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Parece inacreditável, mas o time da Penske está ainda mais forte para a temporada 2017 da Indy. A equipe, que dominou completamente o campeonato do último ano, trocou o veterano Juan Pablo Montoya pelo jovem Josef Newgarden, deixando seu quarteto ainda mais fantástico.

Assim, a Penske, dona da trinca na classificação final do ano passado, passa a ter os quatro melhores pilotos de 2016, além de ter firmado acordo com um nome que tem tudo para brilhar por, pelo menos, mais uns dez anos na categoria.

A troca de pilotos faz todo sentido e parece ter sido um acerto em cheio de Roger Penske. É claro que Juan Pablo é um dos maiores que já passaram pela Indy, mas o colombiano estava claramente acima do peso e com performances bem abaixo da crítica em 2016. 

Juan Pablo Montoya só estará na Indy 500 em 2017 (Juan Pablo Montoya em 2015)

Do outro lado, Newgarden voava com a mediana Carpenter, provando por dois anos consecutivos que tinha espaço em qualquer equipe do grid. A Penske, que de boba não tem nada, não quis brincar com a concorrência de Ganassi e Andretti e assegurou o passe do Garoto de Ouro já para 2017.
 
Aliás, a Indy é outra que ganha com a transferência de Newgarden para a Penske. Afinal, que categoria não gostaria de ter seu piloto mais popular e midiático correndo pelo principal time?
 
Newgarden terá alguns desafios pela frente. O primeiro é manter as grandes atuações em uma equipe de ponta, algo que Simon Pagenaud não conseguiu no primeiro ano de casa, logo após sair da Schmidt Peterson. O segundo, mais óbvio, é suportar a fortíssima concorrência interna, que conta com o francês, com Helio Castroneves e Will Power, todos já consagrados.
Josef Newgarden deve brigar por título de cara na Penske (Newgarden)

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Bom, falando dos companheiros e rivais de Josef, a disputa tende a começar com Pagenaud. Impulsionado por uma campanha mágica em 2016 e um título inédito, o francês espera ter mais um início de ano inspirado, algo que seria chave para um eventual bicampeonato.
 
Power é outro que está completamente dentro do bolo. Campeão em 2014, o australiano teve atuações memoráveis em 2016 e por muito pouco não buscou o bicampeonato tendo feito uma corrida a menos que os rivais por uma suspeita de concussão quando era pole em St. Pete.
 
Quem fecha a equipe é Castroneves, o mais veterano do grupo. Terceiro colocado em 2016, o brasileiro é certamente dos quatro quem mais conhece os atalhos de Indianápolis. Além de correr atrás do quarto triunfo no oval histórico, o brasileiro também pensa em título, mas sabe que para isso vai precisar ter a sequência de vitórias que não teve de 2014 para cá.  
Helio Castroneves busca a quarta vitória na Indy 500 (Helio Castroneves (Foto: IMS))
A Penske ainda tem uma carta na manga para a Indy 500: Montoya. Está certo que não fazia sentido manter o colombiano na temporada toda, mas quem garante que ele não virá mordido e com sangue nos olhos para a principal prova do calendário? Outro grande conhecedor do oval, Montoya é sério candidato a surpreender os rivais e fazer bonito em sua única prova confirmada em 2017.
 
Em resumo, a Penske montou um time dos sonhos e tem totais condições de buscar a tão sonhada quadra na classificação final da temporada. Por tudo que Newgarden já fez na Indy e até na Indy Lights, é muito difícil o imaginar fracassando na nova casa. Desta forma, o americano é, ao lado de seus experientes e talentosos companheiros, favorito a levantar a taça.
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Simon Pagenaud e a Penske defendem o título (6. Simon Pagenaud — Indy — 4103,24 (Foto: Getty Images))