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google_ad_height = 280;Favoritismo confirmado. Depois de dominar os treinos livres, a Red Bull fez a pole-position do GP de Mônaco de 2018 com Daniel Ricciardo. O australiano fez um temporal, com 1min10s810, ficando à frente da Ferrari de Sebastian Vettel em 0s229 – o que é um caminhão de tempo nas ruas do Principado. O resultado corou um fim de semana quase perfeito dos Touros Vermelhos, que, ajudados pelo circuito travado, viram a desvantagem dos motores Renault desaparecer e mostraram que possuem um ótimo carro para as características das ruas monegascas.
A última (e, até então, única) pole de Ricciardo havia sido justamente em Mônaco-2016, confirmando que o australiano sabe tudo do circuito.
O fim de semana do time austríaco só não foi perfeito porque Max Verstappen exagerou no terceiro treino livre, acertando o guard-rail e danificando bastante o carro. Sem tempo suficiente para arrumar todos os danos e trocar o câmbio, o holandês não conseguiu participar do Q1 e vai argar em último neste domingo.
E tal fato tem seu lado bom e seu lado ruim.

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O ruim: um carro a menos não só para a Red Bull brigar pela vitória, mas também para pontuar bem em Mônaco. Além disso, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, que lutam diretamente pelo título, vão largar logo atrás, respectivamente em segundo e terceiro. A Mercedes claramente não tem um bom carro para Monte Carlo, mas Hamilton sempre pode surpreender. Já a Ferrari tem chance, sim, de brigar pela vitória, seja com Vettel ou até com Kimi Räikkönen, que larga em quarto. Com um carro só, a Red Bull não poderá fazer o jogo do escudeiro para se proteger desses adversários.
O lado bom: Verstappen nunca aceitaria ser escudeiro de Ricciardo, para começar. O insolente jovem claramente lutaria pela vitória, algo que, combinado com seu temperamento, agressividade e falta de espaço da pista, poderia tirar da prova tanto o holandês quanto o companheiro. Tê-lo largando lá atrás pode ser um alento para o australiano, além de ser uma valiosa lição de autocontrole para o piloto do carro #33.
É claro que isso não garante nada. Em Mônaco-2016, Ricciardo tinha a vitória quase garantida. A corrida com chuva não só mexeu no equilíbrio de forças naquele domingo, mas o que realmente atrapalhou foi um erro da Red Bull no pit stop – os mecânicos não estavam com os pneus preparados na hora da parada do piloto. No final, Daniel ficou em segundo, perdendo a vitória para Hamilton.
Bom, podemos acreditar que não vão cometer o mesmo erro este ano, não é?
Se os três primeiros de domingo forem os mesmos da classificação – o que é possível, pensando que Mônaco não traz muitas oportunidades de ultrapassagem –, o campeonato ficaria um pouco mais interessante. A classificação seria de 110 pontos para Hamilton, 96 para Vettel e 72 para Ricciardo.
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Mas voltando ao que aconteceu neste sábado: é bom destacar o ótimo tempo de Esteban Occon, que levou uma, até agora, decepcionante Force India para a sexta posição, o “melhor do resto”, com o companheiro Sergio Pérez em nono. O circuito travado claramente deu uma nova vida para a equipe indiana. Outra boa surpresa foi Pierre Gasly, que não sentiu tanto o peso da unidade de potência da Honda e terminou a classificação em décimo.
Quem merece destaque também é Sergey Sirotkin. O russo foi 13º, o que é uma boa conquista pensando no atual carro da Williams e nas dificuldades que Mônaco representa. O companheiro dele, Lance Stroll, foi apenas 18º, ficando à frente apenas da decepcionante Haas de Kevin Magnussen e de Verstappen, que nem foi pra pista.
No final, até que a classificação monegasca foi interessante. Vamos torcer para que isso tenha reflexos na prova, já que não há nada mais chato do que uma procissão nas ruas do principado…
Q3 CLASSIFICATION: Can anyone catch @danielricciardo?