Campeão das 500 Milhas de Indianápolis de 2022, Marcus Ericsson tem realizado uma temporada muito questionável pela Andretti em 2025. O sueco é apenas o 20º em um campeonato com 27 pilotos que disputam a Indy em tempo integral, sendo que os companheiros, Kyle Kirkwood e Colton Herta, ocupam a quarta e sétima posição, respectivamente. Mas de acordo com Rob Edwards, chefe de operações do time, o posto do ex-F1 não está ameaçado.

O ponto alto de Ericsson na temporada 2025 da Indy foi o segundo lugar nas 500 Milhas de Indianápolis. Mas uma infração técnica fez o piloto ser desclassificado, no entanto, o apresentado em pista elevou a estima do sueco dentro da Andretti na época — apurou o GRANDE PRÊMIO. Só que o desempenho do #28 continuou em baixa na sequência. Neste ano, apenas um top-5 e duas presenças entre os dez primeiros após 20 etapas.

Ao mesmo tempo, Dennis Hauger tem ampliado a pressão sobre o sueco. Líder da Indy NXT, o norueguês tem despertado a atenção de Dan Towriss, CEO do grupo proprietário da Andretti, que declarou em entrevista ao jornal IndyStar: “preciso dar um jeito de colocá-lo para correr”. Na época, o dirigente usou Louis Foster — o britânico venceu com autoridade na categoria de base da Indy, mas não encontrou lugar na Andretti e se tornou concorrente na RLL.

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Marcus Ericsson (Foto: IndyCar)

Logo após o GP da Laguna Seca, quando Ericsson rodou sozinho e terminou em 25º, Edwards explicou que o sueco tem contrato com a Andretti para o próximo ano. “Nada mudou. Temos um acordo para o ano que vem e não podemos impedir as pessoas de dizerem o que quiserem”, falou o dirigente ao site da revista norte-americana Racer.

“Isso vai desaparecer quando conseguirmos mais resultados com o carro #28. Ele tem contrato e estamos focados nisso”, completou o chefe de operações da Andretti.

Em busca de dar melhores condições para Ericsson ter resultados, a Andretti trocou Olivier Boisson por Dave Seyffert como engenheiro de corridas do #28. A mudança, feita no início de julho, rendeu a melhor colocação para o sueco no ano, com o quinto lugar em Toronto, mas a sequência não foi positiva — além do 25º lugar em Laguna Seca, terminou no fundo do pelotão nas duas corridas em Iowa, com um furo no pneu e uma batida. Mas a troca foi defendida por Edwards.

“Certamente trouxe uma nova e positiva direção. Este é um negócio baseado em resultados, e eles precisam apresentar desempenhos mais concretos. Mas sim, a mudança foi boa, e estamos felizes por termos feito o que fizemos”, encerrou.

Após uma sequência de quatro finais de semanas consecutivos com corrida, a Indy passa por uma pausa e retorna no dia 10 de agosto com o GP de Portland, no Oregon.