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São três as grandes equipes do mundial de F1 em 2017. Lá na frente, Mercedes e Ferrari. Um pouco mais atrás, a Red Bull. Se antes as Flechas de Prata faziam uma categoria particular, é possível dizer que, neste ano, a 'F1A' tem três equipes e seis carros – e com dois pilotos, Valteri Bottas e Kimi Räikkönen, que ainda não se encontraram.

O que sobra para o resto, então? O posto de 'primeiro' da F1B, que é, se ninguém mais pra frente abandonar, o sétimo lugar do 'geral'. Algo que, sendo bem sincero, sobrou para o brasileiro Felipe Massa disputar. E parecia que, no GP da China, ia ser assim.

Veja bem: Massa até que vinha, de forma constante, nessa posição. Foi sexto na Austrália, conseguindo um lugarzinho a mais graças à má sorte do amigo Daniel Ricciardo. Veio então outro sexto na classificação em Xangai, agora ajudado por Max Verstappen. Mas aí, no domingo…

Massa brigando com a temperatura no GP da China

Não que na religião tradicional chinesa exista São Pedro, mas o brasileiro deve ter levado o santo na bagagem. E ele estava irritado com Massa. O clima em Xangai não só estava nublado e molhado no dia do GP, como também extremamente frio. Baixas temperaturas e carros de F1 são coisas que normalmente não combinam. Mas, no caso do FW40, a combinação se mostrou ainda mais congelante.

“O carro estava destracionando demais no começo, aí tivemos cinco voltas lentas atrás do safety-car e os pneus ficaram completamente frios”, disse Felipe após a corrida. “Não conseguia andar direito, parecia que estava pilotando no gelo. Isso foi o pior, perdemos muito tempo e muitas posições. Depois tentamos arriscar ao parar antes dos outros para passar os outros e manter o ritmo, mas não tinha como”.

Para entender essa queda, é só ver a tabela da evolução da posição do brasileiro volta a volta. Aliás, eu disse 'evolução'? Foi exatamente o oposto.

A queda de Massa

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No final do primeiro giro, Massa estava em nono. Na terceira volta, 11º. Já na volta de número 11, alcançou o 14º, por onde ficaria por praticamente todo o resto da prova. Ok, ele chegou a se utilizar da estratégia diferente de pits para, momentaneamente, aparecer entre 10º e 11º, mas a verdade foi restabelecida depois e o brasileiro terminou a corrida em 14º, mesmo.

Isso jogou a Williams, que antes era 'melhor da F1B', a uma equipe disputando prova com as Renault e Sauber. Até mesmo a McLaren, com Fernando Alonso, estava com desempenho melhor – ao menos enquanto ficou na pista.

Tirando os abandonos, o único que terminou atrás de Massa foi Marcus Ericsson, da Sauber, atualmente o pior carro do grid. Muito pouco para quem, no atípico primeiro treino livre — de apenas 21 minutos de pista, na prática —, tinha feito o segundo melhor tempo.

A tabela ficou de cabeça para baixo.

Felipe Massa, agora, vai ter que torcer para que os problemas tenham sido circunstanciais. Se voltarem a acontecer, 2017 tem tudo para ser o pior início de temporada para o brasileiro desde 2012, o penúltimo dele na Ferrari. Daquela vez, ficou sem pontuar nos três primeiros GPs — abandonando no primeiro deles. Desde então, Massa tem pontuado em ao menos duas das três provas iniciais. Se ficar fora dos dez primeiros no Bahrein, o piloto do carro #19 só terá contado com os pontos do sexto lugar no GP da Austrália.

Que Massa, então, tenha feito as pazes com São Pedro. E com a sorte. E com o carro…