A Band confirmou nesta quinta-feira (30) que adquiriu os direitos da Indy para o Brasil e voltará a exibir a categoria em 2026, após um hiato de seis anos. Nesta sexta-feira (31), a emissora voltou a falar sobre o acordo, revelando a duração do contrato de três anos, mas com alguns detalhes em aberto,como a cobertura e a equipe de transmissão.
Em comunicado enviado à imprensa, a Band confirmou que vai exibir a Indy no Brasil pelas próximas três temporadas — ou seja, o acordo tem vigência até 2028. No entanto, a emissora não deu pistas se exibirá ao vivo as 17 etapas do campeonato e qual será a equipe que formará a transmissão, desde narradores até repórteres.
Vale lembrar que a Indy é uma aquisição somente da Band e que não tem vínculo com o Bandsports, já que os direitos de transmissão na TV a cabo pertencem à ESPN, assim como a Disney + detém os direitos via streaming.
“Seguimos mostrando a força do nosso DNA no esporte e, principalmente, no automobilismo. A Indy é uma categoria gigantesca, de enorme tradição e muita história com a Band e com os fãs brasileiros. Esse retorno reforça nosso compromisso com os amantes de velocidade e engrandece a qualidade da programação”, falou Denis Gavazzi, diretor de esportes da Band.

CEO da Penske Entertainment, empresa gestora da Indy, Mark Miles comentou sobre o acordo entre a categoria e a Band. “Adoramos fazer negócios e apresentar a Indy aos admiradores brasileiros com nossos parceiros do Grupo Bandeirantes de Comunicação porque eles têm um grande amor e respeito pela disputa — particularmente, Johnny Saad, que conhecemos há muito tempo. Ele sempre foi um amigo e companheiro da modalidade. E, portanto, poder anunciar que estamos retomando esse trabalho conjunto, e que o público poderá assistir às corridas na Band, é um imenso prazer”, comentou o dirigente.
A história da Indy na TV brasileira
A Band foi a primeira emissora do Brasil a transmitir a Indy em TV aberta, ainda nos anos 1980, impulsionada pela ascensão de Emerson Fittipaldi na categoria. Tendo em Luciano do Valle a sua principal voz, o canal paulista ajudou o campeonato a ganhar popularidade por aqui. Foi então que, no início dos anos 1990, encerrou-se o primeiro ciclo da Band com a Indy.
A categoria passou, então, a ser exibida pela extinta TV Manchete, entre 1993 e 1994, antes de ter os direitos adquiridos pelo SBT a partir da temporada seguinte. 1995 foi o último ano da Indy antes da cisão entre CART e IRL, que ficou com a principal corrida do calendário, as 500 Milhas de Indianápolis, mas sem os principais pilotos, que seguiram com a CART. A Band, então, passou a ser a emissora oficial a exibir as corridas da IRL, enquanto o SBT ficou com a divisão mais famosa.

Desde então, a emissora do Morumbi seguiu como uma espécie de sinônimo da Indy no Brasil. A Band sofreu grande perda em 2014, quando Luciano do Valle morreu, vítima de infarto. Téo José, que já narrava para o canal, assumiu o posto de #1, mantendo-se por ali até o começo de 2018, quando foi dispensado da emissora.
A partir de então, as transmissões da Band e do BandSports foram lideradas por Eduardo Vaz ou Celso Miranda na narração, com os comentários de Felipe Giaffone. Mas o comentarista deixou o grupo para assumir a função na Globo, sendo confirmado, no fim de 2019, como o substituto de Reginaldo Leme.
Foi também em 2019 que o serviço de streaming DAZN iniciou as exibições da Indy, transmitindo, paralelamente à Band, a temporada daquele ano e a de 2020.
A partir de 2021, a TV Cultura entrou para as transmissões entre os canais abertos, substituindo a Band, com a dupla formada pelo narrador Geferson Kern e o comentarista Rodrigo Mattar. Nas últimas temporadas, a pilota Bia Figueiredo passou a fazer os comentários. Já a ESPN transmite em TV fechada desde 2022, com o trio formado por Thiago Alves, Victor Martins [CEO do GRANDE PRÊMIO] e o ex-piloto Christian Fittipaldi.
A Band voltará a transmitir a Indy a partir da temporada 2026 (Foto: Indycar)
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