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A temporada 2017/18, quarta da história da Fórmula E, chega à histórica etapa de Zurique, na Suíça, neste fim de semana. Será a penúltima etapa de um campeonato que ainda tem duas corridas no fim de semana derradeiro, em Nova York. Mas entre a abertura em Hong Kong e o eP de Berlim de duas semanas atrás, nove corridas marcaram a temporada. E Jean-Vergne não apenas se posiciona de forma brilhante para assegurar o título: ele tem maior quantidade de tentos da história da categoria após nove provas.
O eP de Zurique é o primeiro match point de Vergne. Com 40 de vantagem para Sam Bird, único que mantém viva a disputa do título, Vergne tem que marcar 19 pontos a mais que Bird na Suíça. Com 29 pontos em jogo a cada combo classificação + corrida, 58 tentos estarão abertos em Nova York. Portanto Vergne precisa ter 59 de frente.
Mas independente da batalha pelo título, que se aproxima em progressão geométrica do francês, a pontuação que ele conseguiu até aqui é um marco. Vergne tem 162 pontos marcados que são frutos de um campeonato em que não terminou uma corrida sequer fora do top-5.
Foram três vitórias – Santiago, Punta del Este e Paris -, um segundo lugar – na corrida 1 de Hong Kong -, e um terceiro lugar – em Berlim -, um P4 – na corrida 2 de Hong Kong – e três P5 – Marrakech, Cidade do México e Roma.

Jean-Éric Vergne (Jean-Éric Vergne (Foto: Techeetah))
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Os 162 pontos que Vergne alcançou em nove corridas mostram um intenso domínio no campeonato, jamais visto até aqui em tal nível.
Na temporada 2014/15, primeira da categoria, Nelsinho Piquet liderava após nove etapas. O piloto então da China Racing, venceu e pulou para 128 pontos no campeonato. Foi exatamente naquela etapa que abriu a vantagem que permitiu o título mesmo com desempenho claudicante na rodada dupla final em Londres. Piquet não pontuou tanto na Inglaterra e foi campeão com 144 pontos.
Já na 2015/16, que acabou sendo o campeonato mais curto de todos, a nona etapa foi a primeira corrida da rodada dupla final de Londres. Lucas Di Grassi liderava o campeonato naquele momento, com 153 pontos contra 151 de Sébastien Buemi. No fim das contas, o dia seguinte mostrou surpresas: Buemi marcou a pole-position e tomou a ponta. Na largada, Di Grassi, em segundo, abalroou Buemi e os dois precisaram trocar de carros. E foi Buemi quem marcou a melhor volta e garantiu mais um ponto e o título, com 155.
O domínio de Buemi na temporada 2016/17 ensaiava um número maior que os 162 pontos. Pudera, foram cinco vitórias nas primeiras seis corridas. Na rodada dupla de Berlim, Buemi venceu uma corrida e foi desclassificado na outra, em que tinha terminado com a quinta colocação.

Não somente Vergne marcou mais pontos que qualquer outro piloto neste momento da temporada, mas, ainda com três corridas a fazer, já fez mais pontos que dois dos três campeões da FE conseguiram.
Com a mão na taça, Vergne aponta para ser o quarto campeão em quatro anos de FE e também se aproxima a colocar a Techeetah no Olimpo das Campeãs de Equipes, que até hoje só conta com a Renault.
A briga pode terminar em Zurique, mas ainda que isso não aconteça a campanha de JEV é marcante por si só. A melhor da FE em todos os tempos até agora.
(Jean-Éric Vergne capitaneia a Techeetah (Foto: F-E))

Jean-Éric Vergne
162 pontos após nove corridas
2016/17 –
Lucas Di Grassi
137 pontos após nove corridas
(Terminou a temporada com 181)
Sébastien Buemi
157 pontos após nove corridas
2015/16
Sébastien Buemi
151 pontos após nove corridas
(Terminou com 155)
2014/15
Nelsinho Piquet
128 pontos após nove corridas
(Terminou com 144)
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