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Chegamos nesta época do ano: depois de 26 corridas da temporada regular, temos definido o grid de 16 pilotos dos playoffs da Nascar. Na quarta edição do formato ‘mata-mata’, a imprevisibilidade segue igual – da mesma forma que a primeira eliminação pode ser normal, podemos ver candidatos ao título despencando. Mesmo assim, o GRANDE PREMIUM se aventura na missão na missão de avaliar o que a temporada 2017 ainda reserva.
A parte decisiva começa do campeonato começa com Martin Truex Jr. com ares de favoritismo. O piloto foi campeão da temporada regular e acumulou um número impressionante de pontos de playoffs, novidade de 2017, dando uma vantagem ainda maior. Mas com tudo em aberto, nomes com Kyle Larson e Kyle Busch também são boas apostas ao título.
Mais atrás, outros nomes ainda precisam mostrar a que vieram. Kevin Harvick e Jimmie Johnson, mesmo com a pompa de sempre, tiveram dificuldades até aqui e podem acabar como grandes decepções da temporada.
Por conta do alto número de vencedores surpreendentes, o grupo de classificados também conta com pilotos que não tem nada a perder. Austin Dillon, Ryan Newman e Kasey Kahne são verdadeiros azarões na fase decisiva da temporada.
Confira a avaliação individual do GP* para cada piloto dos playoffs da Nascar:

Martin Truex Jr.
Vitórias: 4
Top-5: 10
Pontos: 1033
Pts. Playoffs: 53Independente da forma que a gente olhe, Truex é o mais próximo de um favorito que a decisão da Nascar pode oferecer. O piloto não venceu um número espetacular de provas, mas se mostrou altamente competitivo em praticamente todos os tipos de pista. Não dá para dizer que o #78 tem a obrigação de ser campeão, mas é certamente a melhor chance da carreira.
Além do trunfo de vencer bastante, Martin também abre os trabalhos com outra vantagem – os números incríveis de pontos de playoffs. Para esta fase do ‘mata-mata’, o #78 já começa com 53 pontos, 48 acima da linha de corte. Isto é praticamente uma corrida inteira de vantagem. A margem, maior dentre todos pilotos, vai ser crucial no fim de 2017.
(Martin Truex Jr.)

Vitórias: 4
Top-5: 11
Pontos: 938
Pts. Playoffs: 33
Kyle Larson, assim como a Ganassi, evoluiu muito ao longo dos últimos 12 meses. As vitórias, antes raridade, passaram a ser mais rotineiras. Com um conjunto em evolução, o #42 é uma forte ameaça. Salvo algum infortúnio, Larson tem tudo para ficar pelo menos entre os oito melhores.
O problema de Larson é que, ao contrário de Truex, ainda falta dominar certas pistas. Três das quatro vitórias de Kyle em 2017 vieram em um único tipo de pista – de duas milhas –, e que nem vai aparecer nos playoffs. O ritmo claudicante nas demais provas do calendário pode ser um problema de grandes proporções quando detalhes passarem a fazer a real diferença.
(Kyle Larson)

Vitórias: 2
Top-5: 10
Pontos: 932
Pts. Playoffs: 29
Não muito tempo atrás, a temporada de Kyle Busch era marcada pelo ‘quase’. Mesmo com um carro cada vez mais competitivo, o piloto só foi vencer na 21ª corrida de 2017. Depois de encerrar um jejum interminável de vitórias e colocar a temporada na direção certa, Kyle voltou a ser aquilo que esperávamos – o principal nome da Joe Gibbs para a decisão do campeonato.
E ser o principal nome da Joe Gibbs não é pouca coisa. Kyle Busch é o melhor piloto daquela que pode ser apontada como a melhor equipe da Nascar. Nessas condições, não importa ter menos pontos de playoffs – através de novas vitórias, Busch pode encontrar seu caminho até Homestead.
(Kyle Busch)

Vitórias: 2
Top-5: 11
Pontos: 793
Pts. Playoffs: 19
Keselowski até vai para os playoffs com alguma força, mas não tanta quanto poderia se imaginar. O piloto abriu o ano bem, conseguindo duas vitórias nas seis primeiras corridas, mas não foi capaz de manter o mesmo nível nos meses seguintes. Claro, não estamos falando de um abismo como o de Joey Logano, mas certamente é uma situação ruim a ponto de deixar a turma do #2 com uma pulga atrás da orelha.
Sem vencer tanto, Brad vai precisar apostar na regularidade – o campeão de 2012 é o piloto com mais top-5 na temporada. Se isso seguir como um hábito, Keselowski tem tudo para ficar entre os oito melhores. Depois disso, só Deus sabe.
(Brad Keselowski)

