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Passados os testes da pré-temporada da F1, agora é pra valer. A próxima vez que os carros entrarem na pista será para acelerar pelo traçado do Albert Park, em Melbourne, no GP da Austrália. A abertura da renovada, e ainda, mais prestigiada categoria do automobilismo tem a largada na madrugada de domingo (26), às 2 horas (pelo horário de Brasília). Mas qual será a ordem de forças do Mundial? A Mercedes passeará outra vez sobre as adversárias?

As duas semanas de testes em Barcelona, na Espanha, serviram, claro, para dar um gostinho maior aos amantes de velocidade além de já apresentar como devem ser as coisas a partir de agora. E não apenas sobre desempenho dos carros. As sessões na Catalunha mostraram ainda um pouco da ideia dos novos donos da F1. O grupo norte-americano Liberty Media nem bem chegou e já fez questão de deixar a sua marca, sobretudo, na relação com os fãs. 

Sebastian Vettel demonstrou boa dose de bom humor nos testes de pré-temporada em Barcelona (Divulgação/Ferrari)

Otimismo italiano
A Ferrari deixou os testes de pré-temporada bastante animada com os resultados de pista. Certo que o mesmo já havia acontecido no ano passado, quando a escuderia italiana terminou sem uma vitória sequer, mas agora parece ser diferente. Há uma década sem título, o time está mesmo disposto a acabar com esse pra lá de incômodo jejum. E olha que talvez nem precise ser exatamente com o tetracampeão Sebastian Vettel.

Um agora “Kimi Räikkönen família”, ou versão “paz e amor”, fez simplesmente o tempo mais rápido das duas baterias de testes em Barcelona, com 1min18s634. A Ferrari fingiu que nada aconteceu, chegou a esconder seus pilotos, mas não evitou que eles deixassem escapar que gostaram do carro e ainda têm mais a tirar da SF70H.

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Vettel boca suja. De novo?
No ano passado, Vettel reclamou de deus, mundo, engenheiros, mecânicos, Charlie Whiting… Em alguns momentos, dada a proliferação de mensagens via rádio divulgadas na transmissão oficial das corridas, chegou a ser cômico. Nos testes de Barcelona, o alemão também se deu ao luxo de um momento, no mínimo, descontraído.

Perguntado sobre o futuro da Ferrari em 2017, Vettel disse que não tinha bola de cristal. “Tenho outras duas bolas, mas elas não me contam muita coisa”.

Apesar da brincadeira, a dúvida está em afirmar quanto tempo o tetracampeão vai aguentar sem lutar pelas vitórias e repetir o já conhecido “efeito Fernando Alonso” ao procurar outro carro campeão. O atual contrato de Vettel com a Ferrari termina no fim deste ano.

Andaram (ainda mais) para trás
O abismo em que se encontra a McLaren ficou ainda mais escancarado nos testes no Circuito de Barcelona-Catalunha. A questão não parece ser apenas o empobrecido motor Honda, mas a estrutura organizacional da equipe como um todo. Trata-se de algo relacionado a auto-estima de quem já teve um passado glorioso. Os mecânicos pareciam olhar envergonhados para o carro – e a pintura laranja nada tem a ver com isso. 

Alonso, aparentemente ainda mais sincero do que no ano anterior, detonou a Honda nos quesitos potência e confiabilidade, mas pelo menos celebrou a volta da F1 de verdade, em que não é preciso “correr como criancinhas”. Mesmo sem resultados expressivos na pista, atraiu todos os holofotes na Espanha. O companheiro de equipe Stoffel Vandorne foi meramente coadjuvante e também andou pouco.
(Divulgação/McLaren)

“Menino mimado”
É cedo para taxar qualquer jovem piloto que entra na cada vez mais concorrida F1. Se, no entanto, a primeira impressão é a que fica, a de Lance Stroll é das piores possíveis. O estreante, de apenas 18 anos, não fez muito para livrar a pecha de “menino mimado” com entrevistas vazias e, mais do que isso, pareceu não se importar com os sucessivos erros em uma pista bastante conhecida por todos.

As barbeiragens do canadense prejudicaram inclusive o andamento dos testes da Williams, já que não havia peças de reposição para partes estragadas por Stroll. Companheiro de equipe e afetado pelas batidas, Felipe Massa contemporizou e foi o primeiro a livrar a barra do imberbe garoto.

Lance Stroll recebeu apoio de Felipe Massa mesmo após sucessivos erros na pista de Barcelona (Divulgação/Williams)

Massa renovado
Apesar de Stroll, Massa ficou satisfeito com os resultados dos testes na Catalunha. O brasileiro, de volta à F1 depois de uma brevíssima aposentadoria, espera reencontrar aquela competição que por pouco não lhe rendeu o título mundial. O experiente piloto não escondeu que os novos carros atendem ao seu melhor estilo de pilotagem.

A própria Williams também demonstrou otimismo com o que foi testado. Claire Williams e Rob Smedley foram unânimes nos elogios ao carro mais agressivo e veloz, exatamente, como por pouco não consagrou o mesmo Massa em 2008. Não será exagero ver a equipe inglesa no pódio ao longo da temporada.

Pé embaixo mesmo nas curvas
Uma prova da F1 mais rápida pode ser notada não pela velocidade em reta, mas sim pela agressividade nas curvas. Com os carros maiores, com mais aerodinâmica e, sobretudo, com mais aderência ao solo dados os pneus mais largos, os pilotos ignoram solenemente as velhas placas de 50 metros para a curva.

Alguns pilotos ainda deixaram escapar que curvas que antes eram necessários um toque no freio, hoje podem ser feitas com pé embaixo. Um vídeo divulgado pela própria F1 mostra um comparativo interessante na pole-position de Lewis Hamilton em 2016 e a volta mais rápida de Raikkonen neste ano, no circuito catalão. Resultado? Exatos 3s366 em favor do finlandês e, claro, do novo carro.

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Prazer, mídias sociais

 

finally we are allowed to film in the garage