada, chegou a admitir que ‘como fã’ escolheria o bicampeão para pilotar um de seus carros, mas o ruim relacionamento com o inglês tornaria as coisas impossível. Até mesmo Rosberg tocou no nome do atual piloto da McLaren, afirmando que a parceria ‘soltaria faíscas’.
Mas não foi apenas Fernando e Lewis que tiveram momentos difíceis e grande rivalidade dividindo os boxes da mesma equipe. O GRANDE PREMIUM reuniu dez grandes rivalidades entre colegas de times, confira abaixo.
James Hunt e Jochen Mass
James Hunt e Jochen Mass nunca foram muito amigos. Em 1977, como o inglês havia acabado de conquistar o título, esperava-se que ele entrasse novamente na briga daquele campeonato, mas o que teve no fim foi uma temporada bastante tempestuosa com seu companheiro. E isso ficou bastante claro após um acidente durante o GP do Canadá, quando ambos defendiam a McLaren.
O inglês estava tranquilo durante a corrida e já iria dar uma volta em seu companheiro alemão. No entanto, o colega acabou fechando a porta, o que resultou em um acidente e James fora da prova. Isso acabou despertando a ira no piloto bon vivant, que de tão nervoso, acabou acertando um fiscal com um soco e recebeu uma multa pela ação.

Hunt e Mass (James Hunt Joachen Mass)
Gilles Villeneuve e Didier Pironi
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Uma das rivalidades mais curtas e trágicas da história da F1. Os companheiros Gilles Villeneuve e Didier Pironi tinham um relacionamento até que bastante amigável quando defendiam a Ferrari em 1982, até o GP de San Marino.
Durante a prova em Ímola, a equipe havia pedido que seus pilotos mantivessem as posições para não correrem riscos desnecessários. No entanto, na reta final da corrida, Didier acabou ultrapassando o colega e subindo ao degrau mais alto do pódio. O canadense mostrou seu claro descontentamento e disse que nunca mais falaria com francês. Duas semanas depois, durante a classificação em Zolder, quando tentava superar o tempo de seu companheiro, Gilles acabou sofrendo um grave acidente na pista e declarado morto horas depois no hospital.

Sebastian Vettel e Mark Webber
Os companheiros Sebastian Vettel e Mark Webber dividiram a Red Bull entre os anos de 2009 e 2013 e sempre estiveram rodeados de muita tensão. A dupla até que parecia feliz quando o alemão recém-chegou ao time, mas o GP da Turquia de 2010 mostrou que as coisas não eram bem assim.
Durante a prova, os pilotos acabaram colidindo em uma briga por posições, onde o tetracampeão teve que abandonar e o time perdeu uma dobradinha no pódio, irritando os ‘chefões’ da escuderia. Isso mostrou que o clima dentro do time era bastante complicado e piorou depois do episódio. Um outro clássico caso foi o GP da Malásia de 2013 e o tão falado 'Multi 2-1'. Vettel ignorou as ordens claras da Red Bull e tomou a ponta de Webber e vencendo, causando um clima terrível na premiação. O australiano conseguiu o apoio do público, mas Sebastian ficou com os campeonatos. No final daquele ano, Mark anunciava sua aposentadoria da F1.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg
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Uma das mais recentes rivalidades da F1 aconteceu na equipe que hoje domina a categoria. A inimizade entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton foi crescendo de pouco em pouco ao longo dos anos, mas na temporada 2016 parece ter chegado ao seu ápice, quando o alemão mostrou ser uma verdadeira ameaça para o inglês.
As coisas começaram no GP da Malásia de 2013, quando, por ordens da equipe, Nico teve que deixar Lewis passar, mesmo estando mais veloz. ‘Lembre-se dessa’, ele disse no rádio. No ano seguinte, foi a vez do tricampeão se sentir prejudicado por uma escapada do recém aposentado piloto durante a classificação em Mônaco, alegando ter sido proposital e declarando que eles não eram amigos. Então, uma sucessão de incidentes deixava cada vez mais clara a situação tensa na escuderia. O toque na Hungria em 2014, Rosberg jogando o boné para Hamilton em Austin em 2015 e aí toda a temporada 2016 – que teve até acidente que tirou as duas Mercedes da briga na corrida da Espanha.

Nigel Mansell e Nelson Piquet
Quando Nelson Piquet chegou na Williams em 1986, era esperado que, como bicampeão, tivesse preferências dentro do time. No entanto, Nigel Mansell tinha planos diferentes para aquela temporada, batalhando com unhas dentes com seu companheiro de equipe. O brasileiro, então, achou que o colega estava sendo privilegiado por ser inglês.
A situação ficou tão intensa entre os competidores que eles chegaram a ofender um ao outro abertamente. Enquanto Nelson chamou o companheiro de sem-educação, Nigel rebateu dizendo que ele era apenas um homem vil. Isso deixou claro que eles se odiavam, e acabou dando o título daquela temporada de bandeja para Alain Prost. Eles ainda seguiram dividindo o mesmo box por mais um ano.

