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No futebol brasileiro, o termo quarta força foi um dos mais repetidos em 2017. Tido por muitos como, no papel, o quarto melhor time de São Paulo, o Corinthians surpreendeu com o seu desempenho, venceu o Estadual  de forma impressionante e encaminhou o título Brasileiro com um primeiro turno impecável.

 

Na F1, no entanto, a equipe que estava sendo chamada de quarta força na pré-temporada passa bem longe de repetir o desempenho do Corinthians. Apontada até como possível rival da Red Bull, a Williams vive um ano lamentável e nem sabe ainda se vai conseguir fechar 2017 entre os cinco melhores do Mundial.

 

Com a F1 entrando em sua reta final nas duas provas da América do Norte, o GP do Brasil e o de Abu Dhabi, a Williams já admite que nem olha mais para o carro de 2017, tentando evitar que o fracasso se repita em 2018. Precisa se cuidar, porém, para não fechar o ano atrás de Toro Rosso, Renault ou Haas, que ainda sonham com top-5.

 

Se comparada com a Force India, que teoricamente era a quinta força no início da temporada 2017, a Williams passa vergonha, mas as estatísticas são péssimas para o time de Grove mesmo quando se compara o rendimento de 2017 com o da própria Williams em 2016 – um ano que, aliás, também não foi lá essas coisas.

(AFP)

2016 (números até o GP dos EUA)

 

Vitória: 0

Pódio: 1

Top-5: 6

Top-10: 24

Pontos: 124

Idas ao Q3: 24

Nos Construtores: 5º lugar

Pontos de desvantagem para o 'G4': 10

Posição dos pilotos: 7º (Valtteri Bottas) e 10º (Felipe Massa)
(Valtteri Bottas (Foto: Williams))

2017

 

Vitória: 0

Pódio: 1

Top-5: 1

Top-10: 16

Pontos: 66

Idas ao Q3: 12

Nos Construtores: 5º lugar

​Pontos de desvantagem para o 'G4': 81

Posição dos pilotos: 11º (Felipe Massa) e 12º (Lance Stroll)
(AFP)

Restando quatro provas, a Williams já não tem mais como buscar a Force India no Mundial de Construtores, mas pode minimizar seus danos se garantindo em quinto e salvando a premiação. Para tal, precisa começar a verdadeiramente andar bem nas pistas que teoricamente a favorecem – casos de Austin e Abu Dhabi, nesta reta final.
 
A responsabilidade por um ano discreto da Williams passa um pouco, também, pelos seus pilotos. Após uma primeira metade de temporada de mediana para boa, Felipe Massa caiu muito desde a Bélgica e já é ameaçado no Mundial de Pilotos pelo companheiro Lance Stroll que, se não é a tragédia que pintava algum tempo atrás, também não chega a ser um primor de piloto, nem um poço de regularidade.
 
Para coroar o ano complicado, a Williams faz uma espécie de ‘vestibular’ para definir o parceiro do jovem canadense em 2018. O esquecido Paul di Resta, o renascido Robert Kubica e o bem acompanhado Pascal Wehrlein tentam tirar a vaga de um Massa incomodado pelo processo seletivo da equipe que ajudou a reerguer em 2014.