A 32ª e, até aqui, última vitória de Fernando Alonso na F1 ocorreu no dia 12 de maio de 2013. Já se passaram quase cinco anos do dia em que o espanhol subiu no topo do pódio em frente à sua torcida, em seu país – era o GP local, em Montmeló.

Ninguém naquele circuito sabia que tantos anos se passariam sem que o então ferrarista voltasse ao primeiro lugar.

Mas a McLaren, após anos de sofrimento, promete entregar ao seu piloto um carro competitivo. Alonso já falou que sim, sonha em vencer novamente já em 2018.

E, se isso ocorrer, ele entrará em um top-10 curioso: o de maiores intervalos entre uma vitória e a seguinte de um piloto na maior categoria do automobilismo.

Abaixo, você vai conhecer os 10 pilotos que atualmente formam essa lista. Alonso está quase beirando a liderança…

10) Niki Lauda ficou três anos, seis meses e 25 dias sem conseguir vencer uma corrida – demorou 49 GPs para voltar a triunfar. A seca durou de GP da Itália de 1978 até o dos EUA de 1982.

Na Itália, Lauda correu com a Brabham. Nos EUA, ele já estava com a McLaren. Ele ainda seguiria vencendo corridas até 1985, somando 25 no total na carreira.

9) Mike Hawthorn ficou três anos, oito meses e 12 dias sem vencer na F1. Após triunfar no GP da Espanha de 1954, ele só voltou a subir no lugar mais alto do pódio em 1958, no GP da França.

Nas duas vitórias, Hawthorn estava com a Ferrari. A seca poderia ter sido menor se ele não tivesse se ausentado do Mundial de 1955.

Mike Hawthorn com a Ferrari, no GP da França de 1958 (Hawthorn (Foto: Divulgação))
8) Clay Regazzoni teve cinco vitórias em seus 11 anos de F1. Entre o GP da Itália de 1970 e o GP da Alemanha de 1974, o suíço ficou três anos, 10 meses e 29 dias sem triunfar.

Em ambas as oportunidades ele estava na Ferrari, passando em branco pela BRM em 1973. Na lista, ele também possui a 12ª maior seca, entre  1976 e 1979, já longe da escuderia italiana.

(Regazzoni (Foto: Divulgação))

7) Johnny Herbert ocupa a sétima colocação nesta lista em razão de sua seca ter durado quatro anos e 16 dias, entre a vitória no GP da Itália de 1995 e a no GP da europa de 1999.

Em 1995, Herbert corria de Benetton, enquanto em 1999 ele disputou a F1 com a Stewart – sendo parceiro de Rubens Barrichello na equipe.

Johnny Herbert no GP da Europa de 1999 (Herbert (Foto: Divulgação))
6) Rubens Barrichello também está na lista, com a sexta maior seca. Entre sua vitória na China, em 2004, e na Europa, em 2009, se passaram quatro anos, 10 meses e 28 dias.

Na vitória na Ásia, Rubinho ainda estava com a Ferrari. Em 2009, ele estave no famoso único ano da Brawn.

(Barrichello (Foto: Divulgação))

5) Em quinto aparece John Watson, piloto norte-irlandês que disputou 154 GPs na F1, com cinco vitórias.

Após vencer o GP da Áustria de 1976, com a Penske, ele só voltou a triunfar quatro anos, 11 meses e três dias depois, em Silverstone, com a McLaren.

John Watson em Silverstone, 1981 (Watson (Foto: Divulgação))
4) Mario Andretti foi campeão da F1 em 1978. Mas, antes disso, sofreu bastante, principalmente entre o GP da África do Sul de 1971 e o do Japão de 1976.

Foram cinco anos, sete meses e 18 dias entre essas duas vitórias. Felizmente para Andretti, ele saiu da F1 não só com um título, mas com outros 10 lugares mais altos do pódio.

(Andretti (Foto: Divulgação))

3) O top-3 da lista é aberto com Jack Brabham, que ficou cinco anos, 10 meses e 19 dias sem vencer uma corrida sequer na F1.

Isso ocorreu com o tricampeão do mundo entre o GP de Portugal de 1960 e o da França de 1966. Curiosamente, nos dois anos ele conquistou o título.

Jack Brabham na França, em 1966 (Brabham(Foto: Divulgação) )
2) Dono de um dos maiores nomes da história do automobilismo, Bruce McLaren teve períodos de seca tão grandes quanto os da equipe que hoje comporta ernando Alonso e Stoffel Vandoorne.

Entre o GP de Mônaco de 1962 e o da Bélgica de 1968, McLaren ficou seis anos e seis dias sem uma vitória sequer.

(Bruce McLaren (Foto: Divulgação))

1) E o líder da lista não tão gloriosa é Riccardo Patrese. Com 257 GPs disputados, o italiano conquistou apenas seis vitórias.

Dentre elas, estão o GP da África do Sul de 1983, com a Brabham, e o GP de San Marino de 1990, com a Williams. 

Entre estas duas, Patrese conquistou exatamente zero triunfos, ficando seis anos, seis meses e 28 dias sem vitórias.

O maior intervalo entre duas vitórias do mesmo piloto na história da F1.

Riccardo Patrese em San Marino-1990 (Patrese (Foto: Divulgação))