Fernando Alonso foi o campeão do mundo mais jovem da F1 por muito tempo, até Sebastian Vettel ultrapassá-lo – isso em 2005 e 2006, quando conseguiu suas duas únicas conquistas, com a Renault. No ano seguinte ao último do espanhol, Kimi Räikkönen se consagrou o melhor do grid pela Ferrari.

Já se completaram 10 temporadas desde a última vez que um dos dois foi o campeão, e nenhum piloto que levantou a taça antes da dupla segue na categoria. Mas eles estão aí, firmes e fortes, ou em equipe favorita, caso do finlandês, ou ainda considerado por muitos o melhor piloto do grid, no caso de Alonso. 

Por que, então, nunca mais repetiram o feito? Quais escolhas, acasos, fatos os tiraram da briga, ou os impediram de voltar ao topo?

O GRANDE PREMIUM compara a carreira de ambos entre 2008 e 2017, os 10 anos em que eles tiveram chances de repetir o título, mas não foram capazes – inclusive quando foram companheiros de equipe, na Ferrari, em 2014.

KIMI RÄIKKÖNEN

Entre 2008 e 2017 – ausente em 2010 e 2011

Títulos: 0

Corridas: 150

Vitórias: 5 (Malásia-2008. Espanha-2008, Bélgica-2009, Abu Dhabi-2012, Austrália-2013)

Pódios: 43

Poles: 1 (Mônaco-2017)

Pontos: 114

Melhor classificação: 3° (2008 e 2012)

Abandonos: 23

Equipes: 2 (Lotus e Ferrari [duas vezes])

 
(AFP)

FERNANDO ALONSO

Entre 2008 e 2017 

Títulos: 0

Corridas: 187

Vitórias: 13 (Singapura-2008, Japão-2008, Bahrain-2010, Alemanha-2010, Itália-2010, Coreia do Sul-2010, Singapura-2010, Silverstone-2011, Malásia-2012, Valência-2012, Alemanha-2012, China-2013, Espanha-2013)

Pódios: 48

Poles: 5 (Hungria-2009, Itália-2010, Singapura-2010, Silverstone-2012, Alemanha-2012)

Pontos: 122

Melhor classificação: Vice (2010, 2012 e 2013)

Abandonos: 36

Equipes: 3 (McLaren [duas vezes], Renault, Ferrari)
(Reprodução/Twitter/@Alo_Oficial)

Kimi Räikkonen cansou da F1 e foi correr o Mundial de Rali entre 2010 e 2011, enquanto Fernando Alonso se manteve na principal categoria do automobilismo mundial durante todos esses anos, mesmo com brigas e crises.

Os números de Alonso são melhores do que os de Kimi. Venceu mais e foi mais ao pódio, por exemplo, mesmo sem um carro para brigar por isso desde 2013, quando se mudou para a McLaren e iniciou um calvário ainda maior do que um "simples" seca de títulos.

Não à toa, a simples esperança de que a McLaren, com o motor fornecido pela Renault, irá melhorar em 2018 faz com que muito sonhem com vitórias de Alonso e, até, com uma volta à briga pelo título. Não há muita evidência de que isso ocorrerá, mas Alonso faz com que os fãs mantenham a chama da esperança viva simplesmente por seu talento.

Já Räikkönen não atrai a mesma boa vontade dos analistas e torcedores – e isso mesmo com um carro muito melhor do que o do espanhol por vários anos. Nem sua presença na Ferrari que voltou a lutar pelo título em 2017 faz com que algum comentário como "Kimi pode brigar também" surja. E a culpa é dele próprio, que não mostrou vontade e condições de se colocar no patamar de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton.

Patamar este que, mesmo andando longe dos dois nos circuitos pelo mundo, Fernando Alonso nunca deixou de estar.