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Duas corridas em duas semanas, e os destaques de ambas foram os mesmos: Lewis Hamilton e Max Verstappen. Por outro lado, os alemães não tiveram vida fácil em solo britânico. E assim temos claramente dois pilotos “on fire” chegando à metade do campeonato.
Nas últimas seis corridas, desde a mudança de Verstappen para a Red Bull, Hamilton e ele foram os maiores pontuadores da F1. Lewis venceu quatro das últimas cinco corridas e agora está a um ponto apenas de Nico Rosberg. A disputa já tem contornos bem diferentes, e com isso o britânico já retoma o favoritismo nas casas de apostas. Aqui no Ranking GP, na média de todas as corridas, Rosberg acabou de ficar para trás.
Hamilton se tornou o primeiro piloto a vencer três vezes consecutivas o GP da Inglaterra em Silverstone. Foi a sua quarta vitória em casa, de novo em uma prova que teve chuva em algum momento. Fez a festa, foi para os braços do povo, virou meme e colou em Rosberg. Verstappen, por sua vez, deu um drible desconcertante no alemão da Mercedes e depois o segurou por várias voltas.
Vamos, então, falar de cada um dos pilotos e, claro, dar às notas que compõem o nosso Ranking GP.

Lewis Hamilton faz a festa pela vitória em Silverstone (Lewis Hamilton (Foto: Carsten Horst))
1 — Lewis Hamilton (Mercedes) — 9,5
A atuação de Lewis Hamilton não poderia ter sido melhor. Fez a pole com 0s3 de vantagem para Rosberg e sequer deu chances ao rival no domingo, nem na chuva, nem no seco: apenas administrou, sem nunca correr riscos reais. Só não leva o dez por causa daquela escapada na curva Abbey.
2 — Max Verstappen (Red Bull) — 9,5
A ultrapassagem sobre Rosberg, na chuva na Chapel é candidata a melhor do ano. Depois, mesmo com uma Red Bull teoricamente inferior em pistas de alta, defendeu-se muito bem. A única coisa que eu acho que ainda lhe falta: um grande duelo contra um Hamilton ou um Vettel. Bom ele é, mas está se consagrando às custas de pilotos que são frequentemente criticados por sua passividade, Rosberg e Räikkönen.
3 — Nico Rosberg (Mercedes) — 7,0
Uma vez mais, Rosberg se complicou sem ter condições ideais. Na chuva, não só perdeu muito para Hamilton, como também para Verstappen. Ele precisa do universo alinhado para entregar resultados. Na hora de decidir um título, isso vai deixá-lo no mato sem cachorro.

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4 — Daniel Ricciardo (Red Bull) — 7,0
Corrida apagada do australiano, que levou 0s3 do companheiro da classificação e de novo o viu subir ao pódio. Não está mal, só que precisa reagir.
5 — Kimi Räikkönen (Ferrari) — 7,0
Não só bateu o companheiro de equipe no sábado, como foi por mais de 0s5. A questão é que a Ferrari deveria ter sido capaz de brigar com a Red Bull, e nem isso conseguiu. Kimi precisou disputar o quinto lugar com Sergio Pérez.
6 — Sergio Pérez (Force India) — 7,5
Recuperou-se de uma classificação não tão boa ao subir para quarto em meio aos pit-stops do início da prova. Depois, segurou Ricciardo e Räikkönen por bastante tempo até cair para sexto. Também foi vítima da Abbey.
7 — Nico Hülkenberg (Force India) — 7,0
Foi ao Q3 na classificação, ponto para ele, porém acabou se dando bem mal nos pit-stops iniciais. Brigou muito para se recuperar, mas salvou este sétimo lugar.
8 — Carlos Sainz (Toro Rosso) — 7,0
De novo no Q3 e de novo nos pontos. Carlos Sainz é muito bom. A pior coisa da mudança de Verstappen para a Red Bull é não podermos mais compará-lo com o espanhol, que somou pontos em sete das dez corridas.
9 — Sebastian Vettel (Ferrari) — 5,0
Que fim de semana mequetrefe teve Vettel… Atrás de Kimi na classificação, todo atrapalhado na corrida. Foi punido por erro ao passar Massa. Forçada? Talvez. Mas ele errou. Primeira vez que termina uma corrida fora do top-4.
10 — Daniil Kvyat (Toro Rosso) — 5,5
Apenas pontuar deve ser motivo de comemoração para Daniil Kvyat. Foi o seu segundo ponto no retorno à Toro Rosso, o primeiro desde o GP da Espanha. Mas esse ponto foi até mais do que o seu fim de semana mereceu.

