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Nada está tão ruim que não possa piorar: essa parece ser a máxima da equipe Williams em 2018. Depois de um respirar novos ares a partir da introdução do atual regulamento da Fórmula 1, em 2014, a equipe vive um ano para esquecer na atual temporada. São apenas quatro pontos em 2018, ocupando o nada honroso último posto na tabela de construtores.

O atual cenário é consequência de uma série de decisões erradas, que vão desde o carro em si à escolha dos pilotos. O time de Grove sacou o brasileiro Felipe Massa e se rendeu a uma dupla de pilotos pagantes e com pouca experiência: Lance Stroll e Sergey Sirotkin. Inclusive, o canadense falhou na missão de assumir a liderança da equipe, mas será que os resultados ruins podem ser colocados apenas na conta do piloto?

Independente da resposta, o que virá a seguir é ainda pior para a Williams: o pai de Lance, Lawrence Stroll, lidera o grupo que assumiu o controle da Force India. O filho do empresário fatalmente irá deixar a equipe, assim como os dólares que Stroll pai colocou na Williams.

Mas, antes de pensar no futuro, vamos comparar o presente com o passado: o quão grande foi a queda da Williams em 2018 quando comparada não só com o que foi feito em 2017? E como o atual ano se compara aos piores momentos do time inglês em toda a história, em 2011 e 2013? Vamos ver…

2017, primeiras 12 corridas:

– Nove vezes nos pontos, sendo duas com Stroll:
– Melhor resultado: sexto lugar, com Felipe Massa (duas vezes, na Austrália e no Bahrain);
– Seis abandonos
– Pontos conquistados: 45;
– Quinto lugar no Mundial de Construtores.

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(AFP)

2018, primeiras 12 corridas

– Apenas uma vez na zona de pontuação, com Stroll;
– Melhor resultado: oitavo lugar, no Azerbaijão;
– Cinco abandonos;
– Pontos conquistados: 4;
– Décimo (e último) lugar no Mundial de Construtores.

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Até hoje, tirando a temporada de estreia (em 1977), os piores anos da Williams foram 2011 e 2013: apenas cinco pontos em cada temporada. Em 2011, com Rubens Barrichello e Pastor Maldonado, a equipe ficou em nono lugar entre os construtores, quando haviam 12 equipes. Dois anos depois o time inglês tinha Valtteri Bottas ao lado de Maldonado, mais uma vez ficando em nono entre as equipes – nesta época, eram 11 construtores no total.

2013, primeiras 12 corridas:

– Apenas uma vez na zona de pontos, com Maldonado;
– Melhor resultado: décimo lugar, na Hungria
– Quatro abandonos;
– Pontos conquistados: 1;
– Nono lugar no Mundial de Construtores.

2011, as primeiras 12 corridas:

– Três vezes na zona de pontos, sendo duas com Barrichello e uma com Maldonado;
– Melhor resultado: nono lugar, com Barrichello (2x, Mônaco e Canadá);
– Seis abandonos;
– Pontos conquistados: 5;
– Nono lugar no Mundial de Construtores