Presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Giovanni Guerra revelou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO que há um grande trabalho em curso para que Indy e Nascar venham ao Brasil nos próximos anos. De acordo com o dirigente, neste momento, São Paulo, Goiânia e Brasília disputam para receber as categorias norte-americanas.
Vale destacar que São Paulo é o principal polo de eventos automobilísticos internacionais no Brasil, sendo que, de todas as categorias que por lá passam, a Fórmula E é a única que não corre em Interlagos, e sim na estrutura montada nos arredores do Sambódromo do Anhembi. Goiânia, por sua vez, segue os preparativos para voltar a receber a MotoGP no início de 2026.
No caso de Brasília, o autódromo deve ser reinaugurado no fim deste mês, com a etapa da Stock Car. “Posso dizer que há uma competição — no bom sentido — entre São Paulo, Brasília e Goiânia para receber uma categoria melhor, com a Indy e a Nascar”, falou o mandatário da CBA ao GP durante a passagem da F1 por Interlagos, no último fim de semana.
“Não queremos trazer somente a Indy, mas uma etapa do calendário da Nascar aqui. Isso seria a cereja do bolo, pois o Brasil fecharia a questão. Não teria mais isso de só América e Europa, mas também o Brasil com tudo isso misturado”, completou o presidente da CBA.

Embora não citado por Guerra, o Rio de Janeiro é mais uma cidade que pode entrar na briga para receber um evento de esporte a motor de grande porte no futuro. Na última quinta-feira (6), a prefeitura da cidade oficializou o projeto do autódromo de Guaratiba, com investimento de R$ 1,3 bilhão da iniciativa privada. A pista será construída de acordo com as diretrizes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Grau 1, além de atender a máxima exigência da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), a Grau A. Isso significa, portanto, que será um circuito apto para receber a F1 e a MotoGP.
Além disso, o circuito carioca também poderia receber também outras categorias, como o Mundial de Endurance (WEC), além da Indy e da Nascar — competições que não têm programação definida para virem ao Brasil. E o presidente da CBA ainda indicou que existem estudos para construir uma pista oval com inclinação nas curvas, com o intuito de, possivelmente, receber alguma etapa das categorias norte-americanas.
“Inclusive, estamos trabalhando para termos o primeiro circuito oval de fato, com inclinação nas curvas, do jeito que manda o figurino. Quando o [Carlos] Col e o Thiago [Marques, executivos da Nascar Brasil] me levaram para as 500 Milhas de Daytona, quando conheci o automobilismo norte-americano, fiquei estarrecido e falei: ‘temos de trazer isso para cá’. Estamos trabalhando nisso”, disse.

“Há um estudo para ter esse oval no Centro-Oeste e também no Sul do Brasil. Tem coisas que eu não posso entrar. A gente atua para ajudar, mas saímos quando entra o negócio — ficando só como a parte desportiva da coisa. Vou atrás e apoio, mas a gente não gerência. O nosso objetivo é fomentar o automobilismo”, encerrou o presidente da CBA.
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