window.uolads.push({ id: “banner-300×250-area” });

A partir deste ano o fã da Indy tem uma nova forma de acompanhar a categoria no Brasil: o DAZN, plataforma de streaming especializada em transmissões esportivas. Com sede em Londres, a empresa de mídia garantiu os direitos da Indy no nosso país já a partir de 2019, antes mesmo de ter seu lançamento por aqui. O serviço iniciou suas atividades por Áustria, Alemanha, Japão e Suíça em agosto de 2016. No ano passado, ficou disponível nos EUA e Itália. No Brasil ainda está em período de testes, sem uma data oficial de lançamento. O GRANDE PREMIUM, no entanto, teve acesso à versão beta e, agora, traz as suas primeiras impressões. 

O DAZN funciona como um canal de TV especializado em esportes, com transmissões ao vivo ou gravadas. A diferença é que o sinal não vem pelo ar (como nos canais abertos ou por satélite) ou pelo cabo. Ele chega pela internet, no seu navegador web ou por meio de um aplicativo, algo que é chamado no mercado de OTT – Over-The-Top. Ou seja, você não precisa de nenhum pacote de TV paga: a assinatura é feita diretamente com o "canal". 

Por isso, o primeiro ponto importante é o preço. Até o momento não há uma mensalidade anunciada de forma oficial. “Valores e outros detalhes do lançamento serão divulgados em breve”, afirmou um porta-voz do DAZN ao GP*. Porém, ao concluir a inscrição no beta, o próprio serviço entrega o preço de R$ 37,90 para a assinatura mensal. Não podemos confirmar que o valor é definitivo, mas ela está dentro do práticado no mercado. O Premiere FC, do Grupo Globo, custa R$ 79,90 em sua versão OTT; enquanto a assinatura do F1 TV está por US$ 2,99, cerca de R$ 12, mas não inclui GPs ao vivo no Brasil.

Ainda neste período de testes, como uma espécie de “degustação”, parte das transmissões esportivas da empresa estão sendo disponibilizados, de graça, no Facebook e no YouTube. 

(INDY 2018; SCOTT DIXON; GANASSI; PENTACAMPEÃO; GP DE SONOMA; INDYCAR)

Tela inicial do DAZN no computador

    google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
    google_ad_slot = “2258117790”;
    google_ad_width = 300;
    google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Ao abrir a plataforma no computador pela primeira vez fica clara a intenção da empresa: oferecer um verdadeiro Netflix dos esportes. O visual é muito parecido com o do serviço de streaming de filmes e séries, sendo que a principal diferença é que o DAZN mostra logo de cara aquilo que está transmitindo ao vivo (na manhã deste sábado, 20, eram nada menos do que oito opções), além de VTs de partidas recentes. Também são destacadas as próximas transmissões – que incluem um rápido teaser e é possível definir lembretes para times, competições e partidas específicas. 

Em testes iniciais o uso foi bem fácil e intuitivo. Com uma conexão de 30mbps os vídeos ao vivo fluíram muito bem. Imitando mais uma vez a Netflix, o DAZN inicia o carregamento dos vídeos com uma qualidade mais baixa, ajustando-se e melhorando em seguida, de acordo com a conexão do usuário. Isso garante um rápido carregamento, sem perder nenhum lance. Caso a velocidade da conexão caia, a resolução da imagem também diminui – tentando evitar, ao máximo, que o usuário fique sem assistir. 

Dentro da ajuda, o serviço informa que o ideal é ter uma conexão de no mínimo 2mbps para transmissões em definição padrão e 2.4mbps para ver em HD no disposítivel móvel, podendo chegar a 8mbps para assistir em alta definição com máxima qualidade e taxas de quadros por segundo. 

Na melhor qualidade a transmissão é boa, mas há diferenças em relação à TV tradicional – as cores estavam um pouco lavadas e há nítida perda de qualidade por conta de um nível elevado de compressão. Lembrando que a plataforma está ainda em testes, e isso pode ser corrigido mais para frente.

O DAZN traz um catálogo de transmissões recentes, bastidores, entrevistas e melhores momentos (DAZN)

Um detalhe importante é que, por ser streaming de internet, há um delay variável – e natural. Quer dizer que você e seu amigo, com conexões diferentes ou até na mesma rede, podem estar assistindo momentos diferentes do mesmo evento ao vivo, com alguns (ou até muitos) segundos de distinção.

Não há, ao menos até agora, publicidade – ou seja, sem anúncios antes de carregar o jogo que você quer assistir, por exemplo, ou nos intervalos. Excetuando, claro, naming rights e publicidades colocadas na transmissão pelos organizadores do evento. 

Hoje, o DAZN tem no Brasil os direitos futebolísticos da Copa Sul-Americana, além da Séria A, Coppa Italiana e Supercoppa no País da Bota, da Ligue 1 francesa, da FA Cup inglesa e da J-League japonesa; sem falar de tênis feminino, sinuca e boxe. 

Mas você está aqui para saber da Indy, correto?

Reprodução da Indy no DAZN – repare: não há qualquer logo da plataforma na transmissão (DAZN)

    google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
    google_ad_slot = “2258117790”;
    google_ad_width = 300;
    google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

O nosso teste no beta do DAZN começou no dia 17 de abril – ou seja, não pudemos acompanhar as transmissões ao vivo da categoria norte-americana. De qualquer forma, as provas de Alabama (em versão compacta de apenas cinco minutos) e Long Beach estão disponíveis para assistir a qualquer momento. As corridas no Texas e St. Petersburg ficaram de fora. A categoria informa que a empresa inglesa tem os direitos de toda a temporada. 

As duas provas estão disponíveis em transmissões originais da NBC Sports, ou seja, em inglês – o que para muitos, principalmente os versados na língua de Shakespeare, pode ser uma vantagem, mas afasta aqueles que não sabem inglês. O GRANDE PREMIUM questionou o DAZN se teremos transmissões da Indy em português e se há uma equipe brasileira já contratada, mas a empresa não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta análise. 

Vale dizer que a Indy não é a única disponível em outra língua na plataforma: ao menos neste período de testes, apenas partidas de futebol da Sul-Americana e as principais dos campeonatos europeus traziam locução e comentários na língua de Camões e Mário de Andrade. Todo o resto está em inglês britânico ou americano. 

Completo, o GP de Long Beach nos permite fazer uma análise melhor da transmissão – que, como se poderia esperar do trabalho original da NBC, é muito boa. Informações rápidas, repórteres nos pits, flashbacks de anos anteriores e muito mais. Há apenas alguns 'silêncios' – momentos nos quais, nos EUA, entraram os intervalos comerciais. Ao total, temos mais de 3h de cobertura. 

O streaming não disponibiliza os treinos livres, nem a classificação. O GP* perguntou se, nas próximas provas, teremos as transmissões destas sessões, mas o DAZN não respondeu aos nossos questionamentos em tempo.

Usando o app

Com o tempo o principal meio para assistir ao DAZN acabam sendo os aplicativos, que permitem ver jogos e corridas fora do computador. A plataforma informa que está disponível em apps para celulares e tablets Android e iOS/tvOS (Apple TV, iPad e iPhone), além de dispositivos Xbox, PlayStation, Amazon Fire e smart TVs Samsung e LG. Nos celulares e tablets também podem ser pareados com o Chromecast. O acesso aos apps, no entanto, ainda não é muito fácil em algumas das lojas de aplicativos, por se tratar em período de testes. A empresa disponibilizou um guia com os passos para fazer as instalações, mas a página não é facilmente encontrada pelos usuários – é preciso ir até a opção "ajuda" para encontrá-la. 

O GRANDE PREMIUM testou os apps para iPhone (ao lado), iPad e Xbox One. Em todas a plataformas o DAZN funciona praticamente da mesma forma que na versão web para computadores, sempre de forma macia e praticamente sem “solavancos” na transmissão – lembrando que a conexão usada era de 30 mpbs, mas que traz certos percalços ao fazer o streaming no app do Premiere FC, por exemplo. A qualidade de imagem permaneceu sempre igual por aqui: em HD, mas com alta compressão. 

Na versão para celular/tablet é possível selecionar duas opções para quem tem planos de internet mais “contidos”: economizar dados do 3G/4G/LTE ou até mesmo economizar dados do wi-fi.

Utilizando o modelo Pro do iPad foi possível constatar um cuidado com os detalhes. É que o app permite ver as transmissões em PIP (picture in picture), ou seja, em uma pequena janela no canto da tela – enquanto o usuário faz outras atividades, como escrever ou navegar na internet. É possível também deixar a transmissão em segundo plano, apenas com o áudio. Pode parecer pouco, afinal é uma funcionalidade nativa do iOS, mas alguns aplicativos não estão otimizados para ela – é o caso da HBO Go, por exemplo.

Com tantas opções, o assinante pode conectar a mesma conta em até cinco dispositivos diferentes, assistindo em simultâneo em apenas dois deles. 

DAZN no iPad: ainda há poucos conteúdos de automobilismo nesta fase de testes

    google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
    google_ad_slot = “2258117790”;
    google_ad_width = 300;
    google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Com tudo isso, dá para cravar: o DAZN chega robusto em um mercado cada vez mais pulverizado, que é o das transmissões esportivas. A parte técnica – que é fornecer um streaming de vídeo com fluidez e aplicativos que funcionem sem problemas e que trazem uma boa experiência – está muito bem, que pese a já apontada questão da alta compressão (que, para a maioria dos usuários comuns, passará despercebida). Ainda que pese a equipe reduzida no momento, a empresa está construindo um bom time de jornalistas, o que também ajuda.

O sucesso, agora, vai depender de esforço e investimento contínuos. Faria bem agregar outros programas para os fãs de automobilismo, desde mesas redondas (de qualidade!) a mini-documentários, além de expandir a compra de direitos esportivos. Ter a Indy é um bom começo, mas poderiam trazer categorias de fórmula, turismo e endurance de todo o mundo, complementando uma grade mais ampla. 

Questionamos a empresa justamente sobre estes pontos, que respondeu, por meio de um porta-voz, que “o DAZN terá uma ampla oferta de esportes disponíveis em sua plataforma no Brasil e que ainda é um momento de adequação da oferta de transmissões. […] O que podemos confirmar é que a empresa está trabalhando para oferecer a melhor experiência para o consumidor”. 

Realmente: a boa experiência já está lá. Para quem quiser fazer seus próprios testes, o DAZN está, aos poucos, liberando de graça o acesso ao beta para aqueles que se inscreverem no site oficial da plataforma. 

Leia mais:

– Os bastidores da Indy pelos olhos de Scott Dixon

– Pirataria: cortando o cabo da Fórmula 1

– A F1 na TV está com os dias contados

– A contradição da F1 em capítulos