google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js
Pergunte aos fãs da F1, e a maioria te dirá que Nico Hülkenberg é o maior caso de talento desperdiçado dos últimos tempos. O alemão, sempre empacado em equipes de orçamento limitado, conseguiu brilhar quando teve a oportunidade: pole em Interlagos, pontos frequentes, resultados melhores do que os dos companheiros de equipe. Quando teve a chance de ganhar, o fez: as 24 Horas de Le Mans estão aí para mostrar isso.
Mas, recentemente, algo mudou. O cara que tanto impressionou, que poderia ser o grande piloto alemão da nova geração, já não consegue ser surpreendente. Na sólida Force India, quem trata de conseguir resultados já não é Hülkenberg – Sergio Pérez cumpre a tarefa com louvor. No Campeonato de Pilotos, o mexicano tem aproximadamente o dobro dos pontos acumulados por Hülk.
À luz de mais uma vitória da Porsche nas 24 Horas de Le Mans – que poderia muito bem ser de Nico, caso de uma mudança definitiva de rumos na carreira tivesse acontecido –, surge um questionamento inevitável: o que Hülkenberg ainda pode conquistar na F1?

Nico Hülkenberg chamou atenção quando fez uma pole com a mediana Williams. Mas parou por aí (Nico Hülkenberg)
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js
Por motivos que não são muito claros, Hülkenberg simplesmente parece ter perdido a paciência com a F1. O psicológico de um atleta sofre um duro baque quando se percebe que não dá para seguir crescendo dentro de um esporte. Aquele piloto que se consolidou como o grande das equipes pequenas já não existe mais.
Por mais que Nico não tenha o talento de Sebastian Vettel, ao menos uma oportunidade em uma equipe de ponta era merecida. Mas nem isso vai acontecer – ou vocês realmente acham que só agora o alemão do #27 entrou no radar das equipes de ponta? –, e a tendência é que a cabeça de Hülkenberg não volte a funcionar tão bem quanto já vimos. Na verdade, se nada mudar radicalmente, não seria exagerado pensar que a próxima temporada possa ser a última dele na F1.
Tal fenômeno psicológico pode ser percebido no companheiro Sergio Pérez, mas com efeito contrário. O mexicano, outrora para lá de inconstante, consegue encaixar uma excelente sequência de resultados na Force India. Me arrisco a dizer que Pérez, hoje, seria capaz de bater de frente com o Hülkenberg de 2014.

E esse conceito, por mais abstrato que seja, parece suficiente para cravar que Pérez tem potencial para ir mais longe do que Hülkenberg. É por isso que um é visto como possível novo piloto da Ferrari e o outro é visto como aquele que nunca foi além.
Ainda é muito cedo para dizer que a carreira de Hülkenberg está sendo jogada na lata de lixo. O rapaz tem 28 anos, ainda tem muito caminho pela frente. Um dia ele pode acabar sendo um cara de muito sucesso no automobilismo.
Mas esse sucesso não virá na F1.
Que Hülkenberg vá conversar com a Porsche, discutir um retorno ao Mundial de Endurance. Hoje, do jeito que as cartas estão postas na mesa, tudo que o germânico consegue é se incomodar na F1. Paciência. Outras categorias podem aproveitar melhor seu talento.
(Nico Hülkenberg)

Na seca de campeões britânicos que se perpetuou entre 1976 e 1993, Derek Warwick aparentava ser um dos pilotos mais competentes do reino insular. Depois de pagar seus pecados na pequena Toleman, Warwick ganhou uma chance na grande Renault em 1984. A equipe estava órfã de Alain Prost, mas bons resultados vieram: quatro pódios em 15 corridas. Com paciência, Derek poderia dar um salto na carreira.
Mas o salto nunca veio: o 1985 da Renault foi horrível, resultando no fim da equipe. Sem teto, Warwick nunca teve outra grande chance. Pontos e mais pontos em equipes medianas, assim até o final.
No fim das contas, a sensação é de que Warwick era bom, mas não era brilhante – tal qual Hülkenberg. Pontuar com carros medíocres não deveria ser visto como indicativo de um futuro campeão mundial.
(Derek Warwick)