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Augusto Farfus fez boas temporadas no DTM (Augusto Farfus)

Augusto Farfus é um dos bons pilotos brasileiros espalhados e esquecidos pelo mundo. Atualmente com 33 anos, o curitibano é um nome consolidado no DTM e teve, em 2013, seu grande momento, quando venceu três corridas e fechou a temporada do campeonato alemão de turismo com o vice-campeonato.
O desempenho de Farfus no DTM caiu, é verdade, nas últimas temporadas. Em 2017, por exemplo, o paranaense só anotou seis pontos até aqui, mas segue bem em outros eventos como as 24 Horas de Daytona, prova em que foi segundo colocado na classe GTLM e quinto no geral em 2015.
(Augusto Farfus (Foto: BMW))

Cacá Bueno já não tem o mesmo domínio que tinha na Stock Car alguns anos atrás, mas segue muito regular e é o único piloto que venceu dois títulos da categoria na década – 2011 e 2012. O carioca de 41 anos, agora na Cimed, ainda pode ser considerado o principal nome do automobilismo nacional nos últimos anos.
A década de 2010 ainda teve Cacá tendo a sorte no exterior e conquistando alguns bons resultados. Na equipe brasileira do Mundial de GT, o fluminense teve quatro pódios em 2014 na classe Sprint e fechou o campeonato em sexto. Já no WTCC, fez apenas um final de semana 2011 e buscou um pódio na corrida 1 em Curitiba.
(Cacá Bueno vai defender novo time em 2017: a Cimed Racing (Foto: Rodrigo Berton))
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8- CHRISTIAN FITTIPALDI
Christian Fittipaldi é um dos melhores pilotos brasileiros que correm nos EUA. O paulista de 46 anos está totalmente adaptado ao automobilismo americano e isso não é de hoje. Depois de bons anos na Indy, Christian virou um dos principais nomes no sportscar, levando os títulos de 2014 e 2015, além do vice em 2016.
Além disso, Fittipaldi ainda tem um rendimento de destaque nas provas grandes. O desempenho do piloto nas 24 Horas de Daytona prova isso: quatro pódios na década e uma vitória em 2014 ao lado de João Barbosa e Sébastien Bourdais.


Falamos na falta de renovação, mas Pipo Derani é um cara que foge bastante disso. Com apenas 23 anos, o paulista é um dos melhores nomes do automobilismo brasileiro no momento. Pipo, que como a maioria dos pilotos tentou a sorte nos monopostos, se encontrou totalmente no endurance, tanto nos protótipos, quanto nos GTs.
Vale dizer que os resultados de Derani na F3 Europeia e na Pro Mazda nem foram tão ruins assim, mas o jovem piloto resolveu mudar drasticamente de rumo e começou a achar seu espaço no WEC e nos sportscars americanos. Daí para frente, teve vitória nas 6 Horas de Silverstone, nas 6 Horas de Spa, nas 24 Horas de Daytona e nas 12 Horas de Sebring. Hoje, é possível dizer que Pipo é o futuro do automobilismo brasileiro.
(Derani levou abandeira brasileira ao pódio em Daytona)
É clichê dizer isso, mas Rubens Barrichello está mesmo com 45 anos com a disposição de um garoto. Só na década de 2010, o brasileiro já passou pela F1, pela Indy, pela Stock Car, pelo WEC, pelo United SportsCar, por Mundial de Kart… No geral, Rubens conseguiu guiar bem tudo que pegou.
Barrichello começou a década de 2010 se despedindo da F1 em uma capenga Williams. Na sequência, tentou a sorte na Indy, mas esbarrou nas limitações da KV e pouco fez. Na Stock Car, porém, se encontrou: foi campeão logo em sua segunda temporada, a de 2014. Até hoje, o paulista segue buscando coisas novas e a participação nas 24 Horas de Le Mans de 2017 é a prova disso.
(Rubens Barrichello é a grande estrela entre os brasileiros em Le Mans em 2017 (Foto: Jérôme Fouquet))
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5- TONY KANAAN


Já faz tempo que o Brasil corre riscos de ficar sem nenhum piloto no grid da F1 pela primeira vez em muito tempo, mas sempre está lá Felipe Massa para evitar que isso aconteça. O brasileiro está no auge? Não, mas segue competitivo e capaz de grandes atuações como foi em Baku semanas atrás, quando teve chances reais de vencer a corrida.
Felipe completou recentemente 36 anos e é um dos pilotos mais marcantes do grid da F1. Nos últimos anos, não brigou por títulos e sequer venceu na década, mas está sempre lá e foi peça fundamental na reconstrução da Williams em 2014, conquistando pódios e cravando até uma pole na Áustria em 2014.
(Felipe Massa Beto Issa)

Helio Castroneves é o cara da regularidade. É impressionante como o paulista de 42 anos está sempre brigando pelo título da Indy. O caneco ainda não veio, mas isso não apaga o brilho das cinco últimas temporadas dentro do top-5 e de um 2017 que promete, novamente, ser de luta pela taça até a prova final.
Um dos recordistas de poles da história da Indy, Helio passou por um longo período de seca de vitórias, mas isso acabou em uma atuação de gala do piloto de Ribeirão Preto no oval de Iowa. Em 2017, Helio pegou top-10 em impressionantes 12 das 13 corridas realizadas.
(Helio Castroneves voltou a vencer no oval de Iowa)

Poucos pilotos no mundo apareceram em tantas categorias diferentes quanto Nelsinho Piquet na década de 2010. Após deixar a F1 da pior forma possível, o brasilero se reinventou e foi um daqueles que descobriram que existe, sim, vida fora da maior categoria do automobilismo mundial.
Nelsinho teve um dos grandes momentos do automobilismo brasileiro na década. Em 2015, bateu Sébastien Buemi e o compatriota e rival Lucas Di Grassi para se tornar o grande campeão da primeira temporada da história da F-E. Entre as outras categorias que Piquet se aventurou, o grande destaque é a Nascar. Nelsinho fez um campeonato completo na Truck Series e fechou em sétimo com duas vitórias. Depois, partiu para a Xfinity, também venceu corrida e foi 12º quando correu a temporada toda. Para quem não tinha experiência alguma, desempenho bem satisfatório.Teve ainda um pódio em Le Mans que escorreu pelo ralo em uma desclassificação, pole na rodada dupla da Indy Lights em Toronto que resolveu fazer…
(Nelsinho Piquet – China)

Lucas Di Grassi soube como poucos encontrar a felicidade longe da F1. Um dos pilotos mais inteligentes do mundo, o paulista foi para o WEC e exerceu papel fundamental na criação da F-E, hoje um dos campeonatos mais importantes do automobilismo. Sempre impressionantemente regular, faltava a Lucas um título grande.
E esse momento chegou de forma até inesperada. O brasileiro, que brigou pelo caneco nas três temporadas da F-E, o conquistou em uma situação que parecia totalmente adversa. Com menos carro e menos pontos que Sébastien Buemi na última etapa do campeonato, Di Grassi cresceu na hora certa, viu o rival sucumbir e saiu do 'quase'. Agora, o tão regular Lucas também tem um grande título para chamar de seu.
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