A Mercedes é a campeã do Mundial de Construtores. Esse é o principal resultado do GP do Japão, realizado neste domingo (13) em Suzuka. Restam, agora, quatro etapas para o final da temporada. E há pouca coisa para ser disputada nesta reta final.
No Mundial de Pilotos, Lewis Hamilton está com uma mão na taça. O ainda pentacampeão tem 64 pontos de diferença para o segundo colocado, o companheiro de equipe Valtteri Bottas – quando restam 104 em disputa. Em um primeiro momento parece factível que o finlandês possa alcançar o inglês, mas isso se torna improvável quando vemos como funciona o equilíbrio de forças dentro da equipe alemã. Mais nenhum piloto tem chances de alcançar o líder do campeonato – Charles Leclerc, o terceiro no campeonato, está 117 pontos atrás.
Para Hamilton, resta saber se ele vai comemorar o hexa bebendo tequila ou um belo bourbon do sul dos EUA.

A Mercedes garantiu a vitória logo na largada – e, por consequência, o Mundial de Construtores (Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)
De resto, a disputa entre pilotos se transforma em uma briga apenas moral. O vice e o último colocado possuem o mesmo peso, financeiramente falando: zero. É mais questão de ver quem supera o seu companheiro de equipe, ou quem fica a frente do adversário. Nesse sentido, fica interessante a luta entre Leclerc (3º), Max Verstappen (4º) e Sebastian Vettel (5º), os dois últimos empatados com 212 pontos.
Agora, o que deve pegar fogo mesmo é a briga interna na Ferrari. Mesmo que o terceiro lugar no mundial tenha pouco valor, quem terminar à frente do companheiro terá mais moral em 2020 – algo que, se a equipe italiana ajudar, poderá ter peso na luta pelo título. No momento, nove pontos separam os dois, sendo que o alemão parece ter acordado após mais de um ano de inferno astral, superando o companheiro nos dois últimos GPs.
O que que vale, mesmo, é a posição no Mundial de Construtores. É a partir dele que se definem as premiações no final da temporada. Dinheiro, que também pode ter impacto no desenvolvimento dos carros do próximo ano e, claro, na disputa de 2020.
Nesse cenário, as quatro primeiras posições não devem se alterar. Além da Mercedes inalcançável, a Ferrari está muito bem consolidada no vice-campeonato, com 433 pontos. A Red Bull está em terceiro, com 110 atrás – com 176 ainda em jogo. Em quarto vem a McLaren, com 111 pontos, caminhando para um tranquilo "título" da F1B.
Em quinto, a Renault aparece com 77 pontos e precisa se preocupar mais com a Toro Rosso, que vem logo atrás, com 59. Fechando essa que deve ser a grande luta do fim do ano vem a Racing Point, com 54.

Os pontos são mais raros no meio do pelotão, o que deve ajudar a Renault a não passar um vexame maior neste temporada, comparado com o investimento que os franceses fazem na categoria. Ainda assim, os três times protagonizam a segunda luta mais interessante deste fim de ano.
Há também uma briga na rabeira, entre Alfa Romeo (35 pontos) e Haas (28), só que parece muito difícil que elas consigam ir muito além disso – principalmente os norte-americanos, que seguem em uma letargia quase fatal.
E é isso que nos resta. Que, então, os últimos quatro GPs sejam relevantes por si só, considerando a falta de disputa nos campeonatos…
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