Vitórias: 3
Top-5: 3
Pontos: 682
Pts. Playoffs: 17
Chega essa época do ano e corremos o risco de cometer um erro – apostar que Johnson não vai longe nos playoffs. Este mesmo guia apontou isso em 2016 e todos sabemos o que aconteceu – o sétimo título veio.
Mas a verdade é que não dá para se empolgar muito com os resultados de Johnson na temporada. Salvo as três vitórias, conquistadas no braço, fica claro que o piloto sofre com a falta de rendimento crônica da Hendrick em 2017. A menos que ainda exista uma carta na manga do heptacampeão – como existia em 2016 –, a presença neste ‘mata-mata’ não deve ser marcante.
(Jimmie Johnson)

Vitórias: 1
Top-5: 8
Pontos: 891
Pts. Playoffs: 15
Harvick teve um início de 2017 difícil, consequência da decisão da Stewart-Haas de trocar a Chevrolet pela Ford. Com chassis novos, a equipe teve solavancos e o piloto, poucos momentos de destaque. Kevin deixou de ser aquele fenômeno da temporada regular para ser um piloto em evolução.
Mas a evolução ainda não está completa. Harvick sempre gira em torno do top-10, mas sempre parece faltar algo para encaixar uma sequência realmente boa. E os playoffs começam justamente com esse questionamento: a Stewart-Haas pode dar outro passo adiante? Se a resposta for não, Harvick deve deixar de ser a ameaça que foi em 2014, 2015 e 2016.
(Kevin Harvick)

Vitórias: 2* (uma com carro irregular)
Top-5: 10* (um com carro irregular)
Pontos: 816
Pts. Playoffs: 13
Entra ano, sai ano, e a gente continua com expectativas frustradas em torno de Hamlin. O piloto do #11 foi nota 7.0 na temporada regular – evoluiu quando o material da Joe Gibbs permitiu, mas seguiu bem atrás do companheiro Kyle Busch. Desse jeito, sem sair do mesmo nível apresentado em outros anos, o resultado deve ser o mesmo – uma eliminação no segundo ou terceiro round por pura falta de rendimento.
Existe o risco de queimar a língua – afinal, se Hamlin conseguir vitórias, vai avançando. E vitória certamente é possível. O que realmente impede Denny de ser visto como um real candidato é a falta de brilho – apesar de que a regularidade do #11 tenha evoluído ao longo das últimas provas.
(Denny Hamlin)

Vitórias: 2
Top-5: 4
Pontos: 554
Pts. Playoffs: 5
Stenhouse tem um problema mais ou menos sério. O piloto do #17 se tornou muito bom em um tipo de pista – as de placa restritora –, mas ainda não tem um ritmo muito convincente em quase todas as outras provas do calendário. Salvo circuitos como Bristol e Martinsville, Ricky segue em busca de uma evolução que ainda é lenta. A posição de chegada média do piloto em 2017 é 15º lugar, o que prova que ainda há trabalho a ser feito.
Em condições normais, Stenhouse deve passar da primeira fase sem contratempos. É só questão de evitar acidentes ou resultados muito abaixo da média. Depois disso, Ricky tem mais é que se contentar com a temporada inesperadamente acima da média.
(Ricky Stenhouse Jr.)

Vitórias: 1
Top-5: 3
Pontos: 648
Pts. Playoffs: 8
Blaney abriu a temporada parecendo que ia acompanhar Brad Keselowski em termos de performance, mas mais lembrou Joey Logano em má fase. É bem verdade que a vitória veio por méritos próprios, mas ainda fica a impressão de que o equipamento da Penske não está sendo muito bem aproveitado.
Fazendo sua primeira aparição nos playoffs, Blaney tem pouco a perder. Só uma eliminação no primeiro round seria realmente triste. Dada a falta de regularidade e a série de problemas ao longo do ano, uma aparição entre os 12 melhores já estaria de bom tamanho.
(Ryan Blaney)

Vitórias: 0
Top-5: 6
Pontos: 766
Pts. Playoffs: 6
Mais um ano, mais uma classificação sofrida de Elliott aos playoffs. Ainda sem vencer, o piloto do #24 faz uma temporada de poucos bons momentos. As primeiras boas tiveram bons resultados, mas não demorou nem dez corridas para Chase sofrer: junto dos companheiros de Hendrick, o piloto começou a afundar nas corridas.
Dado isso, é difícil fazer um prognóstico muito positivo sobre Elliott. Outros jovens pilotos – Blaney e Larson – deram belos saltos em 2017, mas parece que Chase segue oferecendo mais do mesmo. Assim, a aparição nos playoffs deve voltar a ser sem o brilho que se espera de um dos melhores pilotos de uma das principais equipes da Nascar.
(Chase Elliott)

Vitórias: 1
Top-5: 5
Pontos: 661
Pts. Playoffs: 5
Quando Kurt venceu a Daytona 500 pela primeira vez em fevereiro, a expectativa era de um grande ano. Classificado aos playoffs com enorme antecedência, o veterano teria toda a calma do mundo para lidar com a transição da Stewart-Haas para a Ford e chegar à hora da verdade em alta. Não foi bem assim. Mas não foi mesmo.
Por vezes, Kurt só não foi pior do que Danica Patrick na Stewart-Haas. Os resultados despencaram após a vitória em Daytona e, mesmo com um avanço nas últimas semanas, ainda não são a oitava maravilha do mundo. Assim, o que esperar? Talvez o mesmo dos últimos dois anos – eliminações no terceiro round, e isso com um toque de otimismo.
(Kurt Busch)