Lewis Hamilton e Fernando Alonso
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Fernando Alonso tinha acabado de vencer seu segundo título quando entrou na McLaren em 2007. Ele seria companheiro de Lewis Hamilton, um jovem piloto recém-ingressado na F1. A equipe, naquele tempo, havia feito um carro bastante competitivo, e era esperado que o bicampeão dominasse o time com facilidade, mas não foi o que aconteceu.
Ambos competidores foram tratados iguais dentro da escuderia, e isso não agradou o espanhol. A rivalidade entre eles começou a se mostrar em Mônaco daquele ano, quando Hamilton foi impedido de ultrapassar o colega por questões de segurança, o que deixou o inglês bastante insatisfeito. Mais tarde naquela temporada, durante a classificação para o GP da Hungria os companheiros começaram a ‘brincar’ um com o outro, atrapalhando voltas rápidas e bloqueando a passagem. Por uma das manobras, Alonso acabou punido naquela classificação. Por ‘birras’, o título daquele ano acabou ficando com Kimi Räikkönen.

Ayrton Senna e Alain Prost
Talvez uma das maiores rivalidades entre companheiros de equipe tenha sido a de Ayrton Senna e Alain Prost. A parceria começou em 1988 com o brasileiro chegando na McLaren para formar dupla com o bicampeão, e já naquela temporada era possível ver as faíscas que os colegas soltavam, especialmente pelo novato já ser campeão em seu ano de estreia.
Um dos episódios mais marcantes da dupla foi durante o GP de Portugal daquele campeonato, em que Ayrton fez um movimento para cima de Alain, o empurrando contra a parede. No entanto, o mais explosivo foi a prova no Japão em 1989. Com a decisão do título em jogo, nervos a flor da pele. Foi dada a largada e Ayrton saiu da pole. No entanto, durante a prova, ele e Prost acabaram colidindo. O brasileiro chegou a voltar para a corrida, mas após decisão dos comissários, acabou desclassificado e o francês tornou-se tricampeão. No ano seguinte, já em equipes diferentes, mesmo cenário, mesmo acidente e título para Senna.

Alan Jones e Carlos Reutemann
Alan Jones era considerado uma peça fundamental dentro da Williams em 1980, enquanto Carlos Reutemann chegava na equipe naquele ano tendo que assinar um contrato de segundo piloto. No acordo, ficava claro que ele tinha que ajudar o companheiro a ser campeão do mundo.
No entanto, em 81, as coisas pareceram mudar. No polêmico GP do Brasil, Carlos não deu passagem para seu colega, mesmo depois da ordem do time, e acabou subindo ao degrau mais alto do pódio. Isso iniciou a guerra e praticamente rachou o time, afinal, os competidores começaram a trocar provocações. Na etapa final daquele campeonato, sem a ajuda entre os companheiros, o título acabou nas mãos de Nelson Piquet.
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Nigel Mansell e Alain Prost
Depois que Alain Prost viveu anos difíceis dividindo a equipe com Ayrton Senna, sua vida pouco mudou quando chegou na Ferrari. Agora sendo companheiro de Nigel Mansell, era visível que os competidores pouco se gostavam ou aturavam.
O inglês dizia que o francês tinha o melhor equipamento dentro do time, e em determinado momento chegou a acusá-lo de ter trocado os seus carros e invertido os números para que a manobra passasse despercebida. Após muitos problemas, Nigel, no meio da temporada, chegou a anunciar sua aposentadoria da F1. O piloto acabou voltando atrás ao receber uma proposta da Williams.

Luigi Fagioli e Rudolf Caracciola
Antes mesmo da F1 ter o seu início oficial, a rivalidade do automobilismo dos monopostos já existia. Quem pode provar isso são Luigi Fagioli e Rudolf Caracciola, que defendiam a Mercedes nos anos de 1935 e 36.
Durante este tempo, o italiano, considerado o terceiro piloto do time, que tinha outros dois competidores, vivia ignorando as ordens que lhe eram impostas. Por vontade própria, tentava sempre superar os colegas. Sem muitos amigos, Luigi acabou nutrindo grande inimizade com Rudolf. Em 1937 acabou deixando o time, mas a raiva do ex-colega foi tanta que ele ainda tentou acertá-lo com um martelo para rodas.
