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O GP dos Estados Unidos teve bastante ação, mas acabou do mesmo jeito que os últimos – com um resultado positivo para Lewis Hamilton. O britânico venceu mais uma e precisa apenas cumprir formalidades no GP do México para carimbar o tetracampeonato mundial – o quinto lugar basta para um piloto que não termina uma corrida fora do top-5 desde o GP de Mônaco.
Não por acaso, a maior nota ficou com Hamilton. O futuro tetracampeão levou 9.5, ficando próximo de levar o segundo 10 da temporada. A atuação mais próxima da de Lewis foi a de Max Verstappen, agraciado com um 9.0.
No outro extremo da gangorra, a nota mais baixa fica com Kevin Magnussen, que teve todos os tipos de problemas e recebeu um 2.0. Em termos de notas ruins, destaque também para Valtteri Bottas e seu 4.5 após mais uma performance apagada.
As notas do Ranking GP são calculadas através de avaliações de Gabriel Curty, Pedro Henrique Marum e Vitor Fazio, do GRANDE PREMIUM.

Lewis Hamilton superou Sebastian Vettel na pista e no Ranking GP (Sebastian Vettel e Lewis Hamilton)
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1º) Lewis Hamilton – 9.5 – Uma performance muito madura de Hamilton. Depois de tomar conta dos treinos livres e de classificação, o britânico cometeu seu único erro do fim de semana – largar mal e entregar a liderança para Vettel. Mesmo assim, teve segurança para fazer uma ultrapassagem direta ao ponto sobre o alemão poucas voltas depois. A nova vitória nos EUA transforma o tetracampeonato em mera formalidade.
2º) Sebastian Vettel – 8.5 – Depois de semanas difíceis, Vettel finalmente voltou a ter um GP mais tranquilo. Nada que evitasse a vitória de Hamilton, mas o alemão ao menos cumpriu o papel de ameaça. Como ponto negativo, destaque para a falta de combatividade na briga com Lewis – que acabou compensada pelo ponto positivo, a tranquilidade para lidar com Bottas nas últimas voltas do GP.
3º) Kimi Räikkönen – 8.0 – Dá para passar horas discutindo se Räikkönen mereceu ou não o pódio nos Estados Unidos. O que não dá para discutir é que Kimi cumpriu seu papel: o finlandês teve uma performance acima da média da temporada, incluindo no pacote bons ataques e boas defesas nas brigas por posição. É meio chato ter que ceder posição para Vettel por conta de uma causa perdida – a briga pelo título –, mas faz parte.

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4º) Max Verstappen – 9.0 – Foi uma corrida digna de aplausos do holandês. Uma vez mais, Verstappen não teve problema para empilhar ultrapassagens ao longo da corrida. As primeiras voltas foram assombrosas: largando em 17º, Max estava em décimo já na terceira volta. E assim foi indo, até alcançar Räikkönen e fazer a ultrapassagem polêmica. A punição foi justa? Cada um pode responder essa pergunta de uma forma diferente. Mas isso não deveria manchar o belo dia do piloto da Red Bull.
5º) Valtteri Bottas – 4.5 – Cada vez mais claro que colocaram um espantalho no carro #77 para as últimas corridas do ano. Bottas simplesmente evaporou e voltou a ter grandes dificuldades. Depois de ficar devendo na classificação, Valtteri fez um trabalho ainda pior na corrida – mesmo que com a ajudinha de uma estratégia ruim da Mercedes. A batata de Valtteri segue assando, sem sinal de trégua.
6º) Esteban Ocon – 7.5 – Uma vez mais, Ocon tomou conta do pelotão intermediário. O francês foi o melhor do pelotão intermediário e lidou bem com a ameaça de Carlos Sainz Jr. Mas talvez o mais importante tenha sido colocar Sergio Pérez no bolso novamente.
7º) Carlos Sainz Jr. – 7.5 – A estreia pela Renault não poderia ser melhor. Sainz não teve problemas de adaptação ao carro novo e teve uma corrida livre de erros. Hülkenberg abandonou no começo, mas a equipe finalmente aproveitou a maravilha que é ter dois pilotos competitivos. Olho nos franceses nas últimas corridas do ano.
8º) Sergio Pérez – 6.0 – Parece que faltou algo para Pérez nos Estados Unidos. O mexicano não chamou atenção em nenhum momento, apesar de trazer um resultado digno. A grande missão no México vai ser ensaiar uma reação contra Ocon em frente aos compatriotas.
9º) Felipe Massa – 6.5 – A gente percebe que a Williams está mal das pernas quando um nono lugar de Massa é visto como um bom resultado – e é mesmo. O brasileiro mostrou competitividade nos treinos livres e parecia capaz até de dar voos mais altos. Não deu para superar a Force India, mas Felipe fez o dever de casa.
10º) Daniil Kvyat – 6.5 – Olha quem voltou! Kvyat teve um fim de semana bem diferente dos anteriores: fez uma classificação bem decente e ainda ganhou terreno na corrida. O russo manteve contato com Massa, mas não chegou a brigar pela posição. Trata-se do primeiro ponto desde o GP da Espanha – mas que não muda a situação do piloto na F1.