11 — Felipe Massa (Williams) — 5,5
Massa sequer passou do Q2 e, embora tenha tido bons momentos na corrida ao se defender no pelotão intermediário de carros que vinham mais velozes na chuva, não viveu grandes dias em Silverstone. Saiu do top-10 porque foi o único que precisou fazer uma segunda parada para pneus slicks.
12 — Jenson Button (McLaren) — 4,0
A queda no Q1 em casa é só mais um capítulo da história de fracassos de Jenson Button em Silverstone. Na corrida, jamais andou entre os dez primeiros.
13 — Fernando Alonso (McLaren) — 4,5
Alonso estava com um fim de semana bem melhor que Button, mas uma rodada na Abbey quase acabou com sua corrida. Dali em diante, foi levar o carro para casa.
14 — Valtteri Bottas (Williams) — 4,0
Essa foi uma das piores corridas de Bottas na F1. Perdeu posições no primeiro pit-stop e depois rodou quando estava em nono, atrás de Felipe Massa. Ok, a Williams é ruim na chuva, mas também no seco o ritmo deixou a desejar. Ele mesmo admitiu.
15 — Felipe Nasr (Sauber) — 4,5
A Sauber, de novo, teve os dois carros na última fila. Nasr se classificou em 21º, mas teve bons momentos na corrida e conseguiu chegar à frente de Esteban Gutiérrez, que tem um carro bem melhor.
16 — Esteban Gutiérrez (Haas) — 3,0
O mexicano perdeu muito tempo no primeiro pit-stop, na mesma volta de Grosjean, e não conseguiu se recuperar dali em diante. Para piorar, a equipe teve uma pane geral nos sistemas nos boxes. Resultado: Gutiérrez perdeu até para a Sauber.

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17 — Kevin Magnussen (Renault) — 3,0
K-Mag só não leva uma nota pior porque passou ao Q2 com a Renault. Passou a corrida toda atrás de Nasr e Gutiérrez antes de abandonar com o câmbio quebrado.
18 — Jolyon Palmer (Renault) — 3,0
Nem em casa foi capaz de reagir. Claro, a equipe o atrapalhou ao soltá-lo sem uma roda em um pit-stop, o que rendeu um longo stop-and-go antes do câmbio quebrar, mas Palmer continua fazendo muito pouco em 2016.
19 — Rio Haryanto (Manor) — 3,5
Quando Haryanto faz algo de bom, é um tempo melhor que o de Wehrlein no Q1. Nas corridas, consegue muito pouco. Abandonou ao rodar na Abbey.
20 — Romain Grosjean (Haas) — 3,5
A transmissão tirou Romain Grosjean de uma corrida que não ia sendo grande coisa. O destaque foi quase ter superado Massa no Q2: ficou a apenas 0s048 da Williams.
21 — Marcus Ericsson (Sauber) — 2,0
Falar o quê de Marcus Ericsson no fim de semana? Foi como se não tivesse corrido. Não se classificou depois de um acidente no sábado e abandonou na 11ª volta com um problema elétrico.
22 — Pascal Wehrlein (Manor) — 1,5
Não só foi superado por Rio Haryanto na classificação — ok, por pouco, mas foi — como aquaplanou na reta dos boxes logo após a relargada e abandonou. Péssimo fim de semana, só que continua com crédito.

Poderia ter sido uma prova bem melhor se a largada tivesse sido normal, ou ao menos se o carro de segurança saísse duas ou três voltas mais cedo. Depois, teve algumas variáveis que foram interessantes, principalmente o duelo Rosberg x Verstappen.
Melhor corrida:
GP da Espanha — 9,5
Pior corrida:
GP da Europa — 2,0
Média: 7,35
(A largada do GP da Inglaterra: atrás do safety-car (Foto: Carsten Horst))
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Os melhores do ano
1 — Lewis Hamilton — 7,85 (+1)
2 — Nico Rosberg — 7,65 (-1)
3 — Daniel Ricciardo — 7,55
4 — Kimi Räikkönen — 7,30
5 — Max Verstappen — 7,00 (+1)
6 — Sebastian Vettel — 6,95 (-1)
7 — Sergio Pérez — 6,50 (+1)
8 — Valtteri Bottas — 6,30 (-1)
9 — Carlos Sainz — 6,30
10 — Felipe Massa — 6,10
11 — Fernando Alonso — 5,83
12 — Jenson Button — 5,80 (-1)
13 — Romain Grosjean — 5,75 (-2)
14 — Nico Hülkenberg — 5,50
15 — Pascal Wehrlein — 4,85
16 — Daniil Kvyat — 4,60 (+2)
17 — Kevin Magnussen e Esteban Gutiérrez — 4,50 (-1)
19 — Felipe Nasr — 4,35
20 — Jolyon Palmer — 3,80
21 — Marcus Ericsson — 3,70 (-1)
22 — Rio Haryanto — 3,05
Média global na Inglaterra: 5,15 (pior do ano)
Média global em 2016: 5,81
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Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.