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Kimi Räikkönen voltou. Quer dizer, o finlandês está de volta à Fórmula 1 desde 2012, quando encerrou o período sabático na categoria ao pilotar pela Lotus – pela qual venceu duas corridas. Depois, o finlandês retornou para a Ferrari, mas, desde então, nunca mais teve uma vitória. E continuou a não ter uma nova pole. 

Pelo menos uma parte deste jejum acabou. Räikkönen conquistou a pole do GP de Mônaco de 2017 neste sábado (25), encerrando um jejum de 129 corridas ou quase nove anos. Dessa forma, o finlandês demonstra que, mesmo com os altos e baixos que passou nos últimos anos, um rei nunca perde a majestade. Isso em Mônaco, um pequeno país que tem uma família real, mas que é governado por príncipes há séculos.

Não deixa de ser uma bela ironia. 

Räikkönen e os fãs no GP de Mônaco

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O fim de semana começou improvável para a 21ª pole de Kimi. A Ferrari, claro, demonstrava ter o carro mais forte na pista travada de Mônaco, mas era Sebastian Vettel que liderou os esforços vermelhos nos treinos livres. E ainda aparecia Max Verstappen, de Red Bull, com um ótimo desempenho.

Já a Mercedes, a grande inimiga da temporada, até parecia que causaria algum incômodo na quinta-feira, com Lewis Hamilton liderando o primeiro treino livre. No entanto, o inglês andou para trás.

Quando a classificação começou, já no sábado, Hamilton ficou completamente perdido, principalmente por conta de problemas no equilíbrio do carro – que normalmente são fatais em Mônaco. Ele passou para o Q2 com certa facilidade, mas quando as coisas ficaram mais séries, nessa segunda parte da classificação, marcou apenas o 14º tempo. Para piorar, a última tentativa de volta rápida do piloto foi atrapalhada pela batida da McLaren de Stoffel Vandoorne. Não foi um dia fácil para o tricampeão.

Enquanto isso, lá na frente, a surpresa foi um Max Verstappen fazendo o melhor tempo do Q1, superando Vettel por 0s019. Mas o desempenho da Red Bull foi, de certa forma, fogo de palha: o Q2 restabeleceu a verdade, com os carros da Ferrari mais rápidos. E foi aí que a zica de Räikkönen começou a acabar.

O finlandês é famoso por ‘acordar na Hora H’: em 2007 foi um grande desempenho na segunda metade da temporada (além das atrapalhadas entre Hamilton e Fernando Alonso) que lhe deu o título. Hoje em Mônaco foi quase a mesma coisa: o Q2 representou o primeiro momento no qual Kimi ficou na frente de Vettel em todo o fim de semana – e por uma diferença razoável, de 0,218, que não é de se jogar fora em um circuito travado e curto como o de Monte Carlo.

Hamilton não teve vida fácil na classificação em Mônaco

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No Q3, sem a sombra e Hamilton, os pilotos da Ferrari tinham caminho livre para brigarem entre si pela pole. Mesmo Verstappen, que parecia fazer frente aos dois pilotos que vestem vermelho, perdeu terreno. Quem assustou, mesmo, foi Bottas: se até então o finlandês passava ao largo da disputa pela pole, no Q3 ele encaixou uma volta rápida e conquistou a P3 apenas 0s002 atrás da segunda Ferrari no grid. Tempo suficiente para meia piscada de olhos.

Já na disputa particular entre Vettel e Räikkönen, o #7 se saiu melhor. Com uma volta praticamente perfeita, Kimi marcou 1m12s178, contra 1m12s221 do alemão. A 21ª pole – e a primeira em 8 anos, 11 meses e seis dias – estava garantida. Um recorde. Mas não um daqueles que as pessoas gostam de ter.

Bom, para fechar a lista de chavões deste sábado: ‘antes tarde do que nunca’, certo?

Falando em não perder a majestade, a outra surpresa positiva foi a McLaren. Os carros da equipe de Woking finalmente demonstraram um desempenho mais próximo de seu histórico, ajudados pelo fato de que Mônaco pouco exigir dos motores. Dessa forma, Vandoorne e Jenson Button (que substitui Alonso enquanto o espanhol vive o sonho americano) conseguiram levar os dois carros para o Q3, um feito de aplaudir de pé – principalmente se lembrarmos que Button não tinha dado uma única volta com os carros do novo regulamento da F1.

Pena que, por conta de uma punição de 15 posições para Button (por troca de motor) e de três para Vandoorne (por conta do enrosco com Massa na Espanha), os dois carros laranjas vão largar mais para o fim do pelotão.

Vamos ver o que acontece neste domingo. É notório que é praticamente impossível ultrapassar em Mônaco, o que deixa Kimi Räikkönen na posição de favorito. Se a vitória vier não é apenas interessante para o campeonato, como também acabará com um outro jejum: o finlandês não vence desde o GP da Austrália de 2013. 

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