Vitórias: 1
Top-5: 5
Pontos: 640
Pts. Playoffs: 5
Newman é o cara que a gente pega e diz que vai ser eliminado logo na primeira rodada. Mas aí a gente lembra que estamos falando do cara que quase foi campeão em 2014 justamente por causa do formato dos playoffs.
O veterano tem como marca a regularidade – e é isso que o formato ‘mata-mata’ exige, alguém que não sofra acidentes e termine com resultados terríveis. Fazendo uso dessa receita, Newman pode voltar a ser uma surpresa. Mas esperar uma repetição de 2014 é pedir demais. Chegar vivo em Homestead seria caso de intervenção divina.
(Ryan Newman)

Vitórias: 1
Top-5: 3
Pontos: 489
Pts. Playoffs: 5
Dillon é a versão piorada de Newman para os playoffs. Austin não tem regularidade e, apesar de por vezes brilhar mais, não chega a compensar com resultados incríveis. A verdade é que Austin entre os 16 melhores deste ano é como a vaca que apareceu no topo de um poste. Contrariando a lógica, uma temporada medíocre do #3 rendeu playoff por causa da vitória em Charlotte.
Claro que tudo pode acontecer, mas parece difícil até que Austin passe da primeira fase. O piloto tem poucos pontos de playoff e já parece ser um dos mais vulneráveis em termos de resultados. Em suma: não criem expectativas com o #3.
(Austin Dillon)

Vitórias: 1
Top-5: 3
Pontos: 489
Pts. Playoffs: 5
E também não criem expectativas com o Kahne. A vitória em Indianápolis foi bacana, mas caiu do céu. Nos playoffs, o #5 é outro que tem boas chances de cair já na primeira eliminação.
Não dá para cravar que Kahne cai logo de cara por um motivo: a Hendrick ainda sabe o que faz, mesmo que esteja batendo cabeça em 2017. Se Elliott e Johnson devem passar com facilidade do primeiro corte, dá para esperar que Kasey pelo menos seja combativo. Depois disso, só a sorte é capaz de garantir alguma sobrevida.
(Kasey Kahne)

Vitórias: 0
Top-5: 7
Pontos: 752
Pts. Playoffs: 5
Depois de uma classificação no sufoco, a temporada de Kenseth ganha sobrevida. O começo de ano ruim, marcado por acidentes, já não importa. Com um carro que só melhora e uma equipe que funciona como um relógio, Matt pode ser a surpresa da vez. Resultados no nível de Kyle Busch são possíveis, o que pode muito bem render a aparição entre os oito melhores.
O grande problema de Kenseth é a falta de pontos de playoffs. A cada round, o #20 vai começar quase 50 pontos atrás de Truex, por exemplo. Matt conseguiu apenas cinco no ano todo. Desse jeito, o negócio é correr atrás das vitórias mesmo.
(Matt Kenseth)

Vitórias: 0
Top-5: 2
Pontos: 757
Pts. Playoffs: 3
McMurray corre com o mesmo equipamento que Larson, mas teve uma vida completamente diferente na temporada regular. Sem vitórias desde 2013, o #1 sofreu até o último fim de semana para encaminhar a vaga. Mas quem pensa que McMurray é inofensivo nos playoffs está enganado: com a oitava melhor campanha da temporada regular, dá para surpreender. Jamie prima pela regularidade, mais até do que Larson, o que ajuda muito – vide Newman.
O grande problema de McMurray é a falta de pontos de playoff. Com apenas três, Jamie vai sofrer para neutralizar a vantagem dos outros. E, ao contrário de Kenseth, a possibilidade de vitória é remota. Assim, não dá para esperar que Jamie chegue ao grupo de oito melhores.
(Jamie McMurray)
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Como funciona?
O formato dos playoffs já virou uma realidade para os fãs da Nascar, mas segue sendo uma loucura para quem vê de fora. Mas é simples: de três em três corridas, os quatro pilotos com pior pontuação (e sem vitórias) são eliminados. O grupo de 16 vira 12, depois vira oito, depois vira quatro — os finalistas que decidem em Homestead-Miami.
A grande novidade de 2017 são os pontos de playoffs. Por conta das vitórias em corridas e segmentos, além do título da temporada regular, Truex parte para cada fase do campeonato com pelo menos 53 pontos. Keselowski, que não teve o mesmo tipo de sucesso, precisa se virar com 19. A pior situação é a de McMurray, que aparece na lanterninha com três.
1ª fase (Chicagoland/New Hampshire/Dover): 16 pilotos
2ª fase (Charlotte/Talladega/Kansas): 12 pilotos
3ª fase (Martinsville/Texas/Phoenix): 8 pilotos
Final (Homestead): 4 pilotos