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Lewis Hamilton ficou com a faca e o queijo nas mãos com outra incrível vitória, desta vez, no GP do Japão. Depois de mais uma prova desastrosa para Sebastian Vettel, a terceira seguida, o inglês nem precisará mais subir ao pódio para também ser tetracampeão da F1. O piloto da Mercedes abriu neste domingo (8), em Suzuka, 59 pontos de vantagem para o da Ferrari, com apenas quatro corridas para o fim do Mundial.
O inglês chegou aos 306 pontos e com três quartos lugares e mais uma quinta colocação por exemplo, alcançaria os 352, o suficiente para levantar o troféu independentemente do alemão. Mesmo que vença todas as provas restantes, Vettel só poderia chegar aos 347 pontos. Os próximos compromissos são ainda neste mês nos Estados Unidos (22/10) e México (29/10). Em novembro, a F1 desembarca no Brasil (12/11) e encerra a temporada em Abu Dhabi (26/11).
Em outro sempre duvidoso exercício de futurologia – ainda pensando na vitória de Vettel e com Hamilton fora do pódio nas quatro últimas provas –, o inglês precisaria fazer pouco para construir os 42 pontos de vantagem já que os dois ficariam empatados com oito vitórias e o alemão já soma mais segundas colocações: bastaria a Hamilton, por exemplo, quatro quartos lugares.

Hamilton precisa fazer apenas 42 pontos em quatro corridas para levantar troféu de campeão da F1 (AFP)
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Na melhor fase da sua carreira, o #44 teve dois momentos de perigo na corrida. Saiu deles brilhantemente mesmo sem ter as melhores condições. No primeiro deles, na volta 28, chamou o companheiro de Mercedes, Valtteri Bottas, para enfim fazer o que dele se espera. O finlandês foi um ótimo escudo até a volta 31, quando entrou nos boxes, mas segurou o suficientemente o ímpeto do segundo colocado Max Verstappen. O holandês da Red Bull, embalado pela vitória na última corrida, se aproveitou do safety car virtual nas últimas voltas para propor novo ataque. Hamilton enfileirou Fernando Alonso e Felipe Massa entre eles e cruzou a linha de chegada em primeiro. Daniel Ricciardo completou o pódio.
Já Vettel começou a se despedir do título ainda com a confusão na largada em Singapura, tentou alguma recuperação na Malásia apesar da dificuldade no turbo e agora sofreu com um raro problema na vela do motor Ferrari. Uma peça simples dentro de um componente tão complexo, responsável pela faísca elétrica, distanciou o alemão do título. A saída foi recolher o carro na quinta volta. Evidentemente, qualquer componente Mercedes também pode apresentar defeito, mas isso aconteceu pouquíssimas vezes nos últimos três anos.
"Apenas nos meus sonhos poderia ter essa vantagem na tabela de classificação. A Ferrari brigou bem o ano todo e preciso colocar tudo na conta do meu time. Eles fizeram um trabalho fenomenal, a confiabilidade está perfeita. São muito meticulosos e é por isso que temos a confiabilidade e os resultados que temos tido", disse o inglês.

Match-point antes improvável
A falta de confiabilidade na Ferrari abriu precedente para um match-point antes dito como improvável. Se Hamilton vencer já a próxima corrida, nos Estados Unidos, pode ser campeão com um sexto lugar de Vettel.
Para só incrementar o desespero de Seb, Austin é em um dos palcos favoritos de Hamilton. Não só pelo ‘american way of life’ que o fez tomar o anel de 500 Milhas de Takuma Sato, mas porque venceu as últimas três provas por lá. Uma nova vitória do inglês, com a, na melhor das hipóteses, segunda colocação de Vettel, o colocaria a um quinto lugar em então duas corridas faltantes.
Hamilton pode até adotar aquele conhecido discurso de que tem muito campeonato ainda, muita coisa pode acontecer, mas, de fato, está com a faca, o queijo e até uma goiabada na mão para conquistar o seu tetracampeonato.
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