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É difícil que alguém não aponte Scott Dixon e Josef Newgarden como os dois melhores pilotos da temporada 2017 da Indy. Mais do que isso, a dupla está tranquilamente entre os nomes mais populares da categoria. Com estilos diferentes, Scott e Josef esbanjam talento e, para o próximo final de semana, em Sonoma, são os únicos que dependem apenas dos próprios esforços na equilibrada luta pelo caneco.

De um lado da disputa está a experiência e inteligência de Dixon. Um dos mais veteranos do grid, o neozelandês tem uma capacidade sem igual no grid de poupar equipamento. Combustível e pneus duram muito mais no carro #9. Além disso, prega pela consistência a carreira toda, sempre sabendo tirar do carro o máximo que lhe é oferecido.

Em 2017, merece ainda mais elogios do que o normal. Apesar do equilíbrio da temporada, a Penske se destacou no segundo semestre como principal equipe novamente, mas lá está Dixon praticamente fazendo milagre para manter a Ganassi viva na disputa. Um dos recordistas em diversos aspectos da Indy, Scott só não chegou no top-10 nas 500 Milhas de Indianápolis, quando foi coletado em um acidente.

Do outro lado está Newgarden, com sua juventude, arrojo e muita qualidade técnica. Josef é o piloto americano que os americanos estavam esperando. Muito carismático e midiático, não demorou para cair nas graças dos compatriotas mesmo antes de se tornar um real postulante ao título. 

Agora, na briga, tem sido empurrado pela torcida nos mais diversos circuitos do calendário. E faz uma segunda metade de 2017 de tirar o chapéu. Em seu primeiro ano com a poderosa Penske, se destacou em um quarteto fortíssimo e chega à prova decisiva do campeonato na liderança.

Aproveitando a grande fase dos dois e o fato de serem os principais candidatos ao título da Indy – por mais que Helio Castroneves, Simon Pagenaud, Will Power e Alexander Rossi também estejam vivos -, o GRANDE PREMIUM compara as carreiras do veterano e do jovem na Indy.

 

(Josef Newgarden faz uma temporada de estreia na Penske fantástica)

Josef Newgarden

 

Nascimento: 22 de dezembro de 1990 (26 anos), em Hendersonville, Tennessee, Estados Unidos

Equipes na Indy: Sarah Fisher, CFH, Carpenter e Penske (desde 2017)

Temporadas: 6

Largadas: 98

Pódios: 17

Vitórias: 7 

Poles: 1

Título: 0 (4º em 2016)

Na Indy Lights: campeão em 2011

Melhor Indy 500: 3º em 2016 

Vitórias em 2017: 4 (Alabama, Toronto, Mid-Ohio e Gateway)

Pódios em 2017: 8

Top-5 em 2017: 9

Top-10 em 2017: 12

Indy 500 2017: 19º
(Newgarden)

Scott Dixon

 

Nascimento: 22 de julho de 1980 (37 anos), em Brisbane, Austrália (naturalizado neozelandês)

Equipes na Indy: PacWest, PWR e Ganassi (desde 2003)

Temporadas: 17

Largadas: 286

Pódios: 96

Vitórias: 41 

Poles: 28

Títulos: 4 (2003, 2008, 2013 e 2015)

Na Indy Lights: 5º em 1999 e campeão em 2000

Melhor Indy 500: 1º em 2008

Vitórias em 2017: 1 (Road America)

Pódios em 2017: 7

Top-5 em 2017: 9 

Top-10 em 2017: 15

Indy 500 2017: 32º
(Dixon)

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Os números de Dixon ainda são muito mais expressivos que os de Newgarden. Também pudera, afinal, o tetracampeão da Indy tem muita experiência na categoria e muito mais largadas que o jovem americano. 

 

Outro ponto interessante é que o início de Dixon na Indy também não foi avassalador. O neozelandês precisou se mudar para a Ganassi para, então, deslanchar. E como deslanchou. Scott é o homem de confiança de Chip Ganassi e um dos maiores nomes da história do time.

 

Para Newgarden, algo parecido pode acontecer no futuro, afinal, este é o primeiro do norte-americano na gigante Penske. E a impressão inicial é de que Josef já caiu nas graças da equipe, com toda sua presença dentro e fora das pistas e, principalmente, a adaptação absurdamente rápida a uma grande esquadra.

 

Olhando apenas para os números de 2017, Newgarden se destaca pela explosão, buscando mais vitórias, mas Dixon impressiona com a presença constante no top-10 e no top-5. Com Newgarden e Dixon dividindo o grid e os focos na reta final, quem ganha é a Indy e seus fãs.

 

(Scott Dixon)