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A conjuntura das temporadas 2015 e 2017 são bastante diferentes por si só. Em 2015, por exemplo, a F1 teve 19 corridas contra 20 deste ano. Mas mais importante que isso: apenas a Mercedes tinha condição de brigar regularmente por vitórias e apenas dois pilotos podiam conquistar o título mundial. Não é esse, sabidamente, o panorama do ano atual. Com Mercedes e Ferrari em igualdade de condições, ao menos quatro pilotos começara o ano com chances de vencer corridas. Ao passar da temporada, a Red Bull engrossou e passou a aparecer cada vez mais na frente. O final, no entanto, deve ser o mesmo: Lewis Hamilton será campeão de forma antecipada.

Lewis era o atual campeão mundial em 2015 e já começou a jornada mostrando ser o piloto a ser batido – e colocando uma ampla vantagem nas primeiras corridas. Em 2017, por outro lado, embora Hamilton tenha marcado bons pontos no começo, a liderança e a vantagem montada foi de Vettel.

Para chegar ao nível extremamente privilegiado em que chega ao GP do México do próximo domingo – 29 de outubro -, Hamilton precisou sair de um certo buraco. Enquanto fez 111 pontos de 125 possíveis nas primeiras cinco provas de 2015; foram 'apenas' 98 nas cinco primeiras corridas de 2017 enquanto Vettel anotou 104 tentos.

Hamilton está voando (Lewis Hamiton (Foto: Mercedes))

A verdade é que após Hamilton terminar as duas primeiras do campeonato em primeiro e segundo, respectivamente, nas nove provas seguintes ele marcou menos pontos não apenas que Vettel, mas também que o companheiro Valtteri Bottas. Quando a F1 entrou nas férias de verão, já depois da metade da temporada, Hamilton tinha 14 pontos a menos que o rival da Ferrari e 19 à frente de Bottas. De fato, tratava-se de uma disputa de três pescoços pelo título mundial.

A diferença que faz Hamilton se sair bem da competição em 2017 é de fato a segunda metade da temporada. Não dá sequer para dizer que o pedaço pós-férias da temporada é muito melhor em 2017 do que foi em 2015 – na realidade, apesar de quase perfeita, a sequência de corridas depois da parada de verão ainda é bastante parecida com dois anos atrás. Para desequilibrar o campeonato, Hamilton contou não apenas com seu altíssimo nível de pilotagem, mas também com a falta de competência dos adversários.

São cinco vitórias e um sexto posto em seis corridas desde o GP da Bélgica e o mês de férias – em 2015 foram as mesmas cinco vitórias e um abandono nas seis corridas. Durante a impressionante sequência de Hamilton em 2015, Rosberg – então único rival – caiu vertiginosamente de rendimento: foi P2 em três das seis corridas e P4 em outra. 

(Lewis Hamilton)

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Neste ano, Vettel foi ainda pior nesse espaço de seis corridas: dois P2, um P3, um P4 a dois abandonos. Bottas, que podia ensaiar um ataque, fez um P2, um P3, um P4 e três P5. Ou seja, os rivais não conseguiram de nenhuma forma acompanhar a sequência avassaladora.

Seja campeão ou não no México – ele só precisa da quinta colocação – e aconteça o que acontecer nas últimas três corridas da temporada, Hamilton já marcou na história com uma das melhores sequências de todos os tempos da F1 em termos de qualidade de desempenho. E, evidentemente, também de resultados.

No que era tido como o confronto que definiria o legado de ambos, Hamilton levou a melhor sobre Vettel. E com absoluta justiça.

Em 16 corridas até o GP do México

2015

Vitória: 10
Pódio: 14
Top-5: 14
Top-10: 15
Pole-positions: 11
Pontos totais: 327
Pontos antes das férias de verão: 202 (líder do campeonato, logo à frente de Nico Rosberg, com 181)
Pontos depois das férias de verão: 143 (em 150 possíveis).
(Lewis Hamilton, 2015)

Em 17 corridas até o GP do México

2017
Vitória: 9
Pódio: 12
Top-5: 16
Top-10: 17
Pole-positions: 11
Pontos totais: 331
Pontos antes das férias de verão: 188 (2º colocado no campeonato, atrás de Sebastian Vettel, com 202)
Pontos depois das férias de verão: 125 (em 150 possíveis).

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