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11º) Lance Stroll – 4.5 – É o segundo fim de semana seguido em que Stroll não chega a lugar nenhum. Depois de pontuar três vezes seguidas na volta das férias de agosto, parece que Lance voltou a perder um pouco do rumo. É bem preocupante para uma Williams que ainda não garantiu nada no Mundial de Construtores.
12º) Stoffel Vandoorne – 5.0 – Largar na parte de trás do grid sempre é um fardo terrível para alguém que dificilmente vai fazer ultrapassagens nas retas. Não foi diferente para Vandoorne nos Estados Unidos: de mãos atadas, o belga teve uma atuação indiferente, tendo como único destaque a boa atuação contra alguns rivais do pelotão intermediário.
13º) Brendon Hartley – 6.0 – Caindo de paraquedas na F1, Hartley fez o que podia fazer. O neozelandês não cometeu nenhum erro crasso e foi até o final – que era o único objetivo razoável. Brigar por pontos só vai ser realmente possível com um pouco mais de experiência.
14º) Romain Grosjean – 5.5 – A Haas viveu um pesadelo em solo americano. O carro não rendeu de jeito nenhum e a estratégia de uma parada não funcionou. Grosjean até chegou a brigar por pontos em determinado momento, mas ficou sem pneus nas últimas voltas e perdeu muito ritmo, assim como posições.
15º) Marcus Ericsson – 4.0 – Pela primeira vez em muito tempo, a Sauber não ficou isolada na lanterninha. A equipe até teve alguma velocidade para os padrões do ano e conseguiu a proeza de brigar com rivais. Ericsson, por exemplo, passou algumas voltas brigando com Magnussen – até causar um acidente e ser punido…
16º) Kevin Magnussen – 2.0 – Absolutamente nada deu certo para Magnussen. Nos treinos livres, o dinamarquês rodou e quase arranjou confusão com Grosjean. Na classificação, foi o mais lento. Na corrida, causou um acidente evitável com Wehrlein. A nota só não é pior porque a última posição na corrida foi cortesia da patacoada de Ericsson.

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NC – Fernando Alonso – 6.5 – O coitado do Alonso vinha fazendo uma corrida bastante digna: oitavo lugar com a McLaren e chance real de pontos, que seriam os primeiros desde o GP da Hungria. Mas era óbvio que algo ia dar errado – o motor quebrou pela enésima vez. Uma verdadeira pena para um piloto que vinha fazendo tudo certo.
NC – Daniel Ricciardo – 7.0 – Outra vítima de problemas no motor. Ricciardo foi responsável pela emoção nas primeiras voltas da corrida, tentando tudo que era ultrapassagem sobre Bottas. O que podia ser uma corrida aguerrida, com direito a pódio, virou decepção ainda no começo.
NC – Pascal Wehrlein – 3.0 – A Sauber estava melhor do que se esperava nos Estados Unidos, mas Wehrlein não soube aproveitar isso. O alemão ficou 0s5 atrás de Ericsson na classificação, o que é bem chato. Na corrida, abandonou logo no começo, incapaz de fazer qualquer coisa digna de nota.
NC – Nico Hülkenberg – 5.5 – Foi um fim de semana bem ruim para Hülkenberg. Além de ver Sainz mais perto do que se esperava, por vezes até à frente, Hülk teve problemas infindáveis com o carro. Além de trocar várias peças do motor, o que significa largar na parte de trás do grid, o alemão passou pelo vexame de abandonar ainda nas primeiras voltas com outro problema mecânico. Já são cinco corridas sem pontuar.

Melhor: GP do Azerbaijão (10.0)
Pior: GP da Rússia (2.5)
A corrida em Austin foi uma grata surpresa. Depois de uma prova apagada em 2016, a edição de 2017 teve uma série de disputas por posição. Mesmo que Lewis Hamilton tenha vencido com facilidade, disputas envolvendo Sebastian Vettel, Kimi Räikkönen, Max Verstappen e Valtteri Bottas garantiram emoção ao público.
(Crédito: Mercedes)

1º) Lewis Hamilton – 8.2
2º) Sebastian Vettel – 7.9
3º) Daniel Ricciardo – 7.5
4º) Valtteri Bottas – 6.9
5º) Max Verstappen – 6.8
6º) Esteban Ocon – 6.7
7º) Sergio Pérez – 6.5
8º) Kimi Räikkönen – 6.3
9º) Nico Hülkenberg – 6.2
10º) Fernando Alonso – 6.1
11º) Paul Di Resta – 6.0
11º) Brendon Hartley – 6.0
13º) Carlos Sainz Jr. – 5.9
13º) Felipe Massa – 5.9
15º) Romain Grosjean – 5.7
16º) Stoffel Vandoorne – 5.6
17º) Pierre Gasly – 5.5
18º) Kevin Magnussen – 5.1
18º) Lance Stroll – 5.1
20º) Daniil Kvyat – 4.8
21º) Pascal Wehrlein – 4.5
22º) Marcus Ericsson – 4.1
23º) Antonio Giovinazzi – 4.0
23º) Jolyon Palmer – 4.0
25º) Jenson Button – 2.5
(Lewis Hamilton)