
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js
Até o último domingo, a Red Bull tinha 50 vitórias na F1. Todas elas conquistadas enquanto Sebastian Vettel estava no time. A nova era começou no GP da Espanha, com a chegada de Max Verstappen.
A busca pelo ‘novo Vettel’ era uma constante na empresa austríaca com o seu programa de formação de pilotos. Daniel Ricciardo surgiu como um grande candidato em 2014, mas agora é inevitável que os olhares se voltem todos para Max.
Em comum com Vettel, as trajetórias precoces impulsionadas pelas vendas de latinhas de energético. As rotas podem ter sido um pouco diferentes, mas o ponto alcançado por Vettel e Verstappen foi o mesmo: o recorde de mais jovem vencedor da história da F1.
O alemão foi contratado pela empresa ainda no século passado, quando tinha dez anos e andava de kart. Cresceu lá dentro, destacou-se na base e “chegou chegando” na F1 ao ser oitavo com a BMW no GP dos EUA de 2007, substituindo Robert Kubica. Terminou a temporada na Toro Rosso, venceu uma corrida em 2008 e se mudou para Milton Keynes em 2009. De 2010 a 2013, foram quatro títulos mundiais.
Verstappen, três anos atrás, era piloto de kart. Ganhou os principais títulos da temporada europeia, mas perdeu o Mundial — o que não é ruim, visto que há uma pequena maldição: nenhum campeão da modalidade sagrou-se campeão também na F1. Em 2014, foi terceiro na F3 Europeia, e anunciado ainda aos 16 anos como titular da STR para 2015. O anúncio chocou e levou a FIA a mudar as regras para o ingresso na categoria, estabelecendo um mínimo de idade e um novo critério técnico. Na Toro Rosso, Max teve quartos lugares na Hungria e nos Estados Unidos e somou 49 pontos em 2015.
A ascensão à Toro Rosso é que foi controversa. Vettel, há sete anos, foi promovido para substituir David Coulthard, que encerrava a carreira. Agora, não. Daniil Kvyat foi queimado após o erro que cometeu no GP da Rússia e rebaixado para a STR. Max ganhou a vaga no time principal.
De cara, ficou a impressão de que Helmut Marko precisava de um motivo para colocar Verstappen na Red Bull, e Kvyat deu o motivo. O talentoso holandês provou de cara por que estava pedindo passagem. Assim chegamos à primeira vitória de cada um deles.


google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js
Aqui, ponto para Vettel. O feito de Verstappen impressiona mais pela pouca idade: mais de dois anos inteiros a menos que o alemão.
É inacreditável pensar que um piloto de 18 anos venceu um GP de F1, ainda mais da forma que foi. Na primeira corrida por uma equipe de ponta, tudo conspirou a favor: o acidente das Mercedes na curva 4, o fato de Carlos Sainz ter ficado à frente das Ferrari na relargada e o modo como se desenrolaram as estratégias ao longo da prova.
Ao mesmo tempo, foi igualmente impressionante a frieza de Verstappen. Ele era o ponteiro de uma corrida pela primeira vez desde a F3, e estava sendo pressionado pelo campeão mundial Kimi Räikkönen. Era facílimo cometer um erro naquela situação, mas não. Como se estivesse em um trilho, foi controlando o ritmo da prova e impedindo que Kimi chegasse perto o bastante para tentar dar um bote.
Mas o que fez Vettel em Monza em 2008 ainda continua como uma das maiores façanhas de todos os tempos. Com a Toro Rosso, que até três anos antes se chamava Minardi, ele largou na pole e dominou.
De certa forma, o GP da Espanha caiu no colo de Verstappen. Ele trabalhou para estar no lugar certo, na hora certa, mas a corrida caiu no colo. Não foi o que rolou naquele GP da Itália. Vettel largou na frente e controlou do início ao fim tendo em mãos um carro do segundo escalão.
Agora, ao se comparar a idade relativa de Vettel e Verstappen nos grids de 2008 e 2016, a vantagem vai para o holandês.
Quando Vettel tinha 21 anos, a média de idade da F1 estava na casa de 28 anos — sete de diferença. Hoje, a média é de 27 anos, uma distância de nove anos. Então não é só que o grid hoje é mais jovem: até para o padrão atual o que Max faz é impressionante.
Curioso ainda é ver como nos recordes de precocidade da F1, a Red Bull exerce um papel fundamental. Os dois mais jovem a largarem no Mundial o fizeram pela Toro Rosso, bem como os dois mais jovens vencedores, os quatro mais jovens pontuadores e o mais jovem pole-position.

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js
Sinal amarelo
Uma diferença a ser observada: o comportamento. Vettel sempre foi “certinho”, comportado, bom moço. Assim, uma vez vencendo, não mudou muito, não foi difícil de ser controlado, salvo em uma ou outra crise envolvendo Mark Webber. Daniel Ricciardo, o segundo piloto formado no Red Bull Junior Team a vencer na F1, é gente boa, nunca se envolveu em polêmica.
Max parece ser diferente. Seu pai, Jos, era conhecido por ser marrento mesmo sem ter grandes resultados nas décadas de 1990 e 2000. Max, que sem dúvida é talentoso, tem o mesmo gene. Já deu respostas atravessadas para outros pilotos e criou problemas dentro da Red Bull em disputas com Carlos Sainz em Cingapura e na Austrália. Fora isso, há a questão do interesse de outras equipes: uma das razões para a Red Bull ter pressa em colocá-lo no time principal certamente é o medo de perdê-lo para uma rival. Neste sentido, tratar-se-á de um desafio maior.