google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Se fosse uma partida de tênis ou vôlei, poderíamos dizer que Lewis Hamilton tem o “match point” da temporada 2017 da F1 – ou “championship point”, considerando que vale o título mundial. Tudo porque o piloto inglês conseguiu a pole do GP dos Estados Unidos neste sábado (21), em Austin – e uma combinação de resultados pode dar a ele o título de 2017 neste domingo (22). No entanto, Sebastian Vettel já mostrou que irá vender caro o campeonato: o alemão da Ferrari foi ao limite e fez o segundo tempo, fazendo com que ambos dividam a primeira fila da prova texana.

A combinação para fazer com que Hamilton seja tetracampeão já nos EUA é improvável, é claro: ele teria que marcar 16 pontos a mais que o adversário direto. Ou seja, ser primeiro e ter Vettel no máximo conseguindo a sexta posição. Ou ainda ser segundo, com o alemão no máximo em décimo. Mas o próprio Lewis já deixou claro, na entrevista pós-classificação, que não considera estes resultados prováveis.

Ele tem razão: por mais que tenha deixado claro que poderia ser ainda mais rápido O Q3 e tenha liderado todos os tempos livres, a Ferrari de Vettel sempre esteve próxima, considerando a tabela de classificação. Mesmo que a Flecha de Prata #44 voe em céu de brigadeiro, mantendo a liderança na largada e seguindo em primeiro durante toda a prova, as chances do alemão ser segundo são grandes – e esse resultado manteria o #5 vivo na disputa pelo título, ainda que ainda mais atrás no campeonato.

Aliás, mesmo uma eventual recuperação de Valtteri Bottas, colocando mais uma Mercedes na frente de Vettel, pouco mudaria essa realidade.

Hamilton vem dominando todo o fim de semana em Austin, no Texas (Crédito: Mercedes)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Há, também, o resultado mais improvável: Vettel poderia ultrapassar Hamilton na largada e sair dos EUA como vitorioso. Não diria que é improvável por causa do desempenho da Ferrari, que já demonstrou que está mais equiparada à Mercedes em corrida do que em classificação, mas simplesmente porque Hamilton corre praticamente em casa nos EUA. O tricampeão tem cinco vitórias no país, sendo quatro em Austin. Desde 2014, o inglês tem o monopólio das vitórias por lá.

Por outro lado, seria muita sorte de Hamilton (e azar de Vettel) se a Ferrari repetir o desempenho desastroso dos últimos GPs. No final das contas, Hamilton não deve exercer a força de seu primeiro match point.

Porém, mesmo que Vettel vença a prova amanhã, o GP do México surge com grande chance de ser o local do título, sim. No circuito Hermanos Rodriguez, basta apenas que Hamilton mantenha uma diferença de 50 pontos ou mais após o GP. Hoje, essa diferença é de 59.

A Cidade do México tem tudo para ser o local do “ponto do campeonato”.

Mas se a analogia do match point funciona de um lado, também pode funcionar do outro: viradas neste momento decisivo das partidas de tênis ou vôlei não são tão raras assim. Como esquecer, por exemplo, a seleção brasileira feminina de vôlei, que salvou seis match points na semifinal olímpica de 2012, em Londres. Há também o exemplo de 2004, em Atenas, quando o Brasil perdeu para a mesma Rússia, também na semifinal, após ter as mesmas seis chances de fechar a partida a seu favor.

O que o alemão pode lamentar é que, na F1, repetir estes milagres é uma missão (quase) impossível. 

Enquanto isso, ao menos já há uma coisa que Hamilton pode comemorar: agora ele é, sozinho, o líder do ranking de largadas na primeira fila na Fórmula 1. Já são 117 vezes que o inglês largou em primeiro ou segundo, contra 116 de Michael Schumacher e 87 de Ayrton Senna.