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google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;Depois de alguns anos, a Ferrari voltou a ser uma forte candidata ao título. O motor, carro e Sebastian Vettel são, não necessariamente nesta ordem, os responsáveis pelo renascimento da equipe italiana, que agora liderada o Mundial de Pilotos. Mas, o que será que está por trás deste renascimento vermelho?
Já vimos aqui no GRANDE PREMIUM que os motores são peça-chave nesta disputa, já que estão muitos mais próximos das unidades de potência da Mercedes, principalmente em condições de corrida. No entanto, houve também uma forte evolução na aerodinâmica do carro – e, você não vai acreditar, a 'inspiração' de alguns pontos pode ter vindo de nove anos atrás.
Como aponta um recente vídeo da FOM (assinado pelo jornalista Giorgio Piola, famoso por seu conhecimento técnico e pelos infográficos da F1), alguns pontos do SF70H, o modelo da Ferrari para 2017, são quase idênticos ao do F2008, o carro da temporada 2008.
(Divulgação/Ferrari)
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Cb6P2BA2ONY]
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Essa aproximação entre carros tão distantes no tempo pode parecer, em um primeiro momento, um contrassenso em um esporte que evolui tão rapidamente. No entanto, um regulamento mais restritivo na aerodinâmica entrou em vigor a partir de 2009, fazendo com que o time italiano mudasse o caminho do design de seus modelos. Com um novo regulamento aerodinâmico começando em 2016, a equipe pode resgatar (mesmo que involuntariamente) algumas ideias do passado.
Entre as similaridades, o vídeo aponta o duto em ‘S’ no bico do carro, que existia no F2008 e foi resgatado no SF70H – porém, há, literalmente, um ‘twist’: a entrada do duto fica na lateral, com o ar percorrendo um caminho que parece mais um ‘X’. O que também voltou (e não foi só na Ferrari) foi a barbatana de tubarão na tampa do motor, inclusive com quase o mesmo formato do F2008 — com a novidade sendo a pequena asa posicionada ali. Outros pontos aerodinâmicos nas laterais, como as pequenas aletas, também retornaram.
Vale lembrar, é claro, que a barbatana de turbarão já havia sido resgatada no F10, de 2010, ainda que com um formato diferente.
O que não existia no modelo 2008, mas foi destacado no vídeo da FOM, é em relação à proteção de impacto lateral, que é obrigatória e tem um local mandatório para ser instalada. Ao invés de posicionar as laterais do SF70H mais para frente, para comportar essa estrutura, os engenheiros criaram uma espécie de ‘asa’ antes da entrada de ar do radiador – desta forma, aumentaram a distância da lateral para o eixo dianteiro. Outro ponto novo destacado fica nas laterais do assoalho, com novos formatos para ajudar na aerodinâmica.

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Há, claro, diversas outras mudanças, causadas principalmente pelo novo regulamento da F1. Os modelos atuais são mais largos, com maior distância entre os eixos e mais compridos, além dos pneus serem slicks e também mais largos. Isso sem falar que o reabastecimento está proibido desde 2010.
Tem outra coisa que a Ferrari não quer que seja semelhante: o resultado final da temporada. Em 2008, Felipe Massa, então piloto da equipe, teve uma grande disputa na pista contra Lewis Hamilton, na época na McLaren. Pontos acabaram perdidos pelo brasileiro no meio do caminho e o piloto inglês foi o campeão no Brasil por apenas um ponto de diferença, após aquela última volta emocionante em Interlagos. Na disputa do Mundial de Construtores, que tem peso mais financeiro do que esportivo ou para os fãs, foi vencido pelo time italiano naquela oportunidade.
Por enquanto, vem dando certo: Sebastian Vettel, a bordo do SF70H, vai liderando o mundial 2017 com 14 pontos de vantagem para o adversário.
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