A quatro corridas do fim da temporada 2016, a F1 vem para as Américas. O GP dos Estados Unidos abre a última fase do campeonato, já após o título de Construtores da Mercedes.
A partir de sexta-feira, em Austin, os carros entram na pista para a 17ª das 21 etapas do calendário, e a divisão de forças deve dar as caras no modo mais “clichê”: o Circuito das Américas não parece propício a surpresas quanto à divisão de forças do grid.
Na frente, a Mercedes. Brigando por pódio, Red Bull e Ferrari. Completando os pontos: Force India e Williams. Ao menos, essa é a lógica.
Equipe por equipe, a prévia do GP dos Estados Unidos:

1. MERCEDES
Último ranking: 1º
A Mercedes fez dobradinha no grid e na corrida nas últimas duas edições da prova em Austin. Em condições normais, conseguirá outra vez. No ano passado, a vantagem para a Red Bull foi de 1s. O detalhe: Nico Rosberg fez as duas poles, Lewis Hamilton conquistou as duas vitórias.
(Divulgação/Mercedes)

Último ranking: 2º
Na chuva em 2015, Daniel Ricciardo até flertou com a vitória, mas quando a pista secou, o cenário mudou de figura. A Red Bull quer segurar o vice de Construtores, e no Japão, mesmo com um ritmo inferior, saiu-se melhor que a Ferrari.
(Daniel Ricciardo (Foto: Getty Images/REd Bull))

Último ranking: 3º
Eu não esperava a Ferrari tão rápida no Japão. Vettel e Räikkönen fizeram o terceiro e o quarto tempos no Q3, mas punições os colocaram atrás da Red Bull no grid. Austin, com longas retas, pode ser um bom lugar para isso se repetir — e com várias curvas de média e baixa, também há espaço para o carro rubro-taurino fazer a diferença.
(Kimi Räikkönen (Foto: Ferrari))

Último ranking: 4º
A Force India hoje tem um carro mais completo do que a Williams, e já deu para notar que a tendência em Austin é ficar à frente da Williams. Tendência. Só que, de novo, vai ser uma disputa muito apertada.
(Hülkenberg e Bottas (Foto: Force India))

Último ranking: 6º (+1)
Se a Williams quiser buscar os dez pontos de desvantagem para a Force India no Mundial de Construtores, é bom correr atrás a partir das classificações. Em Suzuka, Massa e Bottas nem para o Q3 passaram. A última vez que uma Williams ficou à frente das Force India na classificação foi na Itália. Faz tempo.
(Valtteri Bottas (Foto: Williams))

Último ranking: 6º (+2)
A Haas vai ganhar posições aqui pela primeira vez em muito tempo. O resultado no Japão foi surpreendente, com Grosjean e Gutiérrez no Q3. O francês perdeu para a Williams a chance de pontuar na estratégia. Em casa, nos EUA, a motivação vai ser grande, e o motor Ferrari de 2016 empurrando o chassi nas longas retas em Austin pode ajudar bastante.
(Romain Grosjean (Foto: Haas))

Último ranking: 5º (-2)
Está faltando lógica para as atuações da McLaren. Alonso faz uma corridaça na Malásia, aí a equipe coloca um motor novo no carro em Suzuka e o espanhol mal consegue deixar o Q1 para trás. Pode ser que venham com tudo em Austin. Vai entender. Ao meu ver, isso não seria a lógica.
(Fernando Alonso (Foto: McLaren))

Último ranking: 7º (-1)
É impressionante a queda de rendimento da Toro Rosso nas últimas provas. Em Suzuka, Sainz e Kvyat passaram o dia relegados ao pelotão intermediário. São apenas dois pontos desde a volta das férias. De novo, vamos citar a “lógica”: do meio pra trás do grid.
(Carlos Sainz (Foto: Getty Images))

Último ranking: 9º
A Renault continua sendo uma equipe de fim de grid, não nos deixemos enganar. Mas o time também está sendo capaz de alguns “brilharecos” para os seus padrões. Palmer pontuou na Malásia e foi P12 no Japão sem que ninguém abandonasse.
(Renault (Foto: Carsten Horst))

Último ranking: 10º
A Sauber é outra equipe que conseguiu melhorar nas últimas provas, passando a andar à frente da Manor. E o detalhe para o desempenho ligeiramente superior de Ericsson pra cima de Nasr no Japão.
(Felipe Nasr (Foto: Carsten Horst))

Último ranking: 11º
Pela lógica das últimas corridas, Wehrlein e Ocon farão outro duelo interno. O alemão tem se destacado até agora pelas boas largadas: 34 posições ganhas na primeira volta na temporada. Já Ocon o superou nas duas últimas classificações. A vaga que se abriu na Force India, onde Ocon era reserva no início do ano e Wehrlein, no ano passado, vai servir de motivação para estes dois jovens talentos.
(Pascal Wehrlein (Foto: Manor))
